Freya/Valkyria - Friends On The Other Side

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Freya/Valkyria - Friends On The Other Side

Mensagem por Crios em Ter Abr 04, 2017 4:34 am

O QUE ACONTECEU ATÉ AGORA:



Sala:

Freya acordou com o chamado de Mikhail, seu mentor, amigo, e “meio-pai”. Uma das poucas pessoas a quem confiava, e aprendeu a confiar. Apesar de todos os defeitos, ele era compassivo, em certo grau. Freya é, ao que tudo indica, uma russa que está em solo americano, meio perdida, não tem memorias do passado, sofre de múltiplas personalidades sendo que sua relação com sua outra parte não é muito amigável muitas vezes. E a única coisa que se lembra de amar de verdade, está morta. Convenhamos, não é lá a pessoa mais sortuda do mundo, e Mikhail, a adotou. E passou a ensina-la. Lhe deu uma base, ensinamentos, vivencias, conforto, mas principalmente, um lar. Mais do que apenas um mentor que passa lições sobre o mundo garou. Além disso. Porém, na mesma medida que deu muito, exige muito. É duro em seus ensinamentos. Segue, de forma adaptada e menos rígida, a política que de os presas de prata devem ser os melhores. Por isso, ele ensina Freya com um treinamento que chega a ser extenuante em seus limites. É como morar com seu sargento no exército. Ele dá um tapa, e depois assopra. Essa relação criou um importante de laço de confiança para Freya, e ela conseguiu boas conquistas para uma cliath com sua suposta idade. O treinamento de Freya cada dia mais mostrava resultados, mas ele não pode ensinar tudo, como ele mesmo dizia. E chegaria a hora de Freya se virar sozinha. E parece que a ocasião chegou. Está na hora de Freya andar pelas suas próprias pernas...ou patas.

Do além, um theurge aparece na casa de Mikhail. Um theurge, Guru-Dos-Anciões, fala ter sido enviando para entregar algum tipo de recado espiritual para Freya. Ele veio de longe, a busca da pequena Presa de Prata. Aparentemente, um amigo espiritual de Freya, está precisando da ajuda dela. Um leão Branco, chamado Yorle, diz ser um amigo antigo de Freya. Guru-dos-Anciões acredita que ele foi atado a Freya em seu nascimento, como um espirito protetor, porém, uma “grande tempestade” separou Freya do espirito amigo. As informações passadas por Yorle eram vagas, e na tentativa de ajudar Freya, Guru, trouxe um fetiche tarot. Este baralho estava ligado a um espirito místico, que ajudaria Freya a entender melhor a situação em que estava. Freya, e apenas Freya poderia ler o baralho para descobrir seu caminho e próximo passo.


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Estavam todos ali, na sala. Guru, Mikhail, e Freya. A lareira estava acesa, e havia uma mesinha pequena, ali. Sentado no sofá, estava Guru-dos-Anciões. Ele se colocada de forma humilde. Demonstrava grande respeito por estar em território de Lobo-Cinzento. Ele estava com as costas apoiadas na poltrona, penas cruzadas, e mãos juntas, no colo. De maneira educava, aguardava seu momento de falar. Do outro lado, sentada próxima a lareira, estava Freya, sentada com os pés e pernas na grande poltrona. As penas estavam juntas, e um pouco de lado. Estava bem confortável. Ao seu lado, Mikhail. Ele estava de pernas um pouco mais abertas. Estava inclinado para trás e de braços cruzados. Fazia uma feição dura. Como se de alguma forma, estivesse desconfortável com isso. Ou apenas rígido. Era normal ele ficar assim para ocasiões como estas.

Os momentos iniciais foram muitos mais apresentações. Em seguida, Guru-dos-Aciões falava com todo um ar místico e oculto, cheio de mistérios. Falando coisas estranhas. Até começar a falar serio, em “um bom inglês” para que todos ali entendessem oque estava acontecendo. Conforme falava, a expressão de Freya se tornava mais amigável. Afinal, ela tinha um amigo? Isso por si só, já a deixava muito animada e feliz. Porem, ao ver a reação de Lobo-Cinzento, ela ficava preocupada. Ele quase não tinha falado quase nada até agora. E estava tenso. Por isso, quase que institivamente, a pupila tentava se diciplinar, de forma bem subjetiva e discreta, ela tentava não levantar muito sua bola, e começava a cortar aquela alegria toda. Como se olhasse para Mikhail, e visse que aquela não era “hora de ficar feliz”. Toda aquela comoção despertou Valkyria. Ela estava ainda adormecida na mente de Freya. Mas talvez não por muito tempo.

