Vendetta Sombria / Kaoro Ryune / Peregrinos Silenciosos

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Vendetta Sombria / Kaoro Ryune / Peregrinos Silenciosos

Mensagem por Vendetta Sombria em Dom Jul 16, 2017 3:36 pm

NOME do Personagem: Kaoro Ryune / Josh Hikari
Nome Garou: Vendetta Sombria
Nome do Jogador: Vendetta Sombria
Raça: Hominideo
Augúrio e Aspecto Lunar: Theurge - Lua Crescente
Tribo: Peregrinos Silenciosos
Natureza: Solitário
Comportamento: Solitário
Conceito: Bushido (Samurai)

CARACTERÍSTICAS
Idade: 18
Nacionalidade: Japonesa / Americana (Falsa)
Etnia: Branca
Cabelos: Negros
Olhos: Negros
Sexo: Masculino


ATRIBUTOS (7 - 5 - 3)  

Físicos (7)
- Força: 1 + 2
- Destreza: 1 + 3 (Reflexos Rápidos)
- Vigor:  1 + 2

Sociais (3)
- Carisma: 1
- Manipulação: 1
- Aparência: 1 + 3 (Estiloso)

Mentais (5)
- Percepção: 1 + 2
- Inteligência: 1 + 1
- Raciocínio: 1 + 2

HABILIDADES (13-9-5)

Talentos (13) + (2PB)
Prontidão: 2
Esporte: 2
Briga: 3
Esquiva: 3
Empatia:
Expressão:
Intimidação:
Instinto Primitivo: 3
Manha:
Lábia:

Perícias (9) + (2 PB)
Emp. c/Animais:
Ofícios:
Condução:
Etiqueta: 1
Armas Fogo:
Armas Brancas: 3 + 1 (2 PB - Lâminas)
Liderança:
Performance:
Furtividade: 3
Sobrevivência: 2

Conhecimentos (5) + (10PB)
Computador: 1
Enigmas: 2 + 1 (2 PB)
Investigação:
Direito:
Lingüística: 1 (2 PB)
Medicina:
Ocultismo: 2
Política:
Rituais: 3 (6 PB)
Ciências:


ANTECEDENTES (5) + (2 PB)
Rituais 5
Raça Pura: 2 (2 PB)


DONS: 3 Dons de Nível 1
- Raça = Momentos Roubados
- Tribo = Velocidade do Pensamento
- Augúrio = Comunicação com os Espíritos


RITOS:
Abertura de Caern - 1
Dedicação do Talismã - 1 (Muda de Roupas)
Purificação - 1
Pedra Caçadora - 1
Oração pela Presa - 1

Manobra Especial: Ação Evasiva


FÚRIA: 2
GNOSE: 1
FORÇA DE VONTADE: 3 + 2 (2PB)
POSTO: Cliath - 1 (Obrigatório)


RENOME (de acordo com o Augúrio)
- Glória
Permanente:
Temporária:
- Honra
Permanente:
Temporária:
- Sabedoria
Permanente: 3
Temporária:


Vantagem de tribo: Por causa de onde eles vão e suas experiências na estrada, Peregrinos Silenciosos se tornar muito bom em ouvir os seus instintos, recebendo avisos a critério do narrador, eles sentem uma forte sensação de tormento junto com sensações de tristeza. Três vezes por historia, um Peregrino Silencioso pode refazer um teste onde tenha falhado, incluindo falhas críticas. Um teste pode ser refeito apenas uma vez, o segundo resultado sempre é definitivo.

Fraqueza Tribal: Os Peregrinos Silenciosos sofrem uma maldição em dobro: eles não podem mais descansar dentro das fronteiras da terra natal de seus ancestrais e eles são assombrados pelos espíritos dos mortos. Quando um Peregrino tem uma falha crítica em um teste para percorrer atalhos, ele manda ondas para a Umbra Sombria, alertando qualquer aparição ou fantasma de sua presença. É quase certo de que alguma coisa vai aparecer ou para pedir ajuda ao peregrino ou para tentar destruí-lo; em áreas como antigos campos de batalha, cemitérios ou lugares similares para os mortos, o peregrino pode atrair muito mais atenção do que ele gostaria.

