Beyound Two Souls - Myrella Von Horn

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Beyound Two Souls - Myrella Von Horn

Mensagem por Black Thief em Ter Jan 23, 2018 7:26 pm

Trilha Sonora:

Once upon a time we were stronger than we are now, you and me...

In our restless dreams, in a far memory, in a far world...

We knew both each other well.

Like water and fire, wind and earth, light and dark...

You did had seen the best in me that no one else saw...

In another world, in another life... we have been the best of friends, you were in my heart and I was in yours.

The dark inside of me don't was a mistake, but its light was a hit

I was dead in so many ways, and you save me in almost all of them.

Now the darkness obfuscates your mind and, and from here... there's nothing I can do.

In another life, in another time, in another space, we're friends, but in this life, we will be enemies, but I know you and myself well enough to say that you can do it... You can change this.

And for that I need you to find me again, and now, I will teach you how...

~~ A Friend...

Myrella despertava em sua cama. O sol raiava pela janela de vidro trazendo luz ao quarto claro da Garou. Sim... Myrella havia passado pela sua primeira mudança a poucas semanas e agora estava para fazer seu ritual de passagem, hoje seria esse grande dia. Seu irmão Gael estava feliz pela irmã mais nova, todos haviam pensado que Gael seria o escolhido de Gaia, aquele que passaria pela primeira mudança, tal como sua mãe havia passado, mas não foi o que ocorreu. Seu pai Ryan era um Parente e havia falecido em um acidente de carro, mas para Myrella, aquilo já era algo que conseguira lidar... Fazia algum tempo desde o falecimento de seu pai e agora sua mãe Fianna Theurge fazia a tarefa de mãe, pai e mentora Garou. Todos haviam ficado assustados quando a jovem havia sofrido o seu próprio acidente poucos antes de sua primeira mudança, aquilo fizera com que todos ficassem com o coração na boca, mas felizmente ela havia ficado bem e se lembrava de algumas coisas, a maioria, seu irmão Gael e sua mãe havia lhe contado a maior parte do que sabia, enquanto o restante ela comprovava por fotos e escritos antigos.

Eram oito horas da manhã e desde que passara por essa nova mudança seu apetite parecia ter aumentado consideravelmente, ela sabia que sua família estava lá em baixo, todos provavelmente esperando que Myrella acordasse naturalmente para recebê-la, tios, avós, primos, irmão e mãe, tomar café da manhã em família e desejar-lhe boa sorte no seu ritual de passagem. Embora Myrella soubesse que sua mãe seria quem a julgaria no ritual de passagem, sabia que a partir do momento que saíssem de casa não seriam mais mãe e filha, seriam anciã e filhote. Não fora informada à aspirante de Fianna o que lhe era reservado, mas ela sabia que o que estava sendo reservado ela levaria consigo por toda a vida.


OFF:
Pode parecer estranho, mas é isso mesmo, não se preocupe, li a sua ficha, apenas siga o jogo, tudo faz parte do show! Sobre o texto inicial, é algo que Myrella não se recordará quando despertar, porém pode interpretar os pensamentos diante dessas palavras antes do despertar se quiser. Sobre a mãe de Myrella, como não definiu um nome para ela no prelúdio, a hora é agora,
se quiser também fique a vontade para escolher um avatar para mamis.
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Re: Beyound Two Souls - Myrella Von Horn

Mensagem por Klauss K. em Ter Jan 23, 2018 10:29 pm

Tópico movido para o lugar correto
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Re: Beyound Two Souls - Myrella Von Horn

Mensagem por Freya em Ter Jan 23, 2018 11:28 pm


A ansiedade era algo claro quando os raios do astro rei e seu calor marcaram a manhã do que poderia ser mais um dia comum, se não fosse o dia em que eu passaria pelo teste. O dia em que a pequena filhote se tornaria parte efetiva da Nação Garou, dia em que agora eu não seria mais uma criança idiota que não levavam a sério. Demorei a abrir os olhos, tentando me convencer que não seria a coisa mais difícil do mundo, o que foi fácil quando ponderei sobre o que acontecia depois que éramos elevados ao primeiro posto. A luta contra a Wyrm não terminaria tão cedo e era letal para a maioria de nós. Por que eu deveria ter medo, então, de um simples teste? Empurrei as cobertas com as mãos e deslizei as pernas para fora da cama. Os pés nus tocaram o tapete felpudo aos pés da cama e quando me levantei, ainda meio desajeitada pelo sono, a camisola de cetim cobriu parcialmente as coxas agora que estava de pé, pois havia se levantado parcialmente enquanto me revirava em um sono inquieto.

Apesar de saber que já me esperavam lá para o café, eu não queria aparecer para minha amada família descabelada, com remelas nos olhos, hálito desagradável e qualquer outro sinal de quem havia acabo de sair da cama. Caminhei até o armário, pegando uma calça jeans, blusa negra de mangas compridas e tênis confortáveis. Eram roupas que se misturavam bem a multidão e, bem, já estavam dedicadas mesmo. Se me transformasse, não iria as perder. Do armário, fui para o banheiro do meu quarto e comecei a me despir, deixando as roupas que tirava jogas aleatoriamente no chão e as roupas limpas dobradas cuidadosamente sobre a tampa do vaso. Liguei o chuveiro e temperei a água para ficar morna, momento em que entrei embaixo da torrente liquida para me lavar. O fluxo de pensamentos tocados pela preocupação e incerteza, pela primeira vez naquele dia, me encontrou.

Por que Gaia havia escolhido a mim, ao invés de Gael? Não fazia a menor ideia. Claro, sabia que meu tão amado irmão tinha outras funções nos planos de Gaia e podia fazer coisas que eu jamais poderia. Eu sofreria eternamente com a fúria, a prata sempre seria minha inimiga nas outras formas - especialmente na crinos - e a Tribo, tal como a nação, esperava mais de mim do que dele. Mas havia ali coisas que eu fazia que ele nunca iria experimentar. Havia tido sorte de nascer com Gnose, o que lhe daria capacidade de aprender alguns dons e usar fetiches, mas era só. Eu havia assumido para mim a obrigação de cuidar dele e o proteger. Família era importante e ele era meu amado irmão mais velho.

Claro que uma parte de mim esperava que meu irmão assumisse alguns papeis na sociedade garou, mas nada que ele não pudesse fazer sem problemas e não lhe fosse agradável. Ele tinha talento com a cura e era bastante sociável, então por que não seguir carreira médica e, quando fosse preciso, também cuidar da parte sociável?  Eu não me iludia, sabia que não era sempre que garous conversavam e contavam coisas abertamente a outros. Tampouco a confiança era automática e absoluta. Mas quem desconfiava de um Parente com aparência selvagem e que se importava tanto com as demais pessoas? Mas a ideia de obrigar ele a roubar informações de outras pessoas, casa-lo a força ou quaisquer coisas semelhantes nunca passaram pela minha cabeça. Fiannas vivem a vida ao máximo e imposições apenas atrapalhavam aquilo. Mesmo sem o lobo em si, Gael tinha o nosso sangue e merecia ser tratado com todo o respeito. Não importava se ele virava uma criatura coberta de pelos de mais de dois metros de altura ou não, merecia o mesmo respeito que daria a alguém com o posto igual ou superior ao meu na hierarquia garou.

Morgana, quero dizer, mãe - e espero de coração que ela não leia mentes ou estaria um tanto quanto encrencada por não poder chamar ela assim - havia me dito em algum momento de meu treinamento sobre Samuel “Peleiro” Haight quando perguntei porque alguns garous viam tão mal os pobres Parentes. Como guardiã da história da Nação e suas seitas, achava justo entender esses detalhes. E foi quando percebi que os guerreiros de gaia eram bastante lentos para perdoar os inocentes pelos crimes de meia dúzia de loucos. Claro, havia outros como Haight, mas era culpa de nossa arrogância e orgulho. A história não havia lhes ensinado nada? Precisariam novamente de peleiros? Bufei de raiva com a ideia da limitação mental dos garous no que dizia respeito aquilo e desliguei o chuveiro após remover o condicionador os cabelos ruivos.

Após me secar bem e envolver os cabelos em uma segunda toalha, deixando-a ali para absorver o máximo de umidade possível, comecei a me vestir e ao terminar terminei a higiene básica, escovando os dentes. Penteei os cabelos, passei creme para pentear nas pontas e comprimento - mas nunca perto da raiz -, coloquei o colar que ganhei de Gael no pescoço e sai do banheiro e depois do quarto. Agora estava pronta para enfrentar minha família naquele dia.

Bom dia, pessoal! Não começaram sem mim, né? Ah, obrigada por me esperarem... Realmente muito gentil da parte de vocês. Como foi a noite? Descansaram bem? — Cumprimentei animada assim que chegasse onde eles estivessem e, bem, era um pouco claro que estava um tanto quanto ansiosa com o que viria. O dia dificilmente seria fácil para qualquer um de nós, mas nada impedia de ser bom, de um modo ou de outro. Morgana teria que esquecer quaisquer vínculos comigo, seja como filha ou mentora, e me avaliar com mesmo rigor que avaliaria qualquer outro. Gael provavelmente ficaria naquele estado de nervos que apenas uma boa comida com litros de alguma bebida - não alcoólica - poderiam resolver. E eu? Bem, não fazia a menor ideia do que deveria esperar.

Poderiam me testar em combate? Gaia queira que não, porque eu sou terrível com combates. Compor uma música, poema ou semelhante? Se fosse isso, não seria a coisa mais complicada do mundo. Seria complicado compor algo sobre um completo desconhecido, sobre algo que não sabia e com uma juíza rígida que leria e, posteriormente, poderia me recordar “sutilmente” de meu fracasso caso não fosse perfeito. Poderia também ser um pouco dos dois. Após lutar contra outro garou - talvez um filhote, talvez mais graduado -, compor uma canção sobre ele independente do resultado da luta. Homenagear alguém que me derrotara na frente de outras pessoas - parceiros em potencial, anciões, garous menos graduados e quem mais estivesse por lá - era uma tarefa complicada. Exigia deixar o orgulho ferido de lado e dizer sinceros elogios caso fosse merecido e, caso realizasse criticas, ser o mais delicada possível. Em caso de uma vitória, o que particularmente me parecia improvável, deveria cantar sobre sua coragem, determinação e, acima de tudo, do comportamento honrado ao ser derrotado e não reagir com mais... Violência ou de forma igualmente ruim.

