Renascer no Inverno

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Re: Renascer no Inverno

Mensagem por GAIA em Qua Mar 29, 2017 5:25 pm

Khamaseen acordou assustado ouvindo todos aqueles estalos e grunhidos tão subitamente que seu coração parecia que ia explodir, precisava agir rápido. Saiu da cabana e foi pra cima da criatura com toda sua raiva.

1 Fúria para ato reflexo - Crinos
Ação normal: Encontrão

OFF:
Curti a música Crios
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Re: Renascer no Inverno

Mensagem por GAIA em Qua Mar 29, 2017 5:25 pm

O barulho desperta Luke, que levanta prontamente ao se deparar com a cena.

* Ruge ferozmente e chuta a porta do abrigo*
*Corre em direção ao flanco da criatura*

Ação normal: Dom - Resistência a Dor (1 FV)
Ação extra: Garras (1 Fúria)
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Re: Renascer no Inverno

Mensagem por GAIA em Qua Mar 29, 2017 5:29 pm


Lua escreveu:"-Bem, aquí nos despedimos. – disse Ahmed “Sol na Estrada” ElFatih, o peregrino silencioso impuro que as guiara até ali. -Bem, aquí nos despedimos. – disse Ahmed “Sol na Estrada” ElFatih, o peregrino silencioso impuro que as guiara até ali. "


O caminho havia sido longo e cansativo. Valkyria e a Theurge Rosenstock estavam no Cazaquistão, um lugar coberto pela neve branca e mortal. Valkyria varria o campo com olhos tão gelados quanto aquele ambiente prestando atenção em tudo à sua volta. Estavam novamente em infiltração, dessa vez para concluir aquela missão que foi um fracasso completo por detalhes que não tinham tanta relevância e podiam ser contornados se Freya não tivesse estragado tudo, como de costume.

A Garou olhou suas mãos e delas garras brotaram... Ela observou por breves instantes aquelas armas letais que já havia aprendido como usar graças à Lobo-Cinzento, eram sua melhor defesa e o seu melhor ataque, e também a maior chance de conseguir comida naquele lugar... E quando olhava aquelas garras ela se lembrava de Freya e como queria poder utilizar aquelas garras naquele peso morto que era sua contraparte. Ela se lembrava daquele dia ridículo...

Freya havia ficado nervosa os guardas da fronteira juntaram A + B e foi fácil deduzir que tudo aquilo era falso... Foi deportada e durante todo o caminho Valkyria se remoía de raiva... Toda vez que Freya olhava para um espelho, toda vez que ela ficava um minuto em silêncio, Valkyria fazia questão de dizer que ela havia estragado tudo. Na verdade naquele momento Valkyria estava tentando assumir, mas Freya não deixava, queria provar alguma coisa e tudo o que provou era a besta sem cérebro que era. Quando Havia chegado à Mudança das Estações foi a ultima vez que discutiram e Valkyria havia dado um poderoso soco naquela garotinha mimada e agora estava ela na posição que devia estar, assumindo o controle. Deveria ser assim desde o começo e Valkyria lutaria para que Freya ficasse enterrada nos cantos mais obscuros de sua mente e nunca mais emergisse, era lá que ela devia ficar, uma memória obscura e esquecida, presa pra sempre. Foi Valkyria que tomou a frente e com convicção argumentou que poderia ela mesma fazer aquela missão. Valkyria havia pedido respeitosamente uma segunda chance. Em momento algum Valkyria havia expressado aos seus superiores que culpava Freya pelo fracasso, nem mesmo fez menção alguma do seu desgosto para com aquela menininha mimada, ela tinha de se manter íntegra e imparcial e seus julgamentos só seriam levados em consideração quando provasse seu valor, foi então que ficou sabendo que outro Garou mais experiente estava indo com ela.

Valkyria não sabia o que pensar daquilo, se estavam convencidos de que ela não passaria no ritual sozinha e por isso estavam mandando um apoio ou se de fato esse ritual de passagem/missão era importante demais. Certamente Valkyria levava muito a sério a questão de resgatar aqueles filhotes, como uma futura Presas de Prata ela sentia esse dever de forma sincera e se preocupava com aqueles filhotes e como os levaria de volta, por conta disso não fez menção alguma do seu desgosto de ter "uma ajuda" porque no fundo também entendia que a missão eram mais importante que ela mesma.

Ela retraía suas garras, convencida de que se esforçaria o máximo e conseguiria.

Elas não estavam levando nada para sobreviver, água, comida... Comida não seria um problema... Valkyria caçaria à moda antigo em Lupus, não se importava de mastigar sangue e visceras dos animais, afinal de contas nada mais conseguia satisfazê-la por completo além de carne, comida certamente não seria um problema, agua seria o problema pois os lagos poderiam estar congelados, mas torcia para poderem encontrar água corrente. Em outras palavras sua forma humana era uma completa inutilidade e perda de tempo.


Lua escreveu:-Não se esqueçam de espetar o espinho amuleto por aqui. Eu estarei checando este ponto para ver se vocês regressaram. Adeus. – disse Ahmed – Boa sorte e que Gaia as proteja. Ah, e procurem ser rápidas. Sinto um ambiente estranho, acho que vem uma nevasca por aí…


Valkyria olhou brevemente para Sol na Estrada, lembrava-se muito bem do cheiro de dois dos filhotes que serviriam para ser rastreados, mas aquela neve e a tempestade que estava vindo poderia muito dificultar tudo, mas não tinham muita escolha, teriam que, provavelmente encontrar um abrigo primeiro, depois caçá-los. É mais difícil caçar filhotes congelado do que com pouco rastro olfativo, ou nenhum. Todavia talvez pudessem ter sorte e encontrá-los antes, mas não contava com isso.

Silenciosamente Freya retirava o espinho que Sol Na Estrada havia comentado e já o instalava num fácil ponto referencial daquela área, tal como fora orientada, deixou um pouco escondido para não ser visto por mais ninguém. A visão daquele objeto poderia ser inútil, visto que seria uma ligação espiritual que as acharia o caminho de volta, tal como Teseu e o Minotauro. Após isso a ruiva Rosenstock logo falava e Valkyria a encarava com seu olhar frio natural.


Crios escreveu:"-Se vamos fazer isso juntas, seria bom nos conhecer antes não? –Katerine solta um sorriso meigo-"


- Acredito que sim...


Crios escreveu:-Se vamos fazer isso juntas, seria bom nos conhecer antes não? –Katerine solta um sorriso meigo- Ainda não fomos devidamente apresentadas. Meu nome é Katerine Regan Rosenstock, o Desabrochar do Inverno. Mas ignore meus sobrenomes. Meu sangue puro pouco valera por aqui. Eu apenas espero usar isso ao nosso favor para convencer os outros filhotes a coperarem, caso estejam se matando. Sou uma Cliath Uktena, apesar de ter sangue puro, jeito, e convívio dos Fianna.–Ela solta uma pequena risada ingênua -

Ela espera pela resposta.