QUALIDADES:


Equilibrio Perfeito (Qualidade - 1):
Você tem uma fantástica aptidão para se manter de pé, seja um talento natural ou um resultado de horas de treino. Provavelmente, você nunca caiu na vida, nem parece que perderá seu equilíbrio num futuro próximo. Quaisquer testes que você faça na tentativa de equilíbrio físico (como caminhar na corda bamba, movimentar-se no gelo ou outras superfícies escorregadias, escalar montanhas ou rochedos) são feitas com dificuldade -2.

Ambidestro (Qualidade - 1):
Sua mão “inábil” é quase tão hábil como sua mão dominante. Se destro, você é muito bom em perícias motoras com sua mão esquerda, e vice versa. Em termos de jogo, você apenas tem uma dificuldade de +1 para cada mão quando usar ambas para executar ações distintas — como lutar com duas armas. Se você tentar fazer alguma coisa com sua mão inábil, que normalmente você faria com sua mão dominante (como escrever ou usar um teclado), você apenas sofre uma penalidade de +1 na dificuldade para sua mão inábil. Um personagem não-ambidestro tem uma penalidade de +1 na dificuldade em sua mão dominante e +3 em sua mão inábil quando tentar executar ações diferentes com ambas as mãos.


DEFEITOS:
Inimigo (Defeito - 1 a 5):
Você adquiriu um inimigo (ou inimigos) que não apenas sabem o que você é, mas também tem poder próprio. Por 1 ponto, significa que seu inimigo é outro Garou do mesmo Posto que você que assumiu um forte desgosto por você ou que culpa você por algum erro do passado. Por 3 pontos, indica que uma matilha de Dançarinos da Espiral Negra carrega um rancor particular por você ou que um pequeno grupo sobrenaturalmente poderoso de caçadores de lobisomens visou você como uma ameaça potencial. Por 5 pontos, significa que você irritou alguém que se move e mistura dentro da sociedade Garou ou um poderoso vampiro ancião.

1 Ponto - Naomi Saito - Vampira Baali

Pesadelos (Defeito - 1):
Terríveis pesadelos incomodam seu sono todas as noites, às vezes permeiam seus pensamentos durante o dia. Às vezes, (determinadas pelo Narrador) distraem você de uma forma tal que você perde um dado em todas as suas ações durante o dia. Algumas vezes você tem dificuldade para distinguir entre o que é real e o que é sonho. (Narradores acostumados com o uso de sequências oníricas podem — e devem — aproveitar esse Defeito).

Tanto com a mansão da infancia, quanto a morte do velho e de Saori, ambos envolvendo incêndios e a vampira Baali Naomi Saito

Vingança (Defeito -2):
Algum evento no passado tem colocado você no caminho de uma vingança. Talvez Dançarinos da Espiral Negra ou um Grupo Avançado da Pentex tenham
destruído sua matilha original ou assassinado a sua família humana. Vingar essa injúria assume a prioridade em suas ações, normalmente interferindo com seus deveres. Você precisa gastar Força de Vontade para colocar de lado as suas necessidades temporariamente e focar no assunto em questão. Eventualmente, você pode ter a oportunidade de conseguir sua vingança, se o Narrador decidir trazer esse Defeito ao fim de sua crônica

Ódio (Defeito - 3):
Certos tipos de pessoas ou situações incitam um incontrolável e irracional ódio em você, provocando um teste de frenesi sempre que você se confrontar com o objeto ou objetos de sua ira. Além disso, você ativamente busca oportunidades para causar destruição em seus alvos escolhidos. Você deve escolher o alvo de sua ira cuidadosamente, visto que esse Defeito pode afetar suas relações com sua matilha ou sua seita e pode afastá-lo de seus deveres como Garou. Ódio pela Wyrm é presumido e não conta como um objeto adequado para esse Defeito.

Infernalistas - Kaoro usa seus sentimentos pessoais para justificar que Infernalistas são uma das mais poderosas armas que a Wyrm tem e sempre tem prioridade em eliminá-los, seja humanos, vampiros, ou outros Garou da Wyrm.


Equipamento e Bens Possuídos:
Katana 2, Canivete suíço, Capa de guitarra  (para guardar as katanas), Smartphone, carteira com identificação falsa: Josh Hikari


Preludio:
“Algo tão simples como o bater de asas de uma borboleta pode causar uma furacão do outro lado do mundo”

- Teoria do Caos
.