Eu espero não colocar todo meu café da manhã para fora durante o meu teste... Com a fome que estou ultimamente, poderia comer um elefante inteiro e talvez até sobre espaço para um boi ou leitão... — O comentário não foi destinado a ninguém em especial. Possivelmente um pensamento em voz alta, algo que não importava tanto. A imagem mental de um olhar de minha mãe, que parecia despir minha alma e ver através dela, se fez e quase ri de nervoso. Sim, era difícil controlar acessos de nervosismo, raiva e qualquer outra emoção quando se é um Fianna. Não surgimos para meios termos, para autocontrole e essas coisas tão... Idiotas e sem motivos. A vida não existia para isso. Devia ser vivida como se todos os dias fosse o último, afinal um dia seria mesmo. Quando me perguntassem o que fiz da vida, diria sem medo que eu vivi e aproveitei-a como devia.

Para tal coisa, porém, sabia o que precisava. Honra e sabedoria. Aprender com o passado e não cometer os mesmos erros. Lutar pelo que é certo e digno, respeitando as diferenças... Enfim, havia muita coisa envolvida naquilo. Mas para que se preocupar com todas essas formalidades agora.

Aparência - Morgana
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Re: Beyound Two Souls - Myrella Von Horn

Mensagem por Black Thief em Qua Jan 24, 2018 9:38 am

Trilha Sonora:

Myrella finalmente descia após estar totalmente preparada, com as roupas dedicadas que sua mãe e mentora Morgana haviam dedicado para ela nesse dia tão especial. A aspirante a Fianna sabia que aquela roupa do corpo era a única coisa dedicada que tinha no momento, utilizando a Gnose da própria Morgana já que Myrella ainda não sabia o Ritual de Dedicação do Talismã.

Quando descera vira que estavam todos lá, inclusive os empregados, havia uma grande faixa na enorme sala da mansão escrita "Boa sorte Myrella", seus tios Brendon, Kennedy, Liam, Ronam estavam lá assim como com tia Allanah, Erin, Keri, Lile, vovô Kyla e vovô e vovô Caffar e vovó Rois. Vovó Shawna e vovô Slaine eram guerreiros de Gaia e já haviam se juntado a ela depois de cair em combate. Haviam também os primos Murphy e Neal, as primas Ione e Dairine. Murphy e Neal eram adultos, Neal era um Garou Fianna Fostern e Phillodox e Ione uma Ragabash da mesma tribo porém ela era pouca coisa mais velha que Myrella, da idade de Gael. Dairine ainda era uma criança de dez anos e se fosse passar pela primeira mudança ainda era um mistério mas menina já era inspirada com estórias sobre grandes guerreiras Garou e sua prima se tornar uma também a encheu de esperança.

Todos batiam palmas sorridentes para Myrella à medida que ela descia as escadas vendo todo mundo. Mais do que nunca Myrella se sentia especial, aquele era o seu dia e todos sabiam disso, sentia-se, se não uma princesa, uma guerreira, ou quem sabe os dois juntos. Gael e Morgana foram os primeiros a se aproximar da Filhote para cumprimentá-la, Gael e Morgana davam parabéns para a filha e irmã e tão logo os dois conduziam Myrella ao restante da família.

Myrella escreveu:- Bom dia, pessoal! Não começaram sem mim, né? Ah, obrigada por me esperarem... Realmente muito gentil da parte de vocês. Como foi a noite? Descansaram bem?

Todos se aproximavam quase formando uma roda, a primeira e mais rápida a vir foi sua priminha Dairine que veio correndo.

- MI MI MI!!!

Dairine era bem ativa, levada e temperamental, se fosse uma Garou seria uma Ahroun. Ela chegava e abraçava a prima. Tão logo todos se aproximavam e diziam que estavam bem e que estavam ansiosos por Myrella, não começariam nada sem ela, vovó e vovô tinham dito que ela tinha que comer bastante pra ter energias para hoje, o primo Phillodox soltou palavras inspiradoras e motivacionais para Myrella que até conseguiram dar a ela mais confiança do que ela mesma tinha se dado no inicio dessa manhã. Logo depois da familia em roda cumprimentar Myrella, vieram os empregados, eles mesmos não sabiam exatamente o que Myrella estava comemorando, eles só sabiam que isso era algo de família e não ficavam questionando nada, foram incentivados a isso e visto que ganhavam bem e eram bem tratados fora um ótimo acordo.

Todos foram então para a sala comunal onde uma grande mesa com a comida matinal favorita de Myrella era servida. Como sempre, a líder da família, a matriarca Morgana estava no final da mesa e Myrella sentava-se ao lado dela.

Myrella escreveu:- Eu espero não colocar todo meu café da manhã para fora durante o meu teste... Com a fome que estou ultimamente, poderia comer um elefante inteiro e talvez até sobre espaço para um boi ou leitão...

Gael: E é exatamente o que vai acontecer irmãzinha, então deixa que eu como por você!

Gael então já ia com o garfo para petiscar algo do prato da irmã por tranquinagem. todos conversavam entre si, o primo Neal estava de frente à Myrella e começava a falar do seu próprio ritual de passagem, até que viu que Morganava dirigia à ele um olhar sério e um pouco repreendedor.

Neal: Ahm... Mas você vai descobrir tudo no tempo certo do seu...

E então deu um sorriso amarelo para a matriarca.

Morgana virava-se para Myrella e dizia:

- Querida, Bacster, Jouline e Cassandra irão passar aqui para te cumprimentar antes de irmos, está bem?

Esses eram a matilha de sua mãe Morgana. Cassandra era a Alpha mas Morgana era a Beta. Cassandra era uma Presas de Prata Ahroun, Jouline uma Ragabash das Fúrias Negras e Bacster também um Ragabash nerd dos Andarilhos do Asfalto.

Antes que Myrella pudesse responder, ela ouvia uma Dairine enérgica e saltitante saindo do seu lugar da cadeira e indo até o lado de Myrella.

Dairine: MI MI MI, Eu posso escolher seu Nome Garou??? Posso, posso posso????

Tia Erin que era mãe de Dairine dizia do outro lado da grande mesa:

- Dairine! Deixe sua prima comer em paz, senta aqui menina!!!

OFF:
Um detalhe importante que esqueci de dizer no primeiro post. Apesar dos papeis estarem trocados até o momento, as fichas não, com algumas adaptações bem pequenas que terão mais relevância de interpretação do que sistêmica, mas o que vale no final ainda é a ficha da Myrella. Caso aconteça de algo ter de ser adaptado eu irei informar via OFF, e será uma adaptação pontual que será por conta de enredo, apenas para deixar claro também quando os ADMS analisarem a crônica.
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Re: Beyound Two Souls - Myrella Von Horn

Mensagem por Freya em Qua Jan 24, 2018 10:38 pm

A presença de toda a família - ao menos os vivos - era tranquilizadora e de fato ajudou mais a acalmar a mente conturbada do que aqueles pensamentos do banho. Braços me envolviam, cumprimentos eram ditos e até mesmo os empregados foram calorosamente abraçados, recebendo todos, família ou não, um beijo carinhoso em sua face como uma forma de retribuir o afeto junto com palavras de agradecimento. Apesar de meu augúrio caracterizar os artistas de todos os tipos, eu não gostava de ser o centro das atenções e aquela situação me deixava um pouco constrangida. Claro, não chegava a ser uma timidez realmente, apenas não era uma situação que me fosse agradável ou desejável todo o tempo. Quando todos olham para você todo o tempo ou escutam qualquer asneira que você fale, fica mais difícil passar desapercebido ou fazer certos movimentos que poderiam não ser exatamente bem vistos por alguns.

Por fim, os cumprimentos pararam e pude começar a participar de conversas reais, já que antes o máximo que eu conseguia era trocar meia dúzia de palavras aleatórias com cada um. Os empregados, era um tanto claro, não faziam ideia do que comemorava e era melhor mesmo que nada fosse dito. Em primeiro lugar, não acreditariam mesmo. Depois era melhor manter o véu, o que significava que eles - mesmo não acreditando - não podiam nem sonhar em descobrir qualquer coisa e tampouco poderiam sair por ai abrindo a boca e espalhando. Até confiamos neles, mas não confiamos nas pessoas para quem eles poderiam contar, então, por segurança - nossa e deles -, era melhor deixa-los no escuro. Quem sabe, um dia, seja possível que garous e humanos possam viver pacificamente com esse segundo grupo sabendo de nossa existência.

Já na sala comunal, olhei para a pequena Dainine e dei um largo e animado sorriso para a pequena. Era uma criança alegre, por quem eu tinha um carinho especial. Queria ser capaz de sempre tão animada - e até levada - quanto ela, mas não conseguia ser assim o tempo inteiro, ao contrario da pequena garota.

Dairine escreveu:- MI MI MI!!!

Parece que alguém aqui está bastante empolgada! Guarde essa energia para a comemoração de amanhã e, caso os titios concordem, para o rodizio que talvez tente arrastar você no próximo fim de semana.

Falei, dando uma risada. Eu tinha um apreço especial por comida. Qualquer comida que não envolva animais de estimação mortos ou cervos e veados, esse último grupo por uma relação óbvia com nossa tribo. Um filho do Gamo comendo carne de veados, cervos e animais similares? Era um ultraje ao nosso totem, uma profanação e um ato de extrema maldade e desprezo em relação ao espirito que nos abraçara tão gentilmente. Mas isso não vinha ao caso agora.