Valkyria não conseguia se impressionar com o sobrenome de Desabrochar do Inverno, na verdade por ignorância, afinal ela não tinha suas memórias e nada sabia sobre a família Rosenstock mas pelo jeito, parecia ser uma familia muito importante.

- Então acho que seu nome e minha aparência serão armas formidáveis juntas.

Valkyria não se referia a ser uma linda jovem, o que de fato era, mas sim seus cabelos prateados e seus olhos acinzentados, características fortes de longas e consagradas linhagens de Presas de Prata.

- Sou Valkyria... Não posso dizer o meu sobrenome porque bem... Até segundas ordens eu não tenho um, mas isso é uma história complicada, mais conveniente para outra hora. Sou uma Phillodox, e sobre o a minha tribo... Bom, a senhorita já sabe...


Crios escreveu:E após isso, diz com um sorriso amigavle no rosto:

-Bem. Antes de mais nada, é importante deixarmos claro a questão de liderança nesta missão. Teoricamente, você ainda é uma filhote, e por isso você de me deveria obediência nessa missão, blablalba e mimimi. Mas cá entre nós? Não esquenta a cabeça com isso. Este aqui, é o SEU, ritual de passagem. Sei como isso é importante. Por isso, estou aqui para auxiliar. Então me deixe a par caso tenha alguma duvida ou necessidade. Não gosto de ficar jogando títulos e linhagem como se você me devesse algo. Apenas peço respeito. Então sobre liderança, eu assumo, mas não encare isso de forma tão séria. Estamos juntas com o mesmo objetivo. Certo? Então. Posso contar com sua cooperação? Temos filhotes para salvar.


- Com todo o respeito, srta Rosenstock, se eu liderasse seria uma burrice tremenda, visto que sou ausente de toda experiência e o meu ritual de passagem é apenas uma conveniência para uma missão mais importante que a mim mesma. Se me permite, encararei isso como uma missão que deve ser, acima de tudo cumprida, dando menos vazão a provar-me e mais ênfase no objetivo. Sendo assim não se preocupe com minha posição moral nesta empreitada. A missão é mais importante que o meu ritual e farei tudo ao meu alcance para ser o mais útil possível à srta.

Valkyria não estava dando moral à titulos como a própria Desabrochar do Inverno tinha citado anteriormente e sim para o que era mais sábio e certeiro: a voz da experiência. Acreditava que antes poder liderar, devia aprender a ser liderada, uma disciplina básica que ela tinha como dogma. Não se tratava de ter um título, nem mesmo de ser reconhecida e conquistar o que era esperado que ela conquistasse, se tratava de que coisas devem ser feitas e se havia alguém ali que obviamente saberia fazer melhor que ela, Valkyria não tinha medo ou receio algum de admitir e deixar que a voz da razão cumpra seu papel.


Crios escreveu:Após esse primeiro dialogo, Katerine fala olhando para o horizonte:
-Vamos deixar para se conhecer melhor no caminho, agora temos pouco tempo. Essa tempestade do inferno, vai atrapalhar bastante as coisas para acharmos os filhotes. Eu Acredito que a melhor chance que temos de acha-los, é entrar em forma lupina, achar o rastro deles, ao menos a direção em que eles estão seguindo.


- De acordo. Vamos ficar atentas à uma possível toca, acho que em todo caso conseguiremos cavar um abrigo como lobos melhor do que construiríamos um com troncos e folhas em duas pernas. Se começar a ficar frio demais acho que será melhor continuarmos em Hispo, nossos sentidos vão diminuir mas teremos mais resistência para aguentar o frio.

Se Desabrochar do Inverno fosse contra o plano ou não elas discutiriam no caminho, por agora Valkyria começava a se transformar em sua forma de Lupus e começaria a farejar se sentiria o cheiro de algum dos dois filhotes no ar, caso não começaria a procurar por possíveis pegadas e se achasse pegadas as farejaria para ter certeza de que se traria de um dos filhotes, caso também não fosse veria as opção de Desabrochar do Inverno, caso ela estivesse sem ideias teria que arquitetar outra coisa.
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Re: Renascer no Inverno

Mensagem por GAIA em Qua Mar 29, 2017 5:30 pm

Khamaseen, Lucian e Luke:
O som dos troncos sendo arrancados, o vento silvante e os urros da criatura despertaram Luke, que prontamente levantou-se dentro da cabana, rompendo parte do teto com sua enorme estatura em crinos.

Rugindo ferozmente, chutou a porta improvisada, mandando para longe a madeira e o monte de neve que se acumulara sobre ela.

Saíndo, deparou-se com o monstro. Apesar da escuridão e da neve, identicou um ser humanóide de uns 2,7 metros, com o corpo totalmente coberto de pelos castanhos e feições grotescas, que lembravam um híbrido de homem e macaco.

A criatura não deteve sua ação destrutiva.

A fúria de Luke queimava em seu sangue e ele evocou sua força de vontade para ignorar qualquer dor que viesse a sentir (resistência a dor ativado).

Antes que o monstro pudesse reagir, Luke atacou-o, enterrando as garras no flanco peludo da criatura. O dano foi grande mas Luke viu que aquele estranho pôde regenerar-se ao menos em parte.

(dano da criatura: 3 níveis agravado).

Khamaseen deixara a cabana e vinha correndo em crinos na direção do monstro, com a intenção de derrubá-lo com um encontrão.  A neve dificultava a movimentação de ambos mas Khamaseen conseguiu empurrar a criatura, que desequilibrou-se de um modo terrível, o que maximizou o efeito do golpe. O monstro desmoronou, afundando-se na neve. Novamente absorveu o dano mas, caído, tornou-se um alvo fácil para o ataque de Lucian, que lançou-se sobre ele, em crinos.

Lucian rasgou o peito da criatura com suas garras. O sangue escorreu profusamente ao redor do monstro caído, tingindo a neve de vermelho vivo.

Mesmo duramente ferido, o ser reagiu. Esticou os braços compridos tentando alcançar o pescoço de Lucian para engalfinhar-se e aplicar-lhe uma chave.

Transbordava de um ódio infinito. Na fração de segundos em que miraram seus olhos de aspecto humano, Khamaseen teve a sensação de que aquele ser atormentado era controlado por uma força interior, alheia a ele; já Luke sentiu o contrário, que a criatura era intrinsicamente má.  Lucian só notou o ataque iminente e o frio que voltava a enregelar sua carne.


Ação da criatura: engalfinhar Lucian.
Ordem de iniciativa e de postagem: mesma do post anterior.
Sobre a ausência de rolagem, vejam off.

Gastos
Luke: 1 FU e 1 FV
Khamaseen: 1 FU
Lucian: 1 FU.

Katerine e Valkyria:
Vakyria instalou o fetiche de modo adequado. Depois ela e Katherine entabularam uma conversa, apresentando-se e determinando a liderança, que ficou a cargo da cliath Katherine.