Todos acham esses ditos uma simples besteira, e realmente alguns são. Tantas coisas a se preocupar, vida social, trabalho e família e para que ficar se preocupando com todas essas coisas. Bem... Eu nunca tive esse pensamento, ou se tive não me lembro. Era pequeno demais para me recordar de qualquer outra coisa que não o ódio que nasceu em mim naquela noite. Tudo o que me lembro era das chamas da mansão, o vento soprava forte no grande casarão das áreas montanhosas dos Ryune, estava uma noite muito fria e apesar do fogo bem visível, uma criatura conseguia tirar todo esse calor com sua pele mórbida. Uma mulher vestida de negro estava sorrindo com os filetes de sangue escapando de sua boca, pingando de seus dentes pontiagudos. Medo era tudo o que eu era capaz de sentir naquele momento, o massacre foi total, sei disso, só não sei como se sucedeu, acredito que minha própria mente tenha bloqueado os acontecimentos daquela noite para preservar minha sanidade.  Ela apenas sorriu e foi embora.

Quando perdemos tudo não sabemos o que fazer e mesmo que soubéssemos não saberíamos como fazer. Eu era apenas um garoto e não tinha nenhum propósito, nenhum sonho, nenhuma vida, apenas uma coisa que passou a fazer sentido, vingança.  O que uma criança órfã, agora moradora de rua poderia fazer? Procurar comida, primeiramente. Fiquei por um tempo me refugiando em locais abandonados e roubando, lamentando e temendo a minha vida perdida que era muito boa. Mas eu não podia ficar parado, não pensava em coisas de criança, minha infância foi tirada de mim, todo amor que eu poderia receber como pessoa foi arrancada sem ao menos ter tido a chance de desfrutar tendo consciência do que era bom de verdade. Vivendo nas ruas eu agora precisava fazer algo além de ficar roubando comida, Tokyo era uma cidade grande, mas sobrevivência era necessária. Tentei de todas as formas conseguir dinheiro além de roubar, até que finalmente uma boa alma me ofereceu um abrigo. Um velho chamado Genkappo me acolheu em sua casa em uma região do campo por piedade e me oferecendo um trabalho, ajuda-lo em sua biblioteca que ficava na cidade e durante todo o meu tempo livre ele ensinava-me artes marciais, principalmente com armas brancas. Genkappo não tinha um filho, teve apenas uma filha que se recusou a passar adiante a tradição da família, o Bushido e ele me queria como seu ascendente nesta arte, já que sua própria filha se recusara. Eu aceitei de bom grado porque eu ainda pretendia ir atrás daquela mulher-demônio, para que um dia eu pudesse matá-la eu mesmo e pra isso, eu precisava me tornar forte. Apesar de nunca ter contado ao velho que meu desejo não era passar adiante a tradição de sua família e sim recorrer ao caminho da vingança, ele parecia saber disso, mas esperar que eu mudasse de ideia eventualmente, e eu quase mudei.

Aquela biblioteca era simples, mas cheia de conhecimento, biografias e registros históricos. Foi na biblioteca que vi na TV as noticias, as investigações na mansão de minha família estavam sendo feitas ainda, mas aparentemente havia tido um vazamento de gás, os corpos foram totalmente carbonizados, era uma noite especial da minha família, era à noite em que eles estavam celebrando um contrato com outra multinacional, todos os membros da família de todas as partes do mundo viajaram para comemorar, e então isso aconteceu. A família havia sido assassinada, por aquela mulher, aquela mulher que se alimentava de sangue. Era quase como se toda a minha visão ficasse vermelha com o ódio, eu estava mais determinado ainda em mata-la, em fazê-la sofrer, banhá-la no fogo, ouvir seus gritos de dor, exatamente como ela fez com a minha família. Meu interior se tornou amargo, e começava a pensar que o que estava fazendo na biblioteca era pura perda de tempo. Pouco depois o velho Genkappo me apresentou sua neta Saori, a filha do velho havia falecido a pouco tempo, a neta estava desolada por perder a mãe, o pai havia sido preso acusado do assassinato, estava desolada e o velho havia sido a única família que lhe havia restado.  Eu entendia o que Saori passava, mas não podia tomar sua dor, assim como não tinha intenção. A menina passou a ajudar na biblioteca, o que foi bom, assim sobrava tempo para ambos, comecei a ler alguns livros e lendo contos de terror li sobre O Conde Drácula, um homem terrível que havia renegado Deus e foi amaldiçoado com a vida eterna condenado a beber o sangue dos vivos, eu fiquei focado naquilo, os dentes pontiagudos daquela mulher escorrendo sangue, seria possível que ela fosse uma Vampira? Comecei a ler sobre essas coisas, fantasmas, mortos vivos, Vampiros e algo que me chamou incrivelmente a atenção, os Lobisomens, figuras de meio homens meio lobos que se transformavam na lua cheia e causavam terror nas cidades e áreas rurais, muitas pessoas tinham dito ter visto um lobisomem mas eram tachadas de loucas, senti uma familiaridade com esses seres, eu tateava suas figuras nos livros e sentia algo diferente, um conforto, um lugar, quase como uma casa, e isso me trouxe uma sensação de paz. Comecei a ler que um lobisomem era nascido de um menino depois de sete filhas, e para uma pessoa ter a maldição era necessário que o humano sobrevivesse ao ataque de um lobisomem. Lobisomens eram criaturas terríveis, enormes, ferais e letais... Se alguma coisa podia matar um Vampiro, além da estaca de madeira era um lobisomem, eu tinha certeza. Encontrei um caderno antigo na biblioteca, era velho mas ainda serviria de uso, comecei a usa-lo como uma espécie de diário de anotações, tudo o que eu achava relevante eu anotava ou colava nesse caderno, era bom para fazer referências de lugares e objetos antigos.