Gael escreveu:E é exatamente o que vai acontecer irmãzinha, então deixa que eu como por você!

Quando Gael roubou um pouco de comida do meu prato, olhei para ele com uma expressão ofendida e roubei alguma coisa aleatória do prato dele em vingança. Éramos irmãos típicos e o sangue do Lobo apenas tornava as coisas ligeiramente mais... hm... Como se fosse dois pequenos filhotes de cães que brincavam e se provocavam mutuamente, mas nunca desejando mal do outro ou deixando que animais de fora da família fizessem um terço do que nós fazíamos um com o outro. Em seguida, coloquei a mão esquerda acima dos seios, olhando-o ainda aparentemente ofendida - mesmo que todos soubessem ser um teatro mal feito - antes de me dignar a responder ele.

Ei! Mesmo que eu passe mal, preciso ter energias. Não quer que sua pobre irmã, uma mera filhote, desmaie no meio da provação, quer? Imagine... A barda que desmaiou de fraqueza porque o irmão mais velho roubou toda a comida e a deixou morta de fome no dia mais importante para ela. Não seria bom para nenhum de nós e a mamãe nos mataria pela desonra... Lenta e dolorosamente... Antes de pendurar nossas cabeças na porta de casa. Eu iria te perseguir em espirito para garantir que você não se esqueceria disso nunca mais.

Com certeza era uma brincadeira e definitivamente eu não acreditava que ela faria isso. E mais ou menos nessa hora nosso primo Neal começou a falar da provação dele. A minha atuação dramática sobre desmaiar e ser morta pela desonra precisou ser interrompida, enquanto olhava com atenção para ele e as sobrancelhas se uniam pela concentração no que ele falava. Queria saber como foi para ter uma ideia do que esperar, mas de repente o Forest se calou e soube, quase por instinto, que havia sido um olhar da mamãe com uma mensagem clara de “cale a boca”. A decepção passou por meus olhos por uma fração de segundos e soltei um suspiro desanimado. Não havia sido dessa vez.

Neal escreveu:Ahm... Mas você vai descobrir tudo no tempo certo do seu...

Claro. Quando os espíritos e os anciões acharem adequado, saberei o que tenho que fazer. Nunca antes ou depois, sempre no momento exato. Ou qualquer coisa assim. — Concordei, tentando ocultar o melhor possível meus sentimentos naquele presente momento. — Mas não se incomode com minha curiosidade insaciável e as prováveis tentativas de escapar dos olhos e ouvidos atentos da mamãe para lhe importunar na tentativa de descobrir algo devido a curiosidade enorme. Até porque duvido que ela me deixe ficar longe do olhar dela exatamente por isso.

Eu provavelmente estava certa. Minha curiosidade era obvia e evidente a qualquer pessoa e, bem, mamãe sabia que era o tipo de coisa que eu faria e na primeira oportunidade que surgisse. Peguei um copo de suco de abacaxi com hortelã, deliciando-me com aquele sabor refrescante. Era certamente um dos sucos preferidos e um dos que eu tomava sempre que a oportunidade surgia. O que não era difícil, visto que os nossos empregados costumavam fazer quando podiam. No começo, eu costumava pedir para eles prepararem, mas recentemente eles faziam sem que precisasse pedir pois haviam se acostumado com a preferencia por ele.

Morgana escreveu:Querida, Bacster, Jouline e Cassandra irão passar aqui para te cumprimentar antes de irmos, está bem?

Particularmente, eu gostava bastante deles e não iria me recusar a espera-los, especialmente porque isso me dava mais tempo em casa com a família e, quem sabe, tivessem algum sábio conselho ou sugestão pré-provação. Mesmo se não fosse o caso, apenas a companhia momentânea fazia valer a pena. Como eram a matilha da mamãe, eu achava que era a presença deles não me era estranha - ou pelo menos foi o que entendi pelo que me contaram e pela ideia de uma matilha. A consideração deles em vir me cumprimentar era digna de nota, o que me deixava um pouco sem jeito. Mesmo sendo filha da Beta deles, era mais do que eu normalmente esperaria, afinal eu não era exatamente a filhote mais próxima ou marcante que eles conheciam.

Quando eu ia abrir a boca para responder, uma Dairine “surgiu ao meu lado de repente” pedindo para escolher meu nome garou. Eu não havia pensado no que usaria, para falar a verdade, e agora que ela falou naquilo percebi minha falha. O rosto ruborizou levemente e agradeci a Gaia mentalmente por milhares de vezes por ninguém ter me perguntado aquilo ou não saberia dizer qual iria usar.

Dairine escreveu:MI MI MI, Eu posso escolher seu Nome Garou??? Posso, posso posso????

Em seguida, sua mãe lhe mandou me deixar comer e ir se sentar. Dando uma gargalhada, olhei no fundo dos olhos dela depois acenei para titia, como se falasse que estava tudo bem. Uma criança ativa não era estranho e, sinceramente, pelo menos sabia que ela estava saudável.

Você pode me ajudar a decidir. Tenho certeza que você terá ideias ótimas para isso.

Ofereci aquela oportunidade a ela. Não iria acalmar o espirito da garota, mas seria menos nocivo do que o não. Isso iria gerar dezenas de milhares de questionamentos e deixaria a garota triste. O nome me acompanharia para o resto da vida, tudo bem, mas porque não usar aquele momento tão importante para deixar uma criança tão fascinada pelos garous um pouco mais próxima de nossa cultura e participando de decisões importantes como aquilo? Independente do que ela fosse, Parente ou Garou, aquilo poderia fazer diferença mais a frente. Havia ouvido ou lido em algum lugar que a gentileza era meio das forças superiores - seja o deus cristão, Gaia ou qualquer coisa que acredite - de cumprir seus propósitos. Portanto, por que não? Então me virei

Tudo bem, mamãe, podemos esperar sim. É bem gentil da parte deles vir até aqui para me cumprimentar.
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Re: Beyound Two Souls - Myrella Von Horn

Mensagem por Black Thief em Sab Jan 27, 2018 7:28 pm

Trilha Sonora:

Dairine se animava com a resposta positiva da prima e saltitava, tão logo ela ia para o seu lugar ao lado da mãe. A família então continuava o momento em paz, uma paz que era uma compensação pelos próximos momentos. Myrella sabia que devia aproveitar ao máximo o café em familia pois dentro de sua provação não poderia pedir ajuda à ela, estaria sozinha e num teste pra valer que definiria sua vida. Sua familia só poderia rezar para que Myrella estivesse pronta para seja lá o que Morgana havia reservado para ela.

O tempo se passou, cerca de uma hora, ou duas no máximo, todos estavam bem, se divertindo, comendo, bebendo e os empregados pareciam conseguir captar aquela energia positiva da familia e pareciam muito satisfeitos em servi-los pois todos os patrões eram sempre muito gratos e educados. Então foi que um dos mordomos se aproximava da mesa e ia diretamente até Morgana e sussurrava algo no ouvido da matriarca. Ela assentia para o mordomo e o mesmo assentia de volta saindo em seguida dala. Poucos instantes depois, Bacster, Jouline e Cassandra chegavam. Bacster era muito magro, usava óculos e tinha um moicano um pouco punk mas se vestia bem com roupas boas para o momento. Jouline era bem jovem, bem mais jovem que Morgana mas bem mais velha que Myrella, seria um intermedio entre as duas, possuía cabelos negros e lisos e pele negra, já Cassandra era bem alta, vestia um blazer social feminino, cabelos tão louros que quase pareciam platinados, ela tinha uma aparência de ser pouca coisa mais velha que Morgana e tinha um aspecto bem firme e autoritário, mas dentro da casa de outra pessoa ela sabia denotar a impressão de ser a Beta.

Todos foram cumprimentados, não antes de cumprimentarem a estrela do dia. Cassandra foi a primeira a cumprimentar Myrella, seguida logo de Bacster e Jouline.

Cassandra: - Como está se sentindo, minha cara? Ansiosa?

Naquele momento Myrella pode perceber que Cassandra a analisava com mais afinco do que as pessoas normalmente analisam após uma pergunta como essa, era como se a resposta de Myrella sobre isso fosse mais importante do que normalmente seria.
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Re: Beyound Two Souls - Myrella Von Horn

Mensagem por Freya em Qui Fev 08, 2018 5:46 pm

Seria uma gigantesca enganação da minha parte fingir que estava calma e que o passar do tempo me deixava mais calma. Nem a mim mesma conseguiria enganar com todo esse discurso idiota e cheio de tentativas falhas de amenizar a ansiedade. O que podia fazer era evitar pensar demais naquilo e tentar aproveitar ao máximo aquele momento, fazer cada segundo com todos eles reunidos ali comemorando valer a pena. Estava concentrando-me ao máximo em conversar com eles, desde banalidades como o clima ou o que pensavam em fazer no fim de semana, como iam às coisas em seus trabalhos ou escola... Qualquer coisa que não fosse me fazer suar frio antes da hora certa. Quem sabe, quando a hora da provação chegasse, minha mente não estivesse tão aflita e cansada como ficaria se eu me concentrasse no problema em demasia e antes da hora. Seja como fosse, não importava muito agora.

Quando a matilha de minha mãe chegou, sorri largamente para eles e os cumprimentei empolgada. Meus olhos analisavam cada um deles com alguma atenção, quase que involuntariamente, em uma tentativa de aprender algo sobre eles através de seus gestos e ações que pudesse evitar equívocos ou qualquer ofensa não intencionada de minha parte. Não era educado ofender, mesmo que sem querer, as pessoas, especialmente quando eram tão gentis comigo e sem ter a menor obrigação de assim serem. Devido à característica multitribal da matilha de minha mãe, eu sabia que devia levar em conta suas tribos, forma de se comportar, augúrio, seus postos e ainda suas ações. Não era tão simples quando lidar com outros Fianna, era diferente em diversos aspectos e por motivos variados. O problema de minhas pessoas - independente se filhotes, garous de posto 1, magos ou outras criaturas - era não levar isso tão a sério quanto deveriam.