Crios escreveu:Após esse primeiro dialogo, Katerine fala olhando para o horizonte:
-Vamos deixar para se conhecer melhor no caminho, agora temos pouco tempo. Essa tempestade do inferno, vai atrapalhar bastante as coisas para acharmos os filhotes. Eu Acredito que a melhor chance que temos de acha-los, é entrar em forma lupina, achar o rastro deles, ao menos a direção em que eles estão seguindo.


Black Thief escreveu:- De acordo. Vamos ficar atentas à uma possível toca, acho que em todo caso conseguiremos cavar um abrigo como lobos melhor do que construiríamos um com troncos e folhas em duas pernas. Se começar a ficar frio demais acho que será melhor continuarmos em Hispo, nossos sentidos vão diminuir mas teremos mais resistência para aguentar o frio.

Se Desabrochar do Inverno fosse contra o plano ou não elas discutiriam no caminho, por agora Valkyria começava a se transformar em sua forma de Lupus e começaria a farejar se sentiria o cheiro de algum dos dois filhotes no ar, caso não começaria a procurar por possíveis pegadas e se achasse pegadas as farejaria para ter certeza de que se traria de um dos filhotes, caso também não fosse veria as opção de Desabrochar do Inverno, caso ela estivesse sem ideias teria que arquitetar outra coisa.


Rolagem:
Valkyria rolou 5 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Transformar-se e obteve: 1 9 7 6 9 
Valkyria obteve 3 sucessos!

Vakyria só conseguiu ir crinos. Katerine ainda estava em hominídeo.

Então um vento frio e cortante soprou. Ahmed não se equivocara, uma tempestade de neve se aproximava. O tempo se esgotava, elas tinham que agir.

Off:
Crios, você declarou a intenção mas não o ato da mudança. Black, como você não pediu para dividir a parada, considerei a transformação como sua ação, deixando o farejar para depois. As interpretações estão excelentes mas não se esqueçam de deixar claros os movimentos do jogo Wink .
Para marcar as mudanças de personalidade vou me referir à personagem como Valkyria ou Freya, conforme o caso.
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Re: Renascer no Inverno

Mensagem por Crios em Qui Mar 30, 2017 1:38 am

- Com todo o respeito, srta Rosenstock, se eu liderasse seria uma burrice tremenda, visto que sou ausente de toda experiência e o meu ritual de passagem é apenas uma conveniência para uma missão mais importante que a mim mesma. Se me permite, encararei isso como uma missão que deve ser, acima de tudo cumprida, dando menos vazão a provar-me e mais ênfase no objetivo. Sendo assim não se preocupe com minha posição moral nesta empreitada. A missão é mais importante que o meu ritual e farei tudo ao meu alcance para ser o mais útil possível à srta.

Katerine vê a declração de Valkyria com atenção. É uma filhote bem disciplinada. E por mais que Katerine não se importe muito com títulos, é bom ser respeitada, e estar no comando das coisas. Sabe que a questão dos postos são muito importantes para a sociedade garou, a aprecia o fato de Valkyria ser tão disciplinada. Isso é bom. Evitará conflitos futuros. A ordem, estava instaurada. Por isso, a atitude de Valkyria agradou a Rosenstock. A situação em si já é delicada demais. Qualquer coisa que possa as tirar de seu foco, é um problema em potencial. E o caos, é tudo o que Katerine não quer. Tendo isso em mente, Katerine diz, olhando profundamente nos olhos de Valkyria:


-Certo. Estamos de acordo. Estamos em uma situação muito delicada. Vamos conversar mais tarde. Se precisar falar algo, me avise.

Por agora Valkyria começava a se transformar em sua forma de Lupus e começaria a farejar se sentiria o cheiro de algum dos dois filhotes no ar, caso não começaria a procurar por possíveis pegadas e se achasse pegadas as farejaria para ter certeza de que se traria de um dos filhotes, caso também não fosse veria as opção de Desabrochar do Inverno, caso ela estivesse sem ideias teria que arquitetar outra coisa.

Em seguida. Katerine se vira para o horizonte. Se lembrava do cheiro da roupa dos filhotes. Se concentrava naquilo por alguns instantes. Ela Fecha os olhos. Suspira, e se prepara para canalizar sua fúria. Não tinha tempo a perder com transformação. Ela nunca foi boa nisso. Por isso, ela agora, começa a canalizar sua fúria, pois sabe que com o poder da fúria, ela pouparia tempo. Para deixar sua besta interior tomar mais seu controle, Katerine corre. Como um predador que avança na direção da presa. Sua feição muda completamente. De uma ruiva, amável, e delicada. Agora, A garou mostrava seus dentes, com a raiva primordial guardada no fundo de seu ser. Ela sai em completa disparada no meio da neve, e da um salto, como um ataque. Durante toda a subida, os pelos começam a crescer, a musculatura muda Sua roupa, já dedicada, começa a se fundir com a pele, e da espaço para a pelagem crescer. No ponto mais alto de seu salto, a transformação é completada, e ela pisa no chão, agora com as 4 patas. Vira seu rosto novamente para o horizonte, e da um uivo de vitória.

Canalizar a fúria fazia Katerine se sentir viva. Mais viva do que jamais foi. Passar por essa experiência é ótima. Por isso o uivo, ele expressa a sensação de revigoramento, e disposição da uktena. Ela estava pronta.
Já transformada, ela começa a farejar. Tinha tempo até que a tempestade viesse para ferrar com tudo. Era pouco tempo, sim, mas minutos preciosos. Mais calma, o coração lupino começa a bater mais lentamente. Era hora de se concentrar, não poderia perder este cheiro mas nem a pau. Atenção total agora, cada indicio de onde possam estar os filhotes, pode ser a diferença entre entre ficar aqui congelando, e acha-los mais rapidamente. Ela começa a investigar. Olha para qualquer indicio de passagem dos filhotes, cheira, olha, escuta, sente.



Off: Basicamente. Gastei 1 pt de fúria para me transformar imediatamente. e um ponto de força de vontade para me garantir um sucesso automático no teste para investigar a localização dos filhotes. Acho que esse teste é um tanto quanto vital, e não há muito tempo a perder.


Última edição por Crios em Qui Abr 06, 2017 12:21 am, editado 1 vez(es)
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Re: Renascer no Inverno

Mensagem por Lucian Laycan em Sab Abr 01, 2017 4:16 am

Ao perceber o ato da criatura, tento me esquivar recuando meu corpo.

Off: Desculpem mesmo, mas não to podendo postar, pois to voltando a Itália, ai ta bem corrido.