No dia seguinte nem sabia o que estava pensando, não achava que aquelas coisas existiam, ainda mais agora que iria para um colégio junto de Saori, tinha de deixar essas fantasias de lado, estava realmente recomeçando uma vida boa e estava tendo um interesse em leitura, pesquisar coisas antigas, culturas antigas, escritos, registros, desvendar mistérios, era algo que intrigava, tinha vontade de sair pelo mundo afora e descobrir novas coisas, tudo estava indo bem, exceto por um novo problema que havia aparecido, as outras pessoas. Nunca tive a oportunidade de me interagir de verdade com grupos sociais e isso achava que podia ser superado, mas não eu acabava sendo excluído, não só por ser o novo aluno, pois Saori conseguia se misturar bem, as pessoas me olhavam como se houvesse algo de errado comigo e implicavam às vezes o que eu ignorava, mas aos poucos comecei a achar melhor me defender do que ignorar então passei a ser agressivo em meu interior e solitário em meu exterior até porque realmente não achava que estaria perdendo nada, depois que tive experiências sociais de verdade tive certeza de que a companhia de boas histórias me dava muito mais prazer do que as pessoas.

Minha convivência com o velho Genkappo estava boa, eu e Saori nos dávamos bem, por pouco tempo nos víamos como irmãos, mas algo a mais nasceu desse amor fraterno, algo que nos queimava por dentro e era bom. Tentamos esconder do velho Genkappo, pois não achamos que ele aceitaria a nossa união, tivemos nossa primeira noite de amor escondidos e logo depois quis contar para o velho para que não precisássemos nos esconder mais. Saori não confiava nisso, não queria contar a ele porque não achava que ele aceitaria, eu discordava e por fim tivemos nossa primeira briga eu saí a fim de procurar ar fresco, fiquei a refletir e achava que Saori tinha razão, eu devia tê-la ouvido pois o velho nunca nos aceitaria, teríamos de pensar outra coisa. Quando voltei, tive o mais terrível deja vu. A casa estava em chamas, o vento soprava forte e aquela mesma imagem me veio em mente, saí correndo para socorrer meus entes queridos, foi quando vi o velho, o velho caído ao chão com a lâmina de uma katana penetrando seu abdômen, e perante ele... Aquela mulher. Meu intimo se consumiu de ódio, mas eu estava estático, por mais que quisesse não conseguia me mover, mas eu sentia algo dentro de mim, algo crescendo forte e ardente, era como se um rosnado estivesse agitando, algo estivesse querendo se manifestar, a mulher já tinha me visto mas me ignorava. Saori estava parada ao lado, parecia estar em transe, a mulher vendou os olhos de minha amada e levou sua boca até seu pescoço, eu gritei novamente agitado: “Não!” e tive a impressão de junto dele um rugido animalesco tivesse escapado de meu peito, a mulher ouviu e ficou estática, ela ficou a me encarar parando de sugar o sangue de Saori e sussurrando algo em seu ouvido, e foi então que Saori, com os olhos vendados, começou a caminhar em direção ao fogo, eu gritava ameaçadoramente para ela parar, a mulher ficou a me fitar curiosa enquanto eu via Saori banhar-se no fogo, queimando todo seu corpo, indo em direção à morte. Seja o que for que eu estava sentindo, estava ficando mais forte, prestes a explodir e então eu começava a ver as coisas de um ângulo diferente, meu corpo estava implodindo e explodindo, minha visão estava ficando aguçada e meus ouvidos começavam a captar melhor, via minhas mãos darem lugares a garras e pelos cobrirem meu corpo, mas eu me sentia bem, me sentia vivo, me sentia capaz. A mulher me fitava agora com medo, vi o terror em seus olhos, eu fiquei feliz, estava quase acontecendo, iria arrancar sua cabeça, iria fazê-la sofrer, por minha família, tanto a biológica quanto a adotiva, eu estava pronto, um rugido escapou feroz escapou de mim e em um galope monstruoso me aproximava dela, mas antes que chegasse a desfrutar do prazer de mata-la, tudo ficou escuro.