Cassandra: - Como está se sentindo, minha cara? Ansiosa?

Eu ponderei um pouco sobre aquilo antes de responder, procurando as palavras e tentando formular em minha mente da maneira mais coerente e justa possível a frase. Se eu estava ansiosa? Muito. Com medo? Um pouco. Nervosa? Bastante. Preocupada? Mais ainda. O desconhecido não era a coisa mais tranquilizante do universo, mas, era necessário, as vezes, sairmos de nossa zona de conforto.

Bastante ansiosa, admito e, um pouco preocupada também. Creio que seria presunção de minha parte não estar... No entanto, sei que não será nada que eu não seja capaz de lidar... Os anciões são justos e sei que não pediriam a um filhote para fazer algo que fosse excepcionalmente fora de suas capacidades.

Ou pelo menos era o que eu queria acreditar. Não contavam aos filhotes como era a passagem de filhote para garou, porém casos de morte eram raríssimos, especialmente quando não estamos falando das Crias de Fenrir. Havia ouvido dizer que os filhotes deles eram treinados a um nível que não era raro saírem gravemente feridos, quando saiam vivos. Por sorte, minha tribo era um pouco mais civilizada e esse risco não ocorria de verdade. Quer dizer, talvez sim se fosse Auhron e alguém se empolgasse demais transformado em Crinos, mas é um caso a parte.

Alias, gostaria de agradecer, de todo coração, por terem se dado ao trabalho de virem me cumprimentar. Foi muito gentil da parte de vocês. — Adicionei. Eu sabia que eles não tinham a menor obrigação de o fazer e, mesmo se tivessem, não era educado não demonstrar reconhecimento pelo gesto de maneira educada.
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Re: Beyound Two Souls - Myrella Von Horn

Mensagem por Black Thief em Qui Maio 31, 2018 1:55 am

Trilha Sonora:

Cassandra assentia diante das palavras de Myrella, parecia satisfeita com a resposta da filhote e ela diz:

- Não conte sempre com as situações justas, elas são raras hoje em dia, talvez esta seja uma das poucas que terá daqui pra frente.

Após isso Bacster dizia:

- Relaxa garota, não leva ela tão a sério, as vezes a Cass exagera.

Cassandra nada respondia, aparentemente deixava que Myrella tomasse a própria decisão de quem acreditar. A matilha de Morgana se juntou ao café por alguns minutos, e logo todos haviam terminado a refeição e ambos rumavam para o quintal do casarão onde havia uma piscina. Todos estavam juntos, agora elas deveriam ficar em silêncio pois não passariam de meros espectadores do que viria a seguir.

Nova Trilha Sonora:

Morgana estava de frente à Myrella e a mesma estava com a piscina atrás de si. O quintal da piscina era grandioso, florido em volta, cadeiras à sua beirada e a piscina em si era do tamanho da sala principal da mansão e possuía cerca de dez metros de profundidade. A água era limpa e Myrella não sentia o cheiro do cloro. O dia estava muito claro, o sol matinal batia brilhante mas fresco, Myrella podia ouvir alguns passaros cantando e passando mas fora isso o silêncio era sepulcral.

Morgana: - Myrella Von Horn. Você já passou pela sua primeira mudança. Como uma filhote, você foi sábia e nos observou, teve curiosidade e sede de conhecimento, preparou-se desde que era uma pequena Parente e agora chegou a hora de mostrar à Nação Garou e à Gaia o seu valor. Como tradição, você receberá a chance de juntar-se à Família Fianna. A oportunidade de ingressar não entre só os Fianna mas como nas demais Tribos é uma honra e não um direito de nascença. Suceda e seu nome estará marcado para sempre nas paredes de nossa Tribo, fracasse e encontre outra familia que a aceite mesmo com a primeira marca da derrota.

Morgana tinha as palavras duras, naquele momento Myrella não conseguia ver a mãe que sempre teve, ela via uma outra pessoa, diferente e que não demonstrava qualquer sinal de fraternidade de outrora. Ela dava alguns passos e ficava ao lado de Myrella e então apontava para a piscina.

- Nos reinos da penumbra há uma rosa, ela é chamada de Rosa de Bastião, é uma flor que foi plantada e guardada desde o seu nascimento.

É então que Morgana retirava do seu pescoço de dentro da blusa um pingente.

Colar:

Morgana: - Sua tarefa é colher a Rosa de Bastião e trazê-la até as minhas mãos. Este pingente foi energizado no Caern Lyrio do Céu, quando adentrar no reino umbral você deve energizá-lo com sua própria força espiritual e então o pingente lhe apontara o caminho até a Rosa. Você deve enfrentar e vencer os obstáculos que surgirem e trazer a rosa em segurança. Você terá o tempo que for necessário para executar sua tarefa. Use o reflexo da água para entrar no reino umbral e então retorne pelo meio que melhor lhe convier.


Última edição por Moon Presence em Sab Jun 02, 2018 12:50 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Beyound Two Souls - Myrella Von Horn

Mensagem por Freya em Qui Maio 31, 2018 2:58 pm

A garou pareceu ficar satisfeita com a resposta. Quem sabe esperasse ver uma miniatura de minha mãe? Bem, talvez não literalmente, mas esperava pelo menos uma parte da sabedoria que possuía devia ser vista em mim. Não iria decepcionar a guerreira de Gaia nesse aspecto, pelo menos.

Cassandra escreveu:- Não conte sempre com as situações justas, elas são raras hoje em dia, talvez esta seja uma das poucas que terá daqui pra frente.

Os dois garous provavelmente estavam certos e eu sabia disso, todavia as palavras de Cassandra reverberavam em meus ouvidos. Com o aumento da presença daqueles tocados pela Wyrm, não duvidava que a alfa estivesse certa. Terrivelmente certa e de uma forma que fazia-me temer pelo pior depois daquela provação. Ficar apavorada agora não ia me ajudar muito e talvez não levar a mulher tão a sério nesse momento fosse uma decisão mais acertada. "Viva o aqui e o agora, Myrela", pensei em uma imitação fajuta do 'lema' da Tribo. Não adiantava lamentar o passado ou ficar preocupada demais pensando no futuro. Não podia mudar o que já aconteceu e, menos ainda, prever o que aconteceria daqui a alguns minutos ou dentro de meses. Até porque, mesmo se pudesse, isso não significava que eu era capaz de modificar o que ocorreria, pois o caminho que tomamos para evitar nosso destino normalmente o leva diretamente para o que queríamos evitar.

- Claro... Hm, estão com fome? Tem muita coisa para comer e beber. - Ofereci, em uma tentativa de mudar o tema da conversa para outra coisa que não o quão justa ou injusta poderia ser a vida garou. Os acompanharia a mesa e tomaria mais um pouco de suco. A garganta estava seca pelo nervosismo e ansiedade, a língua parecia estar inchando dentro da boca e a garra fria do medo deslizava por minha coluna vertebral. Não era culpa de ninguém e não queria incomoda-los com minhas preocupações, pois ainda era um momento de comemoração para minha família. E devíamos comemorar cada segundo por estarmos vivos e vivendo da melhor forma possível.




A situação na piscina mostrou-se completamente diferente da existente pouco atrás. O dia estava maravilhoso, é claro, e parecia um dia como qualquer outro qualquer, se não fosse a situação que me encontrava. O belo canto das aves não parecia suficiente para aplacar meus sentimentos intensos e o silencio dos outros presentes duplicava o que sentia. Respirando fundo, esperei as palavras de minha mãe pacientemente. Apressar os anciões? Não recomendava, especialmente quando você é um simples filhote. O coração estava acelerado, as mãos estavam suando e a respiração parecia querer vacilar pela adrenalina de descobri muito em breve o que me seria proposto. Quando a mulher iniciou sua fala, eu percebi que estava quase prendendo a respiração e precisei dividir a atenção entre respirar e ouvir suas palavras.

Morgana escreveu:- Myrella Von Horn. Você já passou pela sua primeira mudança. Como uma filhote, você foi sábia e nos observou, teve curiosidade e sede de conhecimento, preparou-se desde que era uma pequena Parente e agora chegou a hora de mostrar à Nação Garou e à Gaia o seu valor. Como tradição, você receberá a chance de juntar-se à Família Fianna. A oportunidade de ingressar não entre só os Fianna mas como nas demais Tribos é uma honra e não um direito de nascença. Suceda e seu nome estará marcado para sempre nas paredes de nossa Tribo, fracasse e encontre outra família que a aceite mesmo com a primeira marca da derrota.

Aquela não era mais minha mãe, era a Anciã Theurge. Não tínhamos laços fraternais, apenas a relação entre filhote e seu antigo mentor. Assenti com a cabeça, sinalizando que havia escutado e compreendido suas palavras. Sabia que precisaria focar todas as minhas atenções, forças e pensamentos a partir de agora para completar o que me fosse dado como tarefa. Não procuraria outra família, pois não iria falhar com minha família de sangue. Iria provar que não havia sido uma perca de tempo e era merecedora, de fato, de estar entre os Fianna. Continuaria comendo com eles, bebendo junto deles e lutando com eles contra os inimigos da Nação Garou.

Iria dar tudo que eu possuía para conseguir superar as provas que me fossem impostas naquele dia. Não haveria marca de fracasso hoje, não haveria pesares ou sofrimento. Seria aceita junto aos meus iguais e traria orgulho a minha família. Quando recebesse meu posto, poderia passar a lutar não apenas para derrotar a Wyrm, mas para diminuir a dor e o sofrimento das pessoas. Parentes, garous, humanos... Todos mereciam um pouco de paz, um pouco de felicidade e vida sem temores como víamos tido até aquele momento. Venceríamos aqueles problemas causados pela loucura e provaríamos a Gaia que não havia falhado em escolher os Garous como seus guerreiros. Os outros metamorfos eram importantes e igualmente amados, porém fora a nós que ela confiara a tarefa de guerreiros e cabia a nós honrar nosso legado e missão.