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Re: Renascer no Inverno

Mensagem por Black Thief em Sab Abr 01, 2017 9:49 am

Valkyria começava a se transformar, suas garras começavam a crescer juntamente a todo o seu corpo que junto às roupas aumentava de tamanho tornando uma aberração alta cheia de pelos brancos e feições monstruosas, seu corpo continuava a aumentar e aumentar mas a lentidão daquela transformação estava irritando Valkirya que se segurou para não soltar um rosnado de raiva... Assim, com a raiva já facilmente acessada pela falta de paciência e o frio que começava a aumentar em questão de segundos, a Garou se apressava com o fogo da Fúria acelerando mais aquela sua transformação tornando-a um enorme lobo semi bípede e logo um lobo branco completo.

Logo quando termina a sua transformação via Rosenstock subir num morro em velocidade, Valkyria a acompanhou rapidamente imaginando que a Garou havia achado alguma coisa até que simplesmente ela se põe a exibir sua gloria uivando para o horizonte... Aquilo foi um balde de água fria em Valkyria que pensou que Rosenstock tinha logo achado algo útil, mas apenas levantou um uivo, uivo esse que Valkyria se perguntou se não ajudaria os donos do território, sejam espiritos, Garous ou parentes a serem alertados que invasores estavam por ali...

"Será que essa garota tem algo na cabeça além do rostinho bonito e um titulo que não conquistou?"

Valkyria olhava impassivelmente para a Rosenstock, esperava que o ato de Katerine não tivesse chamado atenção desnecessária e indevida. Tão logo ela terminava tornava para o mais importante, o que deveria ter feito além de ficar chamando atenção para si mesma... Vaidade era uma coisa idiota, desnecessária e abre margens para a própria queda. Valkyria se importava com o frio mortífero que estavam sendo submetidas, era bom já acharem alguma coisa, rápido, tinha que dar tudo de si agora e assim ela ajudava a alfa a conseguir as pistas.

____________________________________

OFF: gasto 1 ponto de fúria para adiantar a transformação e 1 fdv pra teste de captação de pistas.
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Re: Renascer no Inverno

Mensagem por Kurosatsunomori em Sab Abr 01, 2017 6:06 pm

Ao perceber a tentativa da criatura agarrar Lucian, com base na lembrança que teve do momento que corriam em direção ao bosque Khamaseen sabe que resiste melhor que Lucian.
Kham parte pra cima tomando a frente de Lucian

Ação Normal: Incapacitar
1 FU: Engalfinhar-imobilizar
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Re: Renascer no Inverno

Mensagem por Luke Duran em Sab Abr 01, 2017 10:12 pm

Luke ecoava de seu interior um rosnado continuo de fúria. Ao perceber que a criatura esticava os braços à fim de alcançar o pescoço de Lucian:

* Avança mordendo o braço da criatura ferozmente, com uma movimentação rude e agitada *
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Re: Renascer no Inverno

Mensagem por Lua em Ter Abr 04, 2017 5:52 pm

Khamaseen, Lucian e Luke:
Modificadores:
Khamaseen, Lucian e Luke em crinos.
Dano acumulado da criatura: 6 níveis, agravado.

Mesmo duramente ferido, o ser reagiu. Esticou os braços compridos tentando alcançar o pescoço de Lucian para engalfinhar-se e aplicar-lhe uma chave.

Rolagem:
Luke rolou 9 dados de 10 lados com dificuldade 5 para Ataque com Presas e obteve: 9 1 6 1 3 6 10 1 5 
Luke obteve 2 sucessos!

Luke rolou 10 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Dano e obteve: 4 2 7 5 1 6 3 6 10 8 
Luke obteve 5 sucessos! (Rolagens de Dano ignora-se os 1s)

Criatura rolou 7 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Absorver Dano e obteve: 2 5 8 5 9 2 9 
Criatura obteve 3 sucessos! (Rolagens de Absorver Dano ignora-se os 1s)

Dano acumulado criatura: abaixo de incapacitado.

Antes que pudesse fazer qualquer coisa, Luke saltou e agarrou seu braço direito com os dentes. Embora a mordida tivesse sido medíocre, a enorme força do crinos agitando ferozmentemente o braço do monstro com seu focinho foi suficiente para rasgar carne, veias e artérias, espalhando uma quantidade absurda de sangue na neve e na pelagem de ambos, debilitando fortemente a critura.

Rolagem:
Khamaseen rolou 7 dados de 10 lados com dificuldade 5 para Ataque com Presas e obteve: 10 4 3 4 6 6 6 
Khamaseen obteve 4 sucessos!

Khamaseen rolou 8 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Dano e obteve: 5 4 7 6 4 5 10 1 
Khamaseen obteve 3 sucessos! (Rolagens de Dano ignora-se os 1s)

criatura rolou 7 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Absorver Dano e obteve: 9 6 9 3 1 7 2 
criatura obteve 4 sucessos! (Rolagens de Absorver Dano ignora-se os 1s)

Enquanto isso Khamaseen mordia as pernas do monstro, tentando arrancar os tendões. A vítima ainda conseguiu regenerar-se mas foi sua última ação em vida. O dano que Luke havia imposto era tão grande que a criatura dessangrada parou de agitar-se e morreu presa aos dentes de ambos.
No instante em que isso ocorreu, Luke, Khamaseen e Lucian tiveram o vislumbre de algo sutil como plasma abandonando o cadáver e desaparecendo no ar (ou seria na umbra?). Que poderia ser aquilo?

No chão, o corpo da criatura esfriava rapidamente, ao passo que o sangue escorria lento, já sem o impulso do coração.

Surpreendentemente, a coisa mais forte que eles sentiam naquele momento era fome. A agitação do combate, o jejum forçado e o cheiro do sangue fresco fazia com que seus estômagos roncassem e a saliva brotasse em suas bocas.

Amanhecia e o vento já não soprava com tanta força. A nevasca cedia, ao menos temporariamente. O inimigo jazia morto a seus pés.

A urgência, agora, era comer.  

Katerine e Valkyria:
O vento soprava trazendo a ameaça da tempestade iminente.

Katerine viu Valkyria transformar-se em crinos e iniciou sua própria trasnformação. Chamou pelo lobo, correndo e saltando.

Rolagem:
Katerine rolou 3 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Transformação e obteve: 2 7 2 
Katerine obteve 1 sucesso!

Apesar de invocar sua fúria, Katerine ainda não sentia raiva. Logrou sim, ativar seus instintos de predadora através da corrida o suficiente para iniciar sua transformação mas não para levá-la até o desejado lobo.

Enquanto isso, Valkyria usava a frustração da mudança incompleta, a falta de paciência e o incômodo pelo frio crescente para exacerbar sua fúria até conseguir a mudança. Passou a lupino e começou a farejar o ambiente.

Uma lufada de vento agitou os longos cabelos de Katerine, lançando os fios desencontradamente sobre seu rosto. Ainda estava naquela forma inadequada e minutos preciosos se perdiam. Urgia que se transformasse. A experiência da filhote talvez não fosse suficiente para encontrar o rastro. Ou talvez fosse… o que seria embaraçoso, se Katerine não conseguisse mudar.

A raiva e a frustração cresceram dentro da cliath.