Quando recobrei minha consciência não estava mais naquela forma monstruosa, mas via a mulher em minha frente, ela estava sangrando, suas roupas rasgadas, seu rosto deformado, e seu braço, do bíceps pra baixo, havia sido arrancado, minha boca estava ensanguentada assim como minhas mãos, estávamos do lado de fora da casa, eu estava em fadiga e por fim cambaleei com ela ainda estando de pé.

Acordei e estava em outro lugar, estava de dia e claro, em uma casa totalmente desconhecida, mas ainda no japão, tive vislumbres da noite anterior, um rugido animalesco, meu rugido, sangue, garras rasgando carne, a mordida, o grito de dor dela, seu braço sendo arrancado e atirado pela minha mandíbula para longe, vi a espada do velho Genkappo ao lado com a bainha, a espada que ele havia usado para se defender mais foi usada contra ele, meu sangue ferveu. Um homem surgiu, perguntava como eu estava, eu me punha de guarda, mas eu estava ferido, sentia algumas dores, fora da luta com aquela mulher-demônio, ela havia voltado para me assombrar. O homem se apresentou como Draven Midgar, ele era Americano, fiquei preocupado se ele tinha visto o que havia acontecido, ele me adiantou que sim, havia visto o que tinha acontecido, perguntei onde estava àquela mulher e ele disse que ela escapou, mas que não era necessário me preocupar agora porque eu havia dado uma lição que ela jamais iria esquecer, isso era bom porque ela só iria se recuperar daqui a um bom tempo e ruim porque com certeza ela vai espalhar da minha existência no meio dos dela. Impressionei-me, então havia outros como ela, sim, havia outros, assim como havia outros como eu. Perguntei se ele era como ela, ou como eu, ele disse que um pouco mais como eu, mas não totalmente, ele tinha parentes que eram como eu, era apenas uma pessoa comum para alguns meios, com benefícios para outros, não era uma aberração que nem nós dois. Por fim, ele me ofereceu ajuda, eu estava desolado, sem ter aonde ir, mas com um objetivo que havia voltado matar aquela mulher demônio.

Draven me explicou algumas coisas básicas, eu sempre fui um lobisomem e a partir de agora eu deveria evitar a prata, eu só tive minha primeira transformação, havia outros como eu, mas não pela região, eu deveria viajar e encontra-los, pois eles poderiam me guiar melhor, ele só podia me apontar que Vampiros se matava com as minhas garras, fogo ou decapitando e o resto era bobagem de história, e que eu poderia me transformar quando quisesse, só tinha de aprender a fazer, não precisava de lua cheia nenhuma mas tinha meu augurio. Antes, Draven quis me ensinar como me proteger, pois tinha de manter segredo da minha condição de lobisomem, fiquei com a  Katana do velho Genkappo e minha primeira Katana que havia achado nos escrombos, disse que em todo caso se Vampiros me descobrissem o melhor era fugir, pois muitos ao mesmo tempo eu poderia não dar conta estando verde assim.