Morgana escreveu:Nos reinos da penumbra há uma rosa, ela é chamada de Rosa de Bastião, é uma flor que foi plantada e guardada desde o seu nascimento. (...) Sua tarefa é colher a Rosa de Bastião e trazê-la até as minhas mãos. Este pingente foi energizado no Caern Lyrio do Céu, quando adentrar no reino umbral você deve energizá-lo com sua própria força espiritual e então o pingente lhe apontara o caminho até a Rosa. Você deve enfrentar e vencer os obstáculos que surgirem e trazer a rosa em segurança. Você terá o tempo que for necessário para executar sua tarefa. Use o reflexo da água para entrar no reino umbral e então retorne pelo meio que melhor lhe convier.

A mulher se aproximara e explicou o que deveria fazer, entregando-me o pingente que segurei cuidadosamente em minha mão destra. O colar me guiaria até a Rosa que deveria pegar se o energizasse na Umbra e devia voltar em posse dela. Eu não tinha muita certeza que a Penumbra era a melhor coisa que existia, todavia em comparação as mais profundas era a menos pior. Pelo menos sabia que os obstáculos a serem vencidos não envolviam nada muito... Exótico. Fiz uma pequena mesura a minha mãe e anciã, olhando em seguida para as águas da piscina. Talvez não fosse apenas o cheiro do cloro que faltasse na piscina. Quem sabe a própria substancia houvesse sido tirada para que funcionasse melhor como atalho para a Umbra.

- Voltarei com a Rosa, Anciã. - Proferi antes de me dirigi até as águas da piscina e me ajoelhar diante dela. Fechei os olhos, respirando pesadamente e me acalmando devagar. Ou pelo menos tentando. Com a mente menos tumultuada, abriria os olhos e tentaria atravessar a película rumo a Penumbra. Se obtivesse sucesso, já iria energizar imediatamente o colar. Caso contrário, bem, isso era algo para cuidar se desse errado.
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Re: Beyound Two Souls - Myrella Von Horn

Mensagem por Black Thief em Sab Jun 02, 2018 1:24 pm

Trilha Sonora:

Myrella agora tinha sua tarefa a fazer. A Familia atrás de Morgana estava séria, as crianlas também pareciam bem atentas ao que ocorria ali. Cassandra e o restante do bando tinham suas faces bem analíticas. Cassandra chega a assentir para Myrella como quem dizia que acreditava que a filha de Morgana era capaz. A aspirante a Fianna agora virava-se, compreendia o "profissionalismo" da situação.

A filhote se encaminhava até a frente da piscina e observando o seu reflexo ela logo fechava os olhos e era tomada com uma espécie de transe, sentia uma leveza grande quase como se estivesse flutuando na água. Ela sentia então levemente seu corpo atravesso um mar de forma lenta e sentia a pressão agir contra o seu corpo como se de fato estivesse entrando na água. Myrella então sentia-se diferente, como se estivesse... Acordada, como se estivesse dormindo até então e agora havia despertado de um sono tão profundo que durara anos e anos, talvez, todos de sua vida. Ela abria seus olhos lentamente e a primeira coisa que via era o reflexo de Morgana atrás de si, a observando, esperando ela atravessar, por um instante, Freya talvez pudesse pensar que não havia conseguido, porém ela olhava para sua frente e via não uma piscina, mas um lago.

Nova Trilha Sonora:

O lago era vasto e a água era azul e bem cristalina, havia no centro do lago uma bola de luz fraca que parecia emitir uma espécie de ressonância mas Myrella não sabia o que era aquilo. Na frente do restante do ambiente ela se encontrava em uma floresta, uma clareira feita especialmente para aquele lago, a névoa era densa mas Myrella conseguia enxergar bem aquela floresta que era igualmente densa, escura como um pântano.

Floresta (Considerar um lago no meio, do tamanho da piscina):

Ela olhava para o céu e via a noite, Luna estava em sua fase minguante apesar de ser dia no mundo físico, o que ela ainda não via, Segundo o que os mais veteranos contavam, era a Estrela Vermelha, o tão famoso Olho da Wyrm, isso ainda não estava a vista. Olhando para tras Myrella via que estava sozinha, e no lugar de sua casa havia uma grande caverna escura, a caverna tinha uma estranha arquitetura em sua entrada, Myrella não fazia ideia do que aquela arquitetura significava e o porque estava ali, porém algo ainda mais estranho era que apesar de ser noite, havia uma luz do sol cobrindo aquela entrada, porém se acompanhasse com os olhos, não havia fonte para a luz do sol, a mesma simplesmente brotava acima da entrada da caverna, atigindo especificamente aquela arquitetura e a entrada

Entrada da caverna com arquitetura:

Myrella então sabia que agora o próximo passo era energizar o colar que Morgana havia lhe dado, e assim que ela o faz, logo via que o colar emitia uma energia de coloração similar à sua própria, como se estivesse declarando que a energia utilizada era a energia de Myrella. O colar flutuava como um objeto magico, e como se tivesse vida própria, o colar apontava justamente para a direção da caverna e sua misteriosa entrada. Não havia muito mais destino para Myrella percorrer, ela tinha um objetivo e deveria segui-lo se quisesse continuar com o legado de sua família, ela assim começava a se aproximar da caverna. A cada passo que a filhote dava ela sentia como se aquele mundo estranho não fosse estranho, ele era tão familiar quanto sua casa no mundo físico, aquele lugar que mais parecia ser um sonho parecia ser a verdadeira realidade enquanto que tudo o que viveu no mundo fisico aparentasse ser apenas sonhos, era como se Myrella houvesse despertado da "Matrix" e agora estivesse no mundo real.

Ao se aproximar mais da entrada da caverna a ponto de ser tocada pela luz, ela sentia um tremor, o tremor emitia o som de rochas se partindo e o centro do som vinha daquela arquitetura de pedra gigante que começava a erguer sua grande cabeça que tinha apenas o chifre direito de um bode. Rochas pequenas e médias caíam mas não corria o risco de qualquer uma acertar Myrella. A grande estátua de pedra ganhava vida com a aproximação de Myrella, ela olhava para os lados e sua grande boca de rochas pontudas parecia querer sentir seu próprio gosto, tal como as próprias pessoas fazem quando despertam de um longo sono e sentem que seu hálito está mal cheiroso. O gigante de Rocha por fim olhava para Myrella e uma voz grave e forte como o trovão dizia:

- Alto lá! Quem se aproxima?

Ele perguntava para Myrella. Não parecia ser uma criatura agressiva, mas sim protetora, e embora Myrella pudesse esperar coisas estranhas de sua primeira viagem sozinha, ela nunca vira algo parecido ainda com aquela criatura.

OFF: Freya, pode descrever como foi a cena da energizazação da Myrella no colar. Cena livre pra isso, e pode também escolher a cor da Gnose da Myrella. Considere um ponto de Gnose gasto.
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Re: Beyound Two Souls - Myrella Von Horn

Mensagem por Freya em Sab Jun 02, 2018 3:25 pm

O silêncio me incomodava um pouco e a atenção direcionada a mim quase me assustava. Dei um sorriso discreto para Cassandra quando ela assentiu, em um agradecimento silencioso. Eu treinei por tanto tempo para aquele dia, não iria falhar justo agora. Todavia, mesmo sabendo como deveria fazer para partir do mundo físico e como atalhos deveriam funcionar para cruzar a barreira dos mundos, não esperava que fosse ser da forma que ocorreu. Eu também não estava pronta para o ambiente em que iria aparecer no mundo espiritual, tão diferente do que existia no mundo físico e com uma Morgana ainda parecendo me observar. Com o coração batendo mais forte, havia aceitado realmente que agora estava sozinha e precisava dar tudo de mim para sobreviver e obter o exito que desejava.

"Seja perfeita, Myrella, seja perfeita.", repetia para mim mesma. Minha curiosidade de explorar todo o lugar devia ser contida antes mesmo de entrar, mesmo que soubesse que seria inútil tentar conter por muito tempo. Poderia até me impedir por algum tempo de fazer as loucuras que tendia a fazer, mas nunca teria sucesso automático em resistir ao meu Calcanhar de Aquiles.

A sensação da travessia era reconfortante, como alguém de acabara de despertar de um sonho e deparava-se com um belo dia. No começo havia sido mais como mergulhar e sentir a ação da água, depois a pressão parecia ter cessado e dado lugar a outras coisas. Ao tentar absorver aquele ambiente, percebi as mudanças óbvias de cenário, como agora ser uma floresta ao invés do quintal e piscina de minha casa. As águas do lago, de aparência límpida, pareciam ser refrescantes e tomaram o lugar da piscina. Dependendo de o quão distante estivesse da flor, poderia usar o lago como atalho para retornar ao meu mundo de origem. Ter conseguido atravessar a película já era, por si só, uma vitória. O brilho no centro do lago atraia minha atenção e me inclinei um pouco para frente, apertando os olhos e tentando discernir o que era ou de onde vinha. O que seria aquilo? Teria alguma relação com o que eu deveria fazer? Seria alguma forma de me vigiar do mundo físico? Será que não era nada disso e era outra coisa qualquer? Quase decidi nadar até lá para olhar mais de perto, todavia recordei-me que não não era um exemplo esportivo e, além de me desviar do motivo de estar ali, provavelmente iria acabar me afogando. Fora que, como não sabia que lago era aquele ou o que tinha nele, poderia muito bem ser atacada por algo que até então fora incapaz de enxergar bem. Podia ser curiosa, mas não era tola ou suicida ao ponto de pensar que nada poderia acontecer.