Rolagem:
Valkyria rolou 6 dados de 10 lados com dificuldade 8 para Farejar e obteve: 9 3 8 9 9 1 
Valkyria obteve 3 sucessos!
+ 1 sucesso automático. Total: 4 sucessos.

Enquanto isso, Valkyria encontrou a pista! O ar gelado trouxe o cheiro de Luke e Khamaseen, que ela sorveu e reteve com toda a força de seu ser. Tinha um bom rastro a seguir.

Katerine sentiu a fera pular dentro de si como um soco no estômago. A fúria aflorou como um jorro de lava ardente e ela, então, pôde usá-la para transformar-se.

Em lupus, farejou o ar.

Rolagem:
Katerine rolou 5 dados de 10 lados com dificuldade 8 para Farejar e obteve: 10 7 4 1 9 
Katerine obteve 1 sucesso!
+ 1 sucesso automático. Total: 2 sucessos.

Katerine não teve a mesma sorte e os odores chegaram a ela de forma mais sutil. Ainda assim seu empenho foi tão grande que pôde identificar de onde vinham.

Estavam na pista! As duas lobas correram contra o vento frio, na direção de um horizonte cada vez mais escuro e do rastro inconfundível daqueles filhotes.


Off:
- Crios, os pontos de fúria só podem ser usados em momentos de tensão. Apesar da situação ser alarmante (e seu texto caprichado), a tensão da personagem não foi descrita e sua interpretação me pareceu muito mais propícia a chamar o lobo através do instinto primitivo do que pela fúria, por isso fiz a rolagem.

Não me incumbe interpretar as emoções de sua personagem mas como os garous são muito sensíveis ao orgulho e à hierarquia, julguei que qualquer um deles se sentiria nervoso dianto da possibilidade de um garou em posição “inferior” ter êxito e ele não. Então usei essa fagulha e a frustração para motivarem o uso do ponto de fúria, conforme você tinha pedido.

A intenção não era prejudicar sua personagem mas provocar uma melhor interpretação, ponto em que você é forte e pode melhorar ainda mais.

- As rolagens consideraram a forma lupina. Sim, a dificuldade inicial era quase impossível. Parabéns a ambas.


Última edição por Lua em Ter Abr 04, 2017 6:11 pm, editado 2 vez(es) (Razão : inclusão do post para Katerine e Valkyria e organização do post)
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Re: Renascer no Inverno

Mensagem por Lucian Laycan em Ter Abr 04, 2017 5:59 pm

Lucian após conseguir sobreviver, estava angustiado a fome estava fazendo efeito, mas o terror por fazer isso o atormentava, mas sem pensar duas vezes avanço e tento comer um pedaço do monstro.

Off: ainda sem tempo.

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Re: Renascer no Inverno

Mensagem por Kurosatsunomori em Qua Abr 05, 2017 2:24 am

Enquanto isso Khamaseen mordia as pernas do monstro, tentando arrancar os tendões. A vítima ainda conseguiu regenerar-se mas foi sua última ação em vida. O dano que Luke havia imposto era tão grande que a criatura dessangrada parou de agitar-se e morreu presa aos dentes de ambos.
No instante em que isso ocorreu, Luke, Khamaseen e Lucian tiveram o vislumbre de algo sutil como plasma abandonando o cadáver e desaparecendo no ar (ou seria na umbra?). Que poderia ser aquilo?
Khamaseen observou atentamente
Lucian após conseguir sobreviver, estava angustiado a fome estava fazendo efeito, mas o terror por fazer isso o atormentava, mas sem pensar duas vezes avanço e tento comer um pedaço do monstro.
Embora tivesse carne o suficiente pra todos Khamaseen não aprovou a atitude de Lucian.

-- Ei!! -- Kham desfere um tapa na nuca de Lucian com força média -- Por acaso alguém aqui disse "primeiro as damas!?"

Khamaseen não pretendia comer de imediato, nunca foi de se importar com qual tipo de carne estava comendo mas fazer isso poderia destruir a única chance de entender o que havia acontecido, o que seria aquela criatura afinal?

*Se abaixa e examina a criatura cuidadosamente*
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Re: Renascer no Inverno

Mensagem por Luke Duran em Qua Abr 05, 2017 3:27 pm

Luke, Khamaseen e Lucian tiveram o vislumbre de algo sutil como plasma abandonando o cadáver e desaparecendo no ar (ou seria na umbra?).
Enquanto observava aquele vulto saindo daquela criatura, seus ânimos se acalmavam, e sua respiração estava agora mais lenta e pensava:

"Nunca vi isso antes! Será a alma dele ou um espirito da Wyrm ? De qualquer forma, espero no calor do momento não termos matado uma alma inocente"

Mas suas indagações logo foram interrompidas pela fome, aquele aperto no estomago o lembrava que Garous também precisam se alimentar, ainda mais em meio aquele clima gélido.

Embora tivesse carne o suficiente pra todos Khamaseen não aprovou a atitude de Lucian.

-- Ei!! -- Kham desfere um tapa na nuca de Lucian com força média -- Por acaso alguém aqui disse "primeiro as damas!?"

Quando esteve prestes a se inclinar para se alimentar da criatura, presenciou Kham desferindo um tapa na nuca de Lucian que havia sido o primeiro a tomar a atitude de se alimentar.

E *esboçou um sorriso após a cena*
*Olhou para Lucian para ver sua reação e voltou o olhar para Kham*

Enquanto Kham parecia analisar a criatura, Luke *escolhe o pedaço que o parecia mais suculento e abocanha rasgando-lhe a carne e a mastigando* na tentativa de aliviar sua fome.
*Sentia o gosto da carne, e avaliava se realmente parecia boa para ser engolida*
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Re: Renascer no Inverno

Mensagem por Crios em Dom Abr 16, 2017 6:25 am

Era frustrante e humilhante...Ver uma filhote conseguir se transformar melhor...Katerine sempre foi do tipo “humildade sempre. Seja nobre, não seja otaria” mas pelo amor de deus. Algo tão básico, e onde Katerine peca demais. Seus pensamentos a torturavam. Ela ficava pesada com isso. Como ela quer bancar a líder, se mal consegue se transformar? Que tipo de Garou de raça pura ela quer mostrar, se não tem as habilidades básicas de um garou?

A fúria era sentida em seus interior. Estava frustrada, e com o orgulho um pouco tocado. A fúria...O orgulho... . Ela não costuma dar bola para tal coisas, mas, ela forçava isso. Tentava projetar seu orgulho dolorido para ela mesma. Quanto mais matutava tais pensamentos, mais raiva ela sentia. Sim, esse era o objetivo. Ela empurrava esses pensamentos goela abaixo, colocando muita importância nisso, a ponto de poder canalizar de forma correta sua fúria. Fez cara de tonta antes, ao não poder se transformar, E NÃO SERIA AGORA QUE FARIA MERDA DENOVO.

Ela conseguia canalizar sua fúria corretamente agora. Finalmente. Os pelos cresciam, mandíbula aumentava, focinho se criava. E a fúria, florescia.