Em sequência. Guru-dos-Anciões terminava de falar. E Freya olhava seu mentor, e perguntava a opinião dele sobre tudo isso. A resposta dele foi fria, e pontual. Ele levanta a voz como um Philadox, dando um julgamento. Ele disse ter lido o coração do Guru-dos-Anciões, e visto que ele não tinha más intenções. Nem que estava mentindo. Por isso, poderiam confiar nele. Mas ai que vem outra questão. Em seu julgamento, o dever para com aquele espirito, era de Freya. E lobo-cinzento não iria se intrometer. Afinal, o espirito, ajudou e protegeu Freya durante muito tempo, então Freya deveria ser justa, e ajudar o espirito também, atendendo seu chamado. Valkyria se pronunciou mentalmente sobre de uma forma não muito amigável. e Freya, por sua vez, ficava com os sentimento parcialmente partidos. Sem Mikhail, era como se ela perdesse o porto seguro. Era insegura, tinha medo, era uma cliath, porem, também era uma menina perdida. Valkyria tinha sua própria forma de demonstrar, mas claramente ficou muito incomodada com a decisão de seu mentor. Talvez não quisesse admitir, mas também se sentia um pouco insegura. Apenas demonstrava de outra forma.


MOMENTO ATUAL:


Mikhail era como um pai. Por mais que não fosse pai de verdade, por mais que não fosse presente, e muitas vezes, não dar descanso a Freya, em seus treinos constantes. Correr 20km sem parar pra descansar, seguido de uma simulação de combate com treino de luta, não é o bem o tipo de programa que os pais costumam fazer com suas filhas. Mas ainda assim, ele dava uma coisa que todo bom pai, tenta dar a filha: Seguraça. Mas nesta situação...Freya não conseguia esconder sua insegurança. Talvez apenas para Lobo-Cizento, ela não conseguia esconder.




Isso de certa forma era mostrado na reação de Freya. Seu sorriso era quebrado no imediato momento que estaria sem seu apoio. Ele de fato tinha uma importância maior do que apenas de um mentor. Pois se fosse, apenas um mentor, conselheiro e professor qualquer, nem Freya, nem Valkyriam se importariam. Se Valkyria não se importasse, ela não teria soltado aquele pensamento...O fato é que Freya estaria sozinha. Na verdade teria Valkyria de companhia talvez, se esta estivesse “desperta”. Ambas opções não mudam muita coisa.

Guru-Dos-Anciões escuta com muita atenção as palavras do Dono do Territorio. Mikhail as vezes poderia até não saber, ou fazer de proposito. Mas sua vóz empunha respeito, e é forte. Após a sentença do Philadox, O theurge consente. Ainda um pouco insegura, Freya pergunta se poderia fazer isso. Sozinha. Mikhail responde sua Pupila. Agora com outro tom de voz. Antes, ele proferia uma sentença, como Philadox. Agora, Ele dialogava, como mentor:


-Sim. Você pode. Eu confio em você. Eu, melhor do que ninguém, sei do que você é capaz. E convenhamos, você é muito mais do que imagina. Essa missão vai testar seus limites. Mas se não fosse capaz, você não iria sozinha. Não tenho motivos para duvidar dos ensinamentos que te dei, muito menos da aluna que preparei


Ele expressa um sorriso aconchegante. Vira o rosto para sua aprendiz, passando determinação e confiança. Ele sabia bem que palavras usar. Essas duas ultimas frases em especial, marcavam Freya de uma certa forma. Era como se ele sentisse da insegurança de Freya, e soubesse exatamente o que falar. Com uma mão te dá um tapa, e com a outra te faz carinho.


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- E... Agora? Eu vou energizar o baralho? - dizia Freya

Guru-Dos-Ancioes respondia prontificadamente:

-Sim. Por favor. Pegue o baralho, Freya. Canalize sua gnose. Concentre-se. Tome seu tempo. É de sua natureza, faz parte de você. Você consegue. Depois disso, disponha as cartas sobre a mesa, ainda com a capa virada para cima. tire 3 cartas apenas. Deixe sua intuição escolhe as cartas. Arrume o baralho, e vire as cartas. Coloque o baralho e as cartas no paninho roxo em sua frente.  E apenas você ira ser capaz de compreender o resultado. Deixe-se levar pelo poder das cartas.

Meio insegura ainda, Freya coloca as mãos sobre as cartas. E começa a canalizar sua gnose, para se harmonizar com o fetiche. As palavras do Guru, soam em sua mente de forma repetida. Juntamente as lembranças que tinha dos ensinamentos de Mikhail. Agora sim ela sentia...O Poder. Os espíritos...A harmonia com sua alma de Lobisomem.