Estudei o lugar, ficando de pé e alerta. Não sabia o que encontraria por ali e poderiam haver perigos e riscos que não esperava, prontos para me atacarem a qualquer momento. Uma parte dizia que talvez devesse trocar pelo menos para a forma Glabro, mas me contive. Não queria parecer ameaçadora para o que não podia ver ainda ou possíveis espíritos ou criaturas que ainda viria a encontrar. Estalei os dedos e agora estudava o exterior da caverna agora a minha frente. Por que havia luz solar cobrindo-a se era noite? Procurei a origem da luz e, adivinhe, não havia nenhuma. A luz simplesmente existia acima acima da entrada e a iluminava. Dada a escuridão que o interior guardava, achava que mesmo a luz misteriosa era incapaz de penetrar mais que míseros centímetros em seu interior. Abaixando o olhar da estranha estátua, deparei-me com coisas parecendo lápides altas. Ok, agora estava lutando contra a curiosidade muito fortemente e achava que iria perder a briga.

Gaia, me auxilie nesta jornada. — Pedi enquanto envolvia o colar com ambas as mãos, mantendo o pingente comprimido entre elas. Mais uma vez, fechei os olhos e centrei a mente no espiritual, na força vital e espiritual que envolvia meu corpo e transferi uma pequena parcela para aquele objeto. A sensação de que uma parte de meu espirito se ligava ao objeto e se entrelaçava com ele, criando uma proximidade entre nós, era esquisita, visto que nunca havia energizado coisa alguma ou sincronizado com nenhum fetiche antes. A coloração arroxeada de meu corpo envolveu o amuleto e começava a flutuar. Ok, a primeira parte estava feita.

E então vi que o colar também queria que eu fosse para a caverna. Ah, ótimo, pela primeira vez minha curiosidade estava me levando para o local certo e não parecia ser apenas coincidência. Dirigindo-me ao meu destino, vi uma coisa quase inacreditável. A estatua que guardava a caverna, mais literalmente do que gostaria, começara a ganhar vida e se dirigiu a mim, enquanto pedras rolavam e caiam próximas a entrada. Estagnei, olhando a criatura e piscando algumas vezes. Sua voz quebrou o transe que havia se iniciado com aquela cena vinda de um filme de fantasia qualquer.


Estátua escreveu:- Alto lá! Quem se aproxima?


A vontade de dizer algo como apenas Myrella era forte, mas recordava-me das formalidades ao tratar com espíritos e garous. Apenas falar meu primeiro nome não era o suficiente para responder a pergunta e minha mãe havia dito que a Rosa era guardada. Vista a postura da criatura, talvez fosse ela quem cuidava da rosa e, por isso, uma identificação melhor do que apenas "Myrella" se fazia necessária naquele momento.

Saudações, guardião. Sou Myrella von Horn, filhote Fianna, filha de Morgana von Horn, Theurge Fianna e anciã.

Fiz uma pequena reverencia a estátua, sabendo que deveria mais explicações ao guardião do que apenas aquilo. Pisquei algumas vezes, com a postura ereta e olhando diretamente a criatura com a qual falava. Tentei assumir na postura a forma mais respeitosa que podia, em um meio termo entre respeito ao meu interlocutor e ainda sim alguma confiança e tranquilidade. Não pela primeira vez naquele dia, senti meu estomago revirar e fiquei preocupada com o rumo que aquela conversa poderia tomar... Entre todas as possibilidades que vinham e as múltiplas perguntas que a criatura poderia fazer, achei que era mais plausível que ela perguntasse por que estava ali e quais eram minhas intenções, o que fez com que já respondesse isso antes que questionasse.

Não vim para causar-lhe problemas, senhor. Estou passando pela provação para ser aceita pela Tribo e foi me solicitado pela Anciã recolher a Rosa do Bastião, por isso estou me dirigindo a caverna que parece guardar.

Não sabia se ele permitiria minha passagem ou se iria acreditar em minhas palavras, por mais que elas fossem verdadeiras. Não deveria se a primeira vez que tentavam entrar na Caverna e dificilmente desejavam fazer realmente de modo pacifico ou contavam-lhe a verdade. Tentava projetar em minha postura alguma tranquilidade e também a ausência de intenções hostis, até porque dificilmente poderia vence-lo em um combate.

Sei que o senhor não possui muitos motivos para acreditar na veracidade de minhas palavras ou permitir minha passagem tão... Fácil. Há algo que poderia fazer para demonstrar minhas boas intenções?

[spoiler="Notas"]— Se necessário, considere o uso de 1 de FdV para ignorar a tentação de ir investigar a luz.
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Re: Beyound Two Souls - Myrella Von Horn

Mensagem por Black Thief em Sab Jun 02, 2018 11:41 pm

Trilha Sonora:

Myrella escreveu:- Saudações, guardião. Sou Myrella von Horn, filhote Fianna, filha de Morgana von Horn, Theurge Fianna e anciã.

Enquanto falava, o gigante de pedra parecia mastigar alguma coisa em sua boca, o som de rochas se espatifando na boca daquela criatura era bem audível, na verdade, parecia abafar o que Myrella dizia, ao mesmo tempo, a filhote notava que o "guardião" parecia não ter interesse no que a moça dizia e não prestava atenção. Essa impressão era quebrada quando ele responde com sua poderosa e grave voz estrondosa, mostrando que apesar do som do seu mastigar de rochas, conseguira ouvir tudo perfeitamente bem.

- Boa parte destes nomes não significam nada para mim... Myrella von Horn, Morgana von Horn... Nunca ouvi falar. Já os titulos da sociedade Garou me tem alguma familiaridade.

Ele mastigava mais alguma coisa e olhava para os lados como se estivesse observando se estava tudo no lugar e continua:

- Vocês duas tem um nome estranho, muito estranho... Tem um som engraçado e bobo.

Ele então tornava a olhar para Myrella.

Myrella escreveu:— Não vim para causar-lhe problemas, senhor. Estou passando pela provação para ser aceita pela Tribo e foi me solicitado pela Anciã recolher a Rosa do Bastião, por isso estou me dirigindo a caverna que parece guardar.

Logo após essas palavras, o guardião respondia:

- Aaaaahhh... Lírio-de-Outono lhe enviou... Estava a sua espera. Porque não disse antes que veio em nome dela? Myrella von Horn, eu sou Gathumar, eu estou guardando esta entrada para você, contudo... Lírio-de-Outono me pediu para não permitir a sua entrada, a menos que...

A rocha então olhava para o céu, o céu lunar mas que possuia a força de Helios, e então continuava:

- ... A menos que você me narre um bom conto.

A rocha então continuava a olhar para Myrella observando sua reação. Aquela afirmação parecia ser verdadeira, Myrella lembrava que o nome Garou de sua mãe era Lirio-de-Outono.
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Re: Beyound Two Souls - Myrella Von Horn

Mensagem por Freya em Seg Jun 04, 2018 12:36 am

A aparente falta de atenção do gigante no que eu dizia me frustrava um pouco, fazendo-me lutar contra a tentação de chamar a atenção dele por outros meios. Sei lá, cantar, dançar, gritar... Qualquer coisa que fizesse ele parar de mastigar sabe-se lá o que e ouvir o que falava. Graças a bondade de Gaia e Luna havia ficado quietinha e não agido de forma imprudente, pois descobri pouco após que o grandão escutava tudo o que falava mesmo sem parecer.

Gathumar escreveu:- Boa parte destes nomes não significam nada para mim... Myrella von Horn, Morgana von Horn... Nunca ouvi falar. Já os titulos da sociedade Garou me tem alguma familiaridade.

Tudo bem, fazia sentido. Fora erro meu pressupor que talvez, em uma possibilidade bem remota, reconhecesse os nomes humanos. Tentei procurar na memoria o nome garou de minha mãe, mas estava complicado recorda-lo. Que bela hora para esquecer o nome garou de sua própria mãe e anciã, Myrella, realmente o momento ideal. Não há como escolher uma hora melhor, um momento mais oportuno! No meio de seu rito de passagem, você só se esqueceu o nome da garou mais próxima de você! Segurei o impulso de bater em minha própria testa e me xingar de forma audivel.

Gathumar escreveu:- Vocês duas tem um nome estranho, muito estranho... Tem um som engraçado e bobo.

Eu teria me ofendido se não soubesse que por ali as coisas eram diferentes. Se eu falasse que me chamava, por exemplo, Vingança de Gaia no mundo físico para alguém que desconhecia o mundo metamórfico, provavelmente iriam rir de mim. Não era o usual, dávamos nomes diferentes as coisas e criaturas. Mas ali os nomes terrenos que eram estranhos e por enquanto eu não era ninguém para os espíritos. Foi quando explique o que me levara até ali que uma "luz de compreensão" passara por ele e pareceu entender o motivo de estar ali.

Gathumar escreveu:- Aaaaahhh... Lírio-de-Outono lhe enviou... Estava a sua espera. Porque não disse antes que veio em nome dela? Myrella von Horn, eu sou Gathumar, eu estou guardando esta entrada para você, contudo... Lírio-de-Outono me pediu para não permitir a sua entrada, a menos que... (...) A menos que você me narre um bom conto.

Bom conto... Isso dependia de quem estava ouvindo. Comecei a procurar na memoria contos e histórias, tentando achar algum que eu gostasse e parecesse bom. Apenas conseguia, no entanto, me recordar de um único que vinha do período das batalhas contra os Crias de Fenrir. Ouvira de um galliard que frequentava o Caern e contara bêbado. Pensativa, concordei com a cabeça em silêncio após minutos procurando algo para falar e limpei a garganta para iniciar a história.