Katerine é uma Hominídea Raça Pura muito humilde, não costuma ligar para pequenas diferenças. Apesar de todos os Fianna e Uktena da sua família enaltecerem as coisas, Kat, por si, era muito tranquila com tudo e todos. Ela sabia que a força que perdia em transformação, ganhava em outras capacidades. Essas diferenças que fazem uma matilha forte. Katerine tanto sabia disso, que esse foi o pensamento principal para se acalmar. Ela estava certa de suas convicções. Sabia seu valor. O importante, era ter uma matilha unida, e com relações amistosas bem claras. Isso sim faz uma boa matilha. Diferença faz a força, não uma competição para ver quem é melhor numa única coisa. Sua faca estava mais afiada para outro assunto igualmente importante...a Umbra....

A theurge poderia entrar na umbra naquele exato momento, mas deixaria isso para depois. Seria frustrante, além de perda de tempo, caso fosse a umbra buscar pistas do tais filhotes, e não achasse nada, voltasse a terra em meio a uma tempestade de neve. Ficaria sem cheiro e sem pistas. Então por hora, seu objetivo é centrado na busca terrana, para depois, buscar na umbra. Os espíritos poderiam ter respostas agradáveis.


------


Ela acompanhou A Philadox encontrar pistas. Era importante. Então agora, deveriam continuar. Cada minuto ali antes da tempestade, era vital. Depois poderia descansar e tomar um bom relaxante chazinho. Mas agora, era momento de se concentrar.

Ela se aproxima de Valkyria. Ambas seguiam para a mesma direção, mas parece que Freya achou algo mais interessante. Katerine a seguia. E farejava próximo a onde a outra tinha pego pistas.

Ela continuava farejando em meio ao grande nada que seguia. Nada precisava ser dito, ou comentado. Valkyria estava tão decidida a achar aqueles filhotes quanto Katerine. O foco de ambas estava claro. Dificilmente iriam parar. Agora, seguia em frente, farejando e procurando. Logo a neve viria. Ela precisava achar o rastro, antes que chegue a tempestade. Estavam ambas correndo contra o tempo
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Re: Renascer no Inverno

Mensagem por Lua em Ter Abr 18, 2017 10:56 am

Khamaseen, Lucian, Luke:
Modificadores:
Khamaseen, Lucian e Luke em crinos.
Luke: Resistência à Dor ativado.

Lucian após conseguir sobreviver, estava angustiado a fome estava fazendo efeito, mas o terror por fazer isso o atormentava, mas sem pensar duas vezes avanço e tento comer um pedaço do monstro.

-- Ei!! -- Kham desfere um tapa na nuca de Lucian com força média -- Por acaso alguém aqui disse "primeiro as damas!?" (…)
*Se abaixa e examina a criatura cuidadosamente*

Quando esteve prestes a se inclinar para se alimentar da criatura, [Luke] presenciou Kham desferindo um tapa na nuca de Lucian que havia sido o primeiro a tomar a atitude de se alimentar.

E *esboçou um sorriso após a cena*
*Olhou para Lucian para ver sua reação e voltou o olhar para Kham*

Enquanto Kham parecia analisar a criatura, Luke *escolhe o pedaço que o parecia mais suculento e abocanha rasgando-lhe a carne e a mastigando* na tentativa de aliviar sua fome.
*Sentia o gosto da carne, e avaliava se realmente parecia boa para ser engolida*


Rolagens:
Khamaseen rolou 5 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Manobra Especial e obteve: 9 6 2 6 5
Khamaseen obteve 3 sucessos!

Luke rolou 4 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Manobra Especial e obteve: 5 3 10 8
Luke obteve 2 sucessos!

Kham não notou nada estranho na aparência da criatura morta mas sentiu uma forte repulsa espiritual por comer sua carne. Ainda que não pudesse definir a razão, sua gnose indicava que não deveria alimentar-se daquilo.

Enquanto isso, Luke mastigava um pedaço do cadáver. Seu gosto não era ruim, parecia carne de macaco, que uma vez os indígenas de Mato Grosso haviam presenteado a Fonte Fria. Então, enquanto o bocado ainda circulava entre seus dentes, lembrou-se de uma das histórias contadas pelos theurges da seita, sobre espíritos Malditos "cavalgando" animais pacíficos e envenenando sua carne com estranhas doenças. Bastou ver a cara de Khamaseen para confirmar que o que tinha boca era tóxico.

Foi então que uma silhueta grande e colorida surgiu no horizonte. Quando aumentou de tamanho, identificaram um homem corpulento vestido em trajes para neve e segurando um rifle nas mãos.

Quando estava a uns dez metros gritou em russo, sem apontar nem largar o rifle:


- Tranquilos, venho em paz!

Apenas Khamaseen entendeu, pois falava o idioma.  Os demais sentiram um tom amistoso.

O homem se aproximou um pouco mais, caminhando lentamente em direção ao cadáver da criatura e olhando-a com cara de lástima. Não demonstrava nenhum sinal de Delírio ou mesmo medo diante dos crinos.

- Vocês o mataram…. - murmurou para eles, desolado.

Katerine e Valkyria:
Modificadores:
Ambas em lupus


As duas lobas correram contra o vento frio, na direção de um horizonte cada vez mais escuro e do rastro inconfundível daqueles filhotes.


Rolagens:
Katerine rolou 5 dados de 10 lados com dificuldade 8 para Manobra Especial e obteve: 2 8 8 5 6
Katerine obteve 2 sucessos!

Valkyria rolou 6 dados de 10 lados com dificuldade 8 para Manobra Especial e obteve: 9 6 6 10 2 8
Valkyria obteve 3 sucessos!

Valkyria rolou 6 dados de 10 lados com dificuldade 8 para Manobra Especial e obteve: 7 2 10 6 5 5
Valkyria obteve 1 sucesso!

Katerine rolou 5 dados de 10 lados com dificuldade 8 para Manobra Especial e obteve: 4 4 2 3 10
Katerine obteve 1 sucesso!

Katerine rolou 5 dados de 10 lados com dificuldade 8 para Manobra Especial e obteve: 2 2 8 8 1
Katerine obteve 1 sucesso!

Valkyria rolou 6 dados de 10 lados com dificuldade 8 para Manobra Especial e obteve: 5 2 9 3 2 1
Que pena, Valkyria não obteve sucesso!

As duas jovens seguiram o rastro por uns quinze minutos, correndo ao máximo de sua velocidade lupina. Trabalhavam em conjunto: quando uma sentia que o rastro estava muito tênue ou mesmo o perdia, confiava no olfato da outra e a seguia. Desse modo conseguiram manter-se na pista.

No entanto, a tempestade de neve chegou. O vento forte açoitava suas caras, enchendo os focinhos e os olhos de flocos de neve e embaralhando os sentidos. Em certos momentos Katerine e Valkyria se perdiam de vista, depois voltavam a ver as figuras lupinas uma da outra.