Rolagem:
Freya rolou 2 dados de 10 lados com dificuldade 6 para ativar fetiche que resultou 4, 7 - Total: 1 Sucessos

Como pedido, ela colocava as cartas em sua frente, no pano que Guru havia trazido. Ela colocava 3 cartas, no centro, e o baralho em algum canto.

Rolagem:
Freya rolou 6 dados de 10 lados com dificuldade 7 para entender enigma que resultou 10, 2, 9, 6, 1, 3 - Total: 1 Sucessos. Vagas impressões.

Freya fazia como instruído. Puxava as cartas, arrumava o baralho, e então virava elas. Ela começava a ter uma visão. Vagarosamente, sua consciência física se apagava, e apenas entendia o que poderia “ver”. As cenas em sua mente eram muito complexas. Por isso, apenas poucas coisas eram “concretas o suficiente para fazer sentido”.


OFF:
Favor, para ler a visão, coloque a musica "World of Warcraft: Legion - Anduins Theme" em 10:31


--VISÃO--



A primeira cena, mostrava um filhote de lobo branco correndo pelos campos nevados. Ele corria com alegria e liberdade. Com um sorriso bobo e ingênuo no rosto. Ele estava feliz, corria livre. Bem ao longe duas luzes, quase invisíveis e meio apagadas olhavam este filhote de cima. Como um fantasma oculto nas sombras.

A segunda cena, estampava o filhote perdido. Uma enorme tempestade de neve pairava sobre o pequeno lobo, que corre para fugir da forte ventania. A turbulência sobre ele era forte e impetuoso. Os céus estão muito escuros, e apenas a luz de Luna paira no céu para guiar o filhote. Ele estava assustado e com muito medo. Aos prantos e desespero, ele seguia o caminho. Ele correu, correu e correu, até não conseguir mais.

Por fim. A terceira e ultima cena retratava o filhote cansado, e muito enfraquecido. Estava deitado e largado no meio da neve. Havia um corte sem seu peito, que estava a sangrar. Sua visão estava turva. E mal conseguia se manter em pé. Respirava com alguma dificuldade. Estava fraco demais para continuar se caminho. Estava triste, e definhando. A liberdade havia pagado seu preço. O sangue machava a neve atrás dele. Não tinha mais rumo. Esta perdido, e o sol começava a amanhecer

Até que por fim, ele escuta um uivo. Imediatamente, sua cabeça se levanta com atenção. Com muito esforço, ele se levanta. Suas patas não aguentavam mais caminhar de tanta dor. Porem, ele escutava o chamado. E seguia avante, incerto de se chegaria do que havia la, se viveria, ou se morreria no caminho. Assim seguia o pequeno filhote.




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Freya acorda. Ela estava deitada no sofá, e estava coberta pelo cobertor que ficava na cama de seu quarto. Fora isso, era a mesma sala, o mesmo local. Porem, não havia mais ninguém ali. Era como se tivesse caído num sono profundo. Como se sua visão não passase de um sonho...ou pesade-lo. Ela sentia-se mal pelo pequeno filhote. Era triste demais. Freya despertava um tanto quanto afetada sentimentalmente por isso. Estava meio deprimida. E parece que mais fundo, em seu interior, o que mais sentia, era carência. Talvez o que ela mais precisasse, era chorar um pouco. Sentia as lagrimas subirem pelo canal lacrimal. E sentia o coração quase cheio de sentimentos. Pois é como dizem. Aquilo que não cabe no coração. Sai pelos olhos.

A lareira estava com fogo já bem mais baixo, indicando que devem ter se passado algumas horas desde que tudo começou...Quando foi que Freya pegou no sono mesmo? Ah, sim, ela não dormiu. Agora começava a lembrar. Ela estava com Guru-dos-Anciões e Lobo-Cinzento. Usou o tarot magico e...Seu olhar se voltava imediatamente para mesa. E via 3 cartas dispostas linearmente no paninho roxo. Valkyria estava adormecida novamente. Felizmente. Ela sentava-se no sofá, após algum tempo pensante. Encarou o baralho por algum tempo, meio pensante, com o olhar vazio. O cobertor cobria seu colo. Ainda tocada por isso tudo, Freya acariciava a própria mão...

CARTAS:


 





Bem baixinho, ela podia ouvir sons que vinham da cozinha. Parece que era a voz de Mikhail, conversando com alguém. Provavelmente Guru-dos-Anciões.




OFF:

Baita post esse ein. Me deu um trabalhinho aqui. Mas estamos voltando ao ritmo. Espero que aproveite. Leia com bastante atenção. Tem detalhes importantes neste post. Enfim, espero que tenha valido a pena a espera. xD
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Crios

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