"Há muitos anos trás, quando a Velha Religião ainda era forte na Bretanha e os Fianna ainda guerreavam com os Crias de Fenrir pela terra, uma jovem Parente estava perdidamente apaixonada por um guerreiro garou. Seus cabelos longos e loiros brilhavam como o sol em uma tarde de verão e seus belos olhos pareciam safiras quando iluminadas pelo astro-rei. Sua pele era tão macia quanto o toque da seda e seu perfume lembrava as flores silvestres, enquanto a voz parecia o cantar de um rouxinol. Entre sua família e amigos, a dama era chamada de Presente de Gaia, ainda que não partilhasse da fúria que a Grande Mãe dera aos seus guerreiros. Mas todos os presentes que recebera de Gaia não eram o suficiente para aplacar a dor da separação de seu amante, Olhos da Alma. Havia decidido seguir os caminhos do druidismo, mesmo não tendo as capacidades metamórficas de seu amado, para servir não só a sua senhora como também ao seu povo que precisavam constantemente de intermediários entre sua vontade e aqueles que estavam no plano físico.

Às vezes, nossa lealdade é testada e aquela havia sido a vez de Presente ser testada, mas não por seus pares. Parecia que a própria Gaia desejava testar a fidelidade da jovem a Nação Garou, que queria ver o quão valente poderia ser aquela dama que era educada para agir, também, como Sacerdotisa, afinal as mulheres possuíam alto prestigio na religião druídica tão comum aos povos celtas que foram prontamente acolhidos pelos Fianna. As mulheres haviam herdado o dom da fertilidade e da vida, tão sagrado para eles, e serviam a vontade de Gaia, que chamavam apenas de Deusa Mãe ou Grande Deusa. Mas as revelações da vontade da Celestina não vinham fáceis e por vezes cobravam o seu preço em sangue.

Na pequena aldeia a vinte ou trinta quilômetros a norte do Caern, uma besta vinha caçando e estilhaçando vitimas. Sangue e restos mortais eram as únicas coisas que ficavam para contar a história e ninguém possuía mais a coragem ou a força para tentar socorrer suas vitimas na madrugada, quando eram levadas. Esse terror ocorria pelo menos uma vez a cada quinze dias, diminuindo a quantia de pessoas jovens disponíveis na aldeia. Caçadores e homens jovens eram as vitimas preferidas, deixando o lugar cada vez mais desprotegido. Em meio a um dos ataques, uma vitima conseguira escapar das garras de seu predador e revelara aos aldeãos que eram uma dupla de seres horripilantes e com aparência demoníaca.




Seus relatos atraíram a atenção de um Feiticeiro que viajava pela região e, por meio deste, a situação da vila chegou aos ouvidos de Presente de Gaia. Apesar da proibição de seu pai e todos os conselhos que recebera, a donzela partira de madrugada rumo ao lar daqueles seres maculados pela Wyrm. Com apenas um cavalo baio e com apenas uma pequena faca de prata, cavalgava horas a fio, com bolhas se formando nas cochas e mãos, estourando e causando mais dor e sofrimento a jovem.

Quando chegou ao pequeno vilarejo, quase incapaz de descer do cavalo sozinha, estava fraca e adoecendo, todavia recusava-se a desistir do achava ser a vontade de Gaia para si. Cuidada por uma senhora idosa e perita em remédios feitos a base de ervas diversas, recuperava-se bem e ouvi as histórias daquela pequena localidade e sobre o horror que vinham passando nos últimos meses. Não era a única aldeia sendo atacada, sendo apenas a mais afetada por ser menor e menos protegida. Silenciosamente, a Parente jurara que livraria aquelas pessoas do mal que afligia o lugar e restauraria a paz daquelas pessoas.

Mas mesmo com sua fé e determinação, a garota não era páreo para vampiros e estava fadada a fracassar. Quando seu amado chegara ao lugar, ela já engasgava com o próprio sangue, próxima a morde. Entregou-lhe a faca que trazia consigo e implorou ao seu amante que livrasse aquele povo da morte certa e torturante. Enraivecido, o theurge e sua matilha enfrentaram os algozes da iniciada com determinação. A perseguição deveria ser rápida, eles haviam pensado, todavia os vampiros vinham se mostrando mais sagasses do que haviam suposto e usavam todas as artimanhas que podiam.

Naquele jogo de gato e rato com os dois sanguessugas parecendo levar a melhor, o anseio por trazer àquela vila a paz que custara a vida de uma das suas era uma das motivações que guiava o grupo. Seus conhecimentos de sobrevivência e Furtividade precisavam se unir as técnicas de luta e guerrilha, a conhecimentos mundanos e a única vantagem que realmente existia no momento: a incapacidade dos vampiros de andar a luz do astro-rei. Procuravam-nos o máximo que podiam tanto a noite quando de dia, descansando poucas horas e se revezando na guarda. A vantagem do ritmo frenético que os perseguiam e os momentos de “trégua” e guerrilha fora a não alimentação dos vampiros combinada ao cessar dos ataques às vilas da região – os vampiros tinham dificuldade para caçarem com garous os perseguindo todo o tempo – e assim seus oponentes lentamente começaram a cometer falhas e enfraquecer.

Claro que aquilo não havia facilitado no combate derradeiro contra os inimigos mais antigos dos garou. Apesar de terem ouvido falar apenas de dois, descobriram se tratar de um pequeno grupo com pelo menos cinco vampiros ainda “vivos”. A luta dividia-se em momentos de mais pura brutalidade seguidos com momentos de uma fria analise do campo de batalha. A terra bebia o sangue de ambos os lados e parecia que tudo iria ir contra os guerreiros de Gaia, já cansados e fragilizados pela marcha forçada, dias seguidos de descanso insuficiente e refeições ruins, quando com um último raio de esperança – e um pouco de influência sobrenatural – haviam empurrado a batalha para uma área com a vegetação menos densa. Isso facilitava um pouco, pois o alvorecer se aproximava, mas apenas naquele momento que ouviram um uivo longo. Um sinal de guerra, uma promessa de apoio naquela luta.

Uma segunda matilha de lobisomens havia ouvido falar dos vampiros e partira para ajudar, mesmo que fossem de tribos atualmente em “guerra”. Fora uma das poucas vezes que Crias de Fenrir e Fianna se uniram durante seu enfrentamento para enfrentar oponentes em comum sem provocações ou quaisquer sinais de animosidade entre eles. Juntos, os herdeiros do lobo nórdico e os lobisomens com um pezinho no povo belo derrotaram os vampiros, mas não sem perdas e ferimentos. Ainda sim, os agentes da Wyrm haviam sido derrotados e a região estava livre da influencia nefasta da espiral negra... Por um tempo.

O corpo da loira já havia sido enterrado quando retornaram a vila para informar que o seu terror já havia sido eliminado. Mesmo que quisesse levar o corpo para a família, Olhos da Alma sabia que seria melhor deixa-los com a lembrança de uma garota alegre e bela, deixando a real aparência desfigurada que as garras dos vampiros haviam feito escondida daqueles que a amavam. O único pedido que fizera era que enterrassem junto aquela adaga com um bilhete envolvido escrito “permanecerás sempre em meu coração” escrito.

Anos após, foi construída em cima de seu tumulo a abadia de Muckross, em Killarney. No subsolo, onde seu caixão era mantido, havia um memorando contando a história de sacrifico da donzela para proteger desconhecidos em nome de sua fé. Junto da Parente, foi enterrada a faca de prata e até hoje esta jaz junto ao corpo."



Após contar a história a ele, sequei as mãos nervosa para aguardar seu veredito acerca do que havia proferido. Partes da história haviam sido modificadas, para deixa-la um pouco mais poética e menos sanguinária. Não era preciso contar algumas partes sombrias demais também, pois não era esse o intuito daquele conto. Mais uma vez limpando a garganta, falei baixo - quase que apenas pra mim.

Nunca conseguiram achar realmente a suposta faca... Ou se os garous da história realmente existiram. Mesmo rivais podem se aliar em momentos de necessidade para lutar por algo maior e todos possuem seus papeis contra aqueles que visam destruir tudo indiscriminadamente.

Quase acreditei que falava comigo mesma quando terminei, mas provavelmente havia sido ouvida pelo maior. A 'reflexão' era algo pessoal, fruto de noites que não havia conseguido dormir direito e ficara pensando em coisas aleatórias. E graças a isso tivera algo para contar e talvez obter o que precisava. Respirando fundo, procurei os olhos de Gathumar para falar com o máximo de calma que podia expressar no momento.

Posso contar-lhe mais contos e histórias, se desejar.
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Re: Beyound Two Souls - Myrella Von Horn

Mensagem por Black Thief em Qua Jun 06, 2018 8:16 pm

Trilha Sonora:

Myrella rapidamente pensava em uma estória da qual se recordava de sua época de Parente. A filhote lembrava-se dos contos que sua família contava de épocas passadas em que a Guerra era mais entre os próprios Garou do que contra a Wyrm em si, tempos negros que contribuíram para o rumo em que a Telluriam se encontra hoje, porém, ainda assim eram tempos gloriosos e os Galliards sabiam como dar vida à ele.

A Filhote usava suas melhores palavras que rapidamente lhe viam à mente de ultima hora e com maestria ela juntava com o pouco de arte que tinha dentro si. Inicialmente, Gathumar continuava a mastigar as pedras fazendo um som de rochas se partindo que novamente, era dificil qualquer um ouvi qualquer coisa com aquele som irritante, porém, à medida que Myrella ia se profundando, rapidamente Gathumar ia lerdando o mascar das pedras em sua boca, até que ele sessava por completo e os olhos do gigante estavam completamente vidrados em Myrella. Ele estava bem atento, cada palavra de Myrella Gathumar parecia fazer questão de ouvir como uma criança escuta um adulto contar uma estória para dormir.

Ao final da narrativa de Myrella, Gathumar ficava um pouco em silêncio, ele olhava para cima e voltava a mascar as rochas e logo ele torna para Myrella:

- Bom... Muito bom... Seu conto foi muito digno! Uma tragédia que muitos do seu povo conseguiriam se identificar. Sim... Conseguiriam sim. Myrella Von Horn, sua passagem está liberada! Seu próximo desafio a espera!