Até que não se viram mais.

Apesar de insistirem em buscar-se, não se encontraram. O rastro ficava cada vez mais fraco, tapado pela neve que se acumulava e outros cheiros que o vento trazia de lugares distantes. Cheiro de árvores desconhecidas, de um ou outro animal, sobretudo algo que não era propriamente um odor mas a sensação arrepiante de gelo entrando em suas narinas.

Era preciso seguirem cada uma por si, enquanto houvesse um mínimo de rastro dos filhotes, e foi o que fizeram.

Rolagem:
Katherine rolou 5 dados de 10 lados com dificuldade 10 para Manobra Especial e obteve: 10 6 1 5 7
Que pena, Katherine não obteve sucesso!

A tarefa era praticamente impossível e Katherine perdeu o rastro.

Rolagem:
Vakyria rolou 6 dados de 10 lados com dificuldade 10 para Manobra Especial e obteve: 4 4 1 3 9 9
Vakyria obteve -1 crítico!


Em algum lugar, o mesmo ocorreu com Valkyria.

Tinham avançado muito, não poderiam estar assim tão longe dos filhotes! Mas como encontrá-los agora?

As roupas de neve dedicadas assemelhavam-nas a grandes e engraçados cachorros mas a verdade é que estavam sendo eficazes contra o frio aberrante. Ainda assim, a neve começava a cobrir seus corpos e caminhar era cada vez mais difícil. Seria melhor conseguir um abrigo? Ou teriam algum outro recurso com que proteger-se e seguir em sua busca desesperada pelos filhotes perdidos?

Off:
Como não tenho visto o Black Thief no fórum, achei melhor separar as personagens, ao menos por enquanto.
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Re: Renascer no Inverno

Mensagem por Kurosatsunomori em Ter Abr 18, 2017 11:48 pm

Kham não notou nada estranho na aparência da criatura morta mas sentiu uma forte repulsa espiritual por comer sua carne. Ainda que não pudesse definir a razão, sua gnose indicava que não deveria alimentar-se daquilo.
Embora Lucian estivesse comendo com tanta vontade a boca de Kham não salivava mais.

"Sou eu quem tem imunidade contra as toxinas Wyrm, eu poderia me arriscar antes dele, mas isso não me parece Wyrm. Ele está com muita fome, não vou tirar isso dele, dependendo do efeito podemos ter algumas respostas."

Foi então que uma silhueta grande e colorida surgiu no horizonte. Quando aumentou de tamanho, identificaram um homem corpulento vestido em trajes para neve e segurando um rifle nas mãos.

Quando estava a uns dez metros gritou em russo, sem apontar nem largar o rifle:

- Tranquilos, venho em paz!

"Que?? Eu estava pronto pra agir, jurava que era um caçador... Menos mal, não estou bem para outra luta."

O homem se aproximou um pouco mais, caminhando lentamente em direção ao cadáver da criatura e olhando-a com cara de lástima. Não demonstrava nenhum sinal de Delírio ou mesmo medo diante dos crinos.

- Vocês o mataram…. - murmurou para eles, desolado.

-- A vida dele tinha importância pra você? Eu sinto muito... Responde em poucas palavras pois está ciente da dificuldade de falar russo na forma Crinos
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Re: Renascer no Inverno

Mensagem por Luke Duran em Qua Abr 19, 2017 1:45 am

Luke ao suspeitar da carne que havia em sua boca e olhar para Kham, teve certeza de que a carne era tóxica e a cuspiu antes mesmo de engolir. Abocanhou um punhado de neve e mastigou cuspindo-a em seguida para se livrar dos resquícios.

Foi então que uma silhueta grande e colorida surgiu no horizonte. Quando aumentou de tamanho, identificaram um homem corpulento vestido em trajes para neve e segurando um rifle nas mãos.

Quando estava a uns dez metros gritou em russo, sem apontar nem largar o rifle:

- Tranquilos, venho em paz!

Ao notar o rifle com o homem andando em sua direção, rosna. Porém mesmo sem entender as palavras ditas, a mansidão na fala do homem, o acalmou e passou apenas a observa-lo.

Quando notou aquele comportamento triste diante o cadáver, passou a desconfiar ainda mais que havia matado um inocente, mas continuou em silencio.
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Re: Renascer no Inverno

Mensagem por Crios em Dom Abr 23, 2017 5:38 am



Já se passava um tempo desde que chegava no meio daquela imensidão, branca e gelada. Katerine entrou nessa junto com Valkyria. E o trabalho em conjunto das duas conseguiu as colocar na direção correta. Estavam fazendo um ótimo trabalho juntas, estavam chegando cada vez mais perto.


Até o momento que se perderam...


Isso era terrível na mente da theurge. Essa neve afastava todos, e isso era desconcertante em sua mente. Ela poderia simplesmente seguir caminho, afinal, deveria estar perto. Mas ela também precisava da ajuda de Valkyria. Alias, Valkyria também é uma filhote. Portanto, Katerine sentia o peso da responsabilidade empurrando seus ombros. Era ela que deveria estar “liderando” então, é ela que deveria evitar que esse tipo de situação acontecesse. Ela estava errada em não tentar ficar próxima de Valkyria. Não poderia simplesmente parar de seguir enfrente, estava quase lá. Parar tudo pra procurar Valkyria seria complicado. Mas precisava da ajuda dela.

O vento ficava cada vez mais forte. Mais pesado. Mais espesso. Na mesma medida que o rastro dos filhotes ficava mais fraco.

Quando se deu conta de que Valkyria não estava mais em seu campo de visão, Katerine solta um uivo triste. Perdeu sua companheira. A theurge estava muito preocupada. Se foi fácil assim se perder de sua colega, os filhotes devem ter se perdido com muita facilidade. Por isso, não podia se separa de ninguém....



Mais um uivo, alto e triste. Kat ficou parada por alguns segundos e teve uma ideia. Estava relativamente próxima do cheiro dos filhotes. A tarefa era muito árdua, e seu focinho chegava a doer quando fareijava o ar gelado. Por isso, deu o uivo mais alto que conseguia. Mas dessa vez, um uivo que era longo. Tinha verdadeiras esperanças de que Valkyria ouvisse. Por isso, correu alguns poucos metros na direção de onde tinha visto sua colega pela última vez. Soltou mais um uivo, alto, longo e agudo. É quase como gritasse com toda sua força “ESTOU AQUI. VALKYRIA. ESTOU AQUI. VENHA VALKYRIA”. A solidão sempre foi algo difícil, e muito triste para Katerine. Esse vento e neve a fazia lhe sentir um pouco insegura. Um pouco não, nada segura. Por isso, um ouvinte atento poderia ouvir uma certa tristeza, ou desespero. Não é como ficar apenas sozinha, esse branco cegante e esse vento ensurdecedor, deixavam Katerine louca.