Fiquei com Draven por um tempo, ele me ensinou Inglês, pois deveria viajar para a América para encontrar os parentes dele. Juntei minhas coisas básicas e Draven me deu dinheiro para ir às Américas e em Tokyo me arrumou identidades falsas (Josh Hikari, um americano também) e um Smartphone além de uma capa de Guitarra para disfarçar minhas espadas. Me levou até Nevada, uma cidade próxima de Las Vegas, quase no deserto e foi aí que nos separamos e ele disse que talvez não nos víssemos mais, mas se nos víssemos novamente, queria me ver no topo. Em Las Vegas encontrei seus parentes que já tinham sido avisados de minha chegada, seu nome era Ricardo Donassef, ou Enigma Noturno como era seu nome Garou, ele me introduziu ao bando dele e por fim me orientou de poucas coisas e identificou meu augurio e me fez compreendê-lo, nenhum dos meus pais eram lobisomens, mas a linhagem pode ter adormecido e despertado justamente em mim, acontecia alguns casos, mas no meu caso ele se recordou. Perguntou novamente meu sobrenome, era Ryune, havia conhecido uma Lobisomem chamada Ryune, era uma Peregrina Silenciosa de seu bando, Ariel era seu nome, Ariel Ryune e o nome de Garou era Luz da Meia Noite, havia feito grandes descobrimentos ocultos, disse que lembrava a ela em suas feições, mas não sabia para onde ela tinha ido, ela tinha dito que tinha que trilhar um novo caminho sozinha, e desde então nunca mais se ouviu falar, mas isso fazia muitos anos e então podia ser que ela fosse minha mãe, pois na família eu nunca a conheci, lembrava apenas de meu pai e minha madrasta. Enigma tentou me ajudar a rastrear a tal Vampira que eu começara a caçar, tentou fazer contato com os espíritos para conseguir informações, mas tudo o que conseguiu era seu nome, Naomi Saito uma Vampira declaradamente Serva da Wyrm, um grupo conhecido por Infernalistas, assim como também descobriu que ela estava na América do Sul.

Enigma Noturno também me falou das leis da Litânia, me explicou da Wyrm, da Wyld e da Weaver. Ele disse que infelizmente ele tinha pouco tempo mas foi o suficiente para me treinar em um Cliath Theurge minimamente competente, pois teriam que partir para uma expedição, mas que eu iria passar por um ritual de iniciação para me unir à Tribo, o ritual foi feito e a minha tribo foi os Peregrinos Silenciosos, e fui batizado com o nome Garou de Vendeta-Sombria por conta das sombras do meu passado e porque a Vingança sempre será uma parte de mim, uma vez que meu ser começou nela. Os antigos preceitos do Bushido são muitos e embora eu caminhe em um dos preceitos que não seguem as doutrinas de meu antigo mestre, sei que há males que vem para bens. Os Samurais foram extintos após a era Meiji, eles não tinham mais um Shogun para defender e servir, mas agora com esse novo mundo que descobri, vi que o meu Shogun é o mais poderoso e mais importante dentre todos: Gaia.
   

   



Última edição por Vendetta Sombria em Seg Out 16, 2017 7:23 pm, editado 11 vez(es)
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Re: Vendetta Sombria / Kaoro Ryune / Peregrinos Silenciosos

Mensagem por Alexyus em Seg Jul 17, 2017 11:28 am

Conceito interessante, Vendetta!

Aguardo a história para começar a avaliação
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Re: Vendetta Sombria / Kaoro Ryune / Peregrinos Silenciosos

Mensagem por Vendetta Sombria em Seg Jul 17, 2017 12:00 pm

Bom dia Alexyus! Estava com uma duvida de qualidades e defeitos, eu não achei aqui no forum nem no livro base. Onde vejo eles? Tem defeito vingança?
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Re: Vendetta Sombria / Kaoro Ryune / Peregrinos Silenciosos

Mensagem por Vendetta Sombria em Dom Out 15, 2017 12:58 pm

Desculpem o sumiço! Ficha e prelúdio prontos. Editei lá em cima!
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Re: Vendetta Sombria / Kaoro Ryune / Peregrinos Silenciosos

Mensagem por Alexyus em Sex Out 20, 2017 10:32 pm

Fala, VS.

Vamos lá:

1- Coloque os pontos de bônus gastos numa lista à parte é deixe apenas os totais finais nos números das características.

2- Coloque em spoiler as descrições dos dons, das manobras, das qualidades e defeitos da tribo.

3- A natureza e comportamento iguais como Solitário não parecem combinar muito com a personalidade descrita no histórico. Talvez Guardião, Criança ou outro arquétipo combine melhor, pelo menos na natureza. Fica a seu critério mudar ou não.

4- O defeito Vingança é perfeito para o personagem, mas Ódio é um problema: a própria descrição do defeito diz que ele não pode referir-se à servos da Wyrm. Talvez você queira transferir esses pontos para tornar Naomi Saito um inimigo de 4 pontos, fazendo dela uma arquivilã.

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