Rolagem:
Myrella rolou 4 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Raciocinio + Expressão e obteve: 6 6 2 10
Myrella obteve 3 sucessos!
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Re: Beyound Two Souls - Myrella Von Horn

Mensagem por Freya em Qua Jun 06, 2018 9:19 pm

Eu percebi a mudança na postura de meu desafiante demonstrou que na verdade estava sim conseguindo atrair e conquistar sua atenção. Não era a melhor história do universo, mas havia sido contata com tamanha paixão que creio ter convencido-o de que era capaz. Fiz uma breve mesura para o gigante conforme ele falava, sorrindo de forma larga para ele. Quase por reflexo, olhei ao redor para conferir se estava tudo "ok" antes de dirigir-me a ele.

Gathumar escreveu:- Bom... Muito bom... Seu conto foi muito digno! Uma tragédia que muitos do seu povo conseguiriam se identificar. Sim... Conseguiriam sim. Myrella Von Horn, sua passagem está liberada! Seu próximo desafio a espera!

Obrigada, Guthamar. — Agradeci quando ele me liberou a passagem. Apesar de ser um teste e, aparentemente, ter obtido sucesso, sabia ser educado agradecer elogios. Além disso, o guardião era um espirito e devia demonstrar respeito a eles. — Desejo que não ocorra nenhum problema a vós.

Após proferir tais palavra, mais uma reverencia e entrei na caverna atentamente. Pisquei os olhos algumas vezes, antes de analisar o lugar em que me encontrava e verificar que nada e nem ninguém estava tentando me pegar por trás. Se não fosse o caso, seguiria em frente devagar. Na forma humana, meus sentidos não eram tão apurados, mas estava confiando neles para me alertar de qualquer coisa errada enquanto procurava no chão e teto sinais que poderia ocorrer algum deslizamento ou ter algum buraco no chão. Ou qualquer coisa nesse sentido. Se nada ou ninguém interrompesse meu caminho ou o impedisse de qualquer forma, seguiria até o próximo desafio normalmente.
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Re: Beyound Two Souls - Myrella Von Horn

Mensagem por Black Thief em Qua Jun 06, 2018 10:04 pm

Nova Trilha Sonora:

Myrella cumprimentava Guathamar e logo ele a cumprimentava de volta e assim a filhote adentrava à caverna de forma cautelosa. Logo ela ia entrando e já via que a mesma não era um local escuro. Definitivamente era um local até agradável, e misterioso mas ainda um pouco assustador. Ela via a cabeça de um gigante enraizado no meio da vegetação, mas como Gathamur, ele parecia ser uma arquitetura, talvez uma ruína.

Local:

Logo ao dar o primeiro passo, Myrella sentia um pequeno tremor e logo olhava para tras e via que a entrada pela qual havia passado se fechava rapidamente como uma espécie de mecanismo. Talvez fosse a propria caverna, talvez fosse Gathumar, mas fato é que agora ela estava impedida de voltar por aquele caminho. O colar continuava a apontar a direção com sua ponta de pena artesanal. Como uma bussola, ele dava à Myrella o caminho que ela devia seguir e ela então nada podia fazer além de seguir em frente. No caminho, ao passar ao lado da cabeça do gigante, ela logo via que o mesmo abria seus olhos gigantescos de pedra e a observava. Diferente de Gathumar, ele nada falava, nem se mexia além dos olhos, apenas observava Myrella que mesmo que tentasse falar qualquer coisa com a cabeça do gigante, não teria resposta alguma e nada lhe restaria além de seguir em frente.

Ela percorria em direção a um caminho que emanava a luz do Hélios, ela passava por rochedos, voltava passar por uma parte coberta onde não havia luz, porém o colar carregado com sua energia espiritual servia bem de tocha naquele bréu permitindo que ela enchergasse bem seus obstáculos. Myrella teve que subir pedras, pular pequenos morros, pular entre pequenos corregos de uma fraca água corrente que subia até pouco acima de seus calcanhares. Ela percorria mais alguns quilômetros de caverna, via as imensas estalactites que se caíssem poderiam muito esmagá-la como uma mão forte esmaga um pão de forma, mas felizmente não parecia haver nenhum tipo de instabilidade naquela caverna. Myrella então passava por uma espécie de precipício onde via ao lado de baixo um espécie de forte em ruínas em volta de um fosso.

Local:

Parecia que havia lá, algum tipo de história a ser contada, certamente aquele local já fora habitado antes e Myrella questionou-se o que poderia encontrar lá dentro? Se haveriam registros de sua família, espíritos que morassem por lá ou quem sabe... Fetiches guardados? Myrella por mais que soubesse que não podia desviar de seu caminho, deixava sua curiosidade vencer seu bom senso e pensava que a Rosa de Bastião não iria a lugar algum e Morgana não dera nenhuma espécie de prazo para que a tarefa fosse cumprida, então uma visita àquele local não faria mal de forma alguma.

Myrella analisava o local, era uma longa descida até a água, eram metros e metros de queda, ela olhava para os lados daquele fosso e via que parecia não ter outra forma de entrar lá além de descer, nadar e escalar até uma das aberturas, ou escalar o muro pelas laterais até chegar a uma parte próxima o suficiente para saltar e tentar se agarrar nos rochedos do forte e então sim escalar até uma das entradas.

Rolagem:
Myrella rolou 3 dados de 10 lados com dificuldade 8 para Curiosidade e obteve: 6 6 3 Myrella não obteve sucesso!
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Re: Beyound Two Souls - Myrella Von Horn

Mensagem por Freya em Dom Jun 10, 2018 8:59 pm

Tudo parecia perfeitamente sobre controle no começo, após minha passagem. Claro, a face me observando e que não respondia a nada ainda era assustadora. Caminhei mais apressada do que normalmente faria para sair do alcance de seus olhos e, quando pareceu-me ter saído de seu campo de visão, voltei a andar mais devagar. E fiquei feliz do pingente que energizara servir como uma lanterna, pois em muitos locais não conseguia ver nem um palmo a frente do nariz sem ele. Tudo ia muito calmo, tranquilo e me tornava quase uma filhote toda serelepe até encontrar meu principal ponto fraco: algo que atiçava minha curiosidade. Tentei me conter, evitar ir, mas antes que a razão realmente tomasse o lugar e me impedisse de desviar do caminho já estava abaixada na beirada procurando espaços para apoiar as mãos e pés. Sim, eu iria descer até ser seguro pular, então iria nadar até as ruínas, escalar e entrar. Poderia encontrar algo dos Fianna lá dentro, não é?! Ou até algo que nem fosse da tribo, mas pertencesse a Nação Garou e estivesse perdido a muito tempo. Na pior das hipóteses, porém, poderia contar alguma história interessante sobre aquele lugar, talvez.

Antes de iniciar a descida, porém, coloquei o pingente no pescoço e coloquei-o dentro das roupas, deixando-o o mais justo e presso possível ao meu corpo para não perde-lo ao cair na água. Se tudo desse certo, poderia muito em breve regressar minha busca e precisaria que o objeto estivesse em minha posse.
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Re: Beyound Two Souls - Myrella Von Horn

Mensagem por Black Thief em Dom Jun 10, 2018 10:31 pm

Trilha Sonora:

Myrella tentava pensar em uma forma de poder chegar àquele forte da forma mais segura possível. Definitivamente não havia uma forma 100% segura, porém, como uma futura guerreira de Gaia, este era um perigo que seria considerado fácil que se comparado com os próximos perigos como uma verdadeira Fianna.

Myrella olhou para baixo e viu que era definitivamente muito alto, certamente ela teria de descer muito e se caísse, não saberia o que poderia acontecer. Ela guardava o amuleto de forma segura, e conforme à vontade da usuária, o mesmo havia se silenciado embaixo de sua blusa de forma mágica. Ela punha os primeiros pés abismo abaixo, ela não era definitivamente nenhuma esportista, bom, mas agora iria aprender a ser, um passo cauteloso de cada vez. Ela começava a descer, o penhasco era protuberante, tinha brechas em que podia usar para escalar tanto para cima quanto para baixo, e aos poucos Myrella conseguia descer cada vez mais, ela havia descido um pouco, mas certamente ainda faltaria bastante para que Myrella pudesse saltar com segurança na água que era verde e cristalina como uma pedra de jade.

OFF & ROLAGEM:
Myrella rolou 2 dados de 10 lados com dificuldade 4 para Destreza + Esportes e obteve: 5 8
Myrella obteve 2 sucessos!

O penhasco tem cerca de 28 metros de altura. A cada sucesso Myrella consegue escalar para baixo, ou para cima, 1 metro e meio. Sendo assim, como Myrella conseguiu 2 sucessos ela já conseguiu escalar 3 metros, e para chegar a uma distância segura para saltar, ela precisa chegar a 23 metros, podendo saltar na água com garantia de segurança de que não irá se esborrachar em algo.

Uma falha significa que Myrella não conseguiu avançar, e poderá tentar novamente com o acréscimo de 1 de dificuldade. Ao passar no teste a dificuldade volta à original, que é 4. Uma falha crítica significa uma queda e Myrella pode sofrer dano devido à ela.

Como este é um teste bem prolongado, o ideal é que eu e a jogadora façamos esses testes acompanhados por whats app, assim poderemos determinar em qual ponto, ou não, a personagem desiste, tenta fazer outra ação ou usará ponto de força de vontade ou sua "Fúria" para avançar mais. A qualquer momento a personagem pode gastar 1 ponto de FDV para forçar novamente seu bom senso e desistir da ideia, mas terá que escalar novamente para cima a fim de voltar o caminho.

Vale ressaltar, Freya, que eu mudei a regra do 1 por uma regra que o Crios utiliza. O 1 volta a retirar sucesso, porém, da mesma forma, o 10 vai te garantir 2 sucessos, e caso você caso você tiver a especialização adequada ao teste, terá os 2 sucessos E a rerolagem, que não terá a regra do 1 aplicada, nem a do 10.

Quando você puder me chame pelo whats e vamos fazer os testes juntos.
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