Chega. Não podia mais se afastar da trilha. Ela perdeu o rastro mas não estava longe do último local onde o achou. Os filhotes estavam próximos. Ela caminhava, e ao mesmo tempo, uivava, bem alto. Queria ser ouvida, precisava ser ouvida. Talvez sua companheira a Achasse. Essa era sua esperança. Ela sabia que seria difícil para Valkyria rastreá-la. Por isso tomou uma atitude um pouco...estranha. Ela urinou na neve, o suficiente para que a neve ficasse ligeiramente amarelada. Assim, ela começou a pisar e a mexer na neve. Usou todas as 4 patas e tentou deixar um pouco da neve, nos pelinhos de suas “canelas”. Assim, ficaria com o cheiro forte da urina e seu rastro ficaria evidente. Como é recente, seria mais fácil para Valkyria a localizar. Na forma hominídea, trataria de lavar as mãos, mas por algum motivo, pisar com as patinhas na urina, lhe incomodava pouco, na forma lupina. Mas pensar nisso com a mente de humana, pisando e tocando neve mijada, fazia sentir um nojinho.

Voltando ao último local onde tinha conseguido o cheiro, ela ficou parada mais alguns segundos, pensando. Virava seu rosto enquanto os pelos balançavam no vento. Precisava se endireitar. A missão não havia terminado, e tinha que aprender a lidar com a solidão. Estava na posição de líder agora, e um bom líder, tem que ser forte. Foco na missão. Foco. Katerine tenta localizar o cheiro dos filhotes novamente, sabia que estava próxima. Tinha esperança que quanto mais perto chegasse, mais forte o cheiro ficaria, e isso facilitaria as coisas.

De vez em quando, soltaria um uivo, alto e forte. Demostrando algum tipo de liderança. Fazer isso tinha o objetivo de chamar tanto a atenção dos filhotes, quanto de Valkyria. Portanto, o uivo deveria ser alto, imponente, e bravo. Longo, para que fosse mais fácil sua localização. Depois de usar todo o ar do pulmão para uivar, voltava a sua intensa busca. Uivando novamente de forma esporádica, quando avançava alguns metros.
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Re: Renascer no Inverno

Mensagem por Lua em Ter Abr 25, 2017 1:40 pm

Khamaseen, Lucian e Luke:

Lua escreveu:Foi então que uma silhueta grande e colorida surgiu no horizonte. Quando aumentou de tamanho, identificaram um homem corpulento vestido em trajes para neve e segurando um rifle nas mãos.

Quando estava a uns dez metros gritou em russo, sem apontar nem largar o rifle:

- Tranquilos, venho em paz!

Apenas Khamaseen entendeu, pois falava o idioma.  Os demais sentiram um tom amistoso.

O homem se aproximou um pouco mais, caminhando lentamente em direção ao cadáver da criatura e olhando-a com cara de lástima. Não demonstrava nenhum sinal de Delírio ou mesmo medo diante dos crinos.

- Vocês o mataram…. - murmurou para eles, desolado.


Kuro escreveu:-- A vida dele tinha importância pra você? Eu sinto muito... Responde em poucas palavras pois está ciente da dificuldade de falar russo na forma Crinos


Luke escreveu:Ao notar o rifle com o homem andando em sua direção, rosna. Porém mesmo sem entender as palavras ditas, a mansidão na fala do homem, o acalmou e passou apenas a observa-lo.

Quando notou aquele comportamento triste diante o cadáver, passou a desconfiar ainda mais que havia matado um inocente, mas continuou em silencio.


— Sim, de certo modo. —  disse o homem para Khamaseen — Ele era um almasty, o mesmo gênero de criaturas que no Tibet chamam de yeti e no ocidente sasquatch ou bigfoot. Há anos venho estudando-os e acabei me instalando nesta região para tentar aproximar-me de uma pequena população deles. Normalmente são seres pacíficos e  muito esquivos. Este indivíduo era o mais forte deles e me chamou a atenção que, há algumas semanas, começou a desenvolver uma agressividade inaudita. Eu o estava seguindo com a intenção de curá-lo, física ou espiritualmente. Mas com a tempestade de neve perdi sua pista.

Observou a cena de morte ao seu redor uns segundos.

— Cheguei tarde. — suspirou — Imagino que ele os atacou, não é mesmo? Não se lamentem se apenas estavam se defendendo. Talvez ele estivesse enlouquecido por alguma doença, ou pior, sob a influência de um mau espírito. Coisas muito estranhas vem acontecendo aqui. Animais comportando-se estranhamente, este frio sobrenatural…

O homem olhou a redor com uma expressão apreensiva. Era alto e robusto mas não jovem, aparentava já ter mais de quarenta anos. Movia-se de um jeito pesado e tranquilo e tinha um rosto barbudo, viril e simpático.

— Esqueci de me apresentar — disse, esboçando um sorriso— Meu nome é Boris Bruzov.

Depois, olhando para o céu e para a cabana semidestruída dos filhotes, acrescentou:

— Sabem, o tempo melhorou mas vai voltar a nevar forte. A minha cabana não fica longe daqui. Vocês não gostariam de abrigar-se por lá? É rústica, mas lhes garanto boas refeições quentes e lugares confortáveis para descansar em suas formas naturais. Podem ficar até passar de vez a nevasca, se quiserem. Eu vivo sozinho e seria bom ter um pouco de companhia. Que acham?

Na linha do horizonte, uma gélida manhã insinuava-se.

Khamaseen traduziu a conversa para os companheiros. Agora eles tinham que decidir se aceitariam ou não o convite de Boris.

Katerine:
O vento corria com força pela estepe desolada, arrastando consigo uma grande quantidade de neve, que se acumulava nos locais mais recônditos da paisagem. Golpeava as roupas sintéticas de Katerine e agitava a pelagem grossa de seu pescoço, estendido para mais um uivo desesperado pelos filhotes e por Valkyria.

Se era ouvida, não sabia. *

Depois do uivo, Katerine se pôs em marcha uma vez mais. Suas patas arrastavam consigo seu cheiro recente — a esperança de ser encontrada por Valkyria.

O rastro dos filhotes se havia perdido completamente. Katerine caminhava mas não sabia se na direção deles.

(rolagem oculta para saber a direção em que vai)

Katerine seguiu assim um por toda a noite. De repente notou que o frio se acentuava e que uma tênue claridade azul emergia da linha do horizonte. O vento e a neve diminuíram, porém, por mais que farejasse, Katerine não sentia nenhum odor parecido ao dos filhotes ou de Valkyria.

Então, surpreendentemente, ela começou a ver, muito ao longe, as silhuetas do que pareciam edificações humanas, provavelmente galpões.


Off:
* Crios, como a cena de vocês estava atrasada em relação à dos filhotes, que já estavam na madrugada seguinte, não posso fazer rolagens para que ouçam os uivos. Eles simplesmente não os ouviram. Agora coloco ambas as cenas no amanhecer do mesmo dia.
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Re: Renascer no Inverno

Mensagem por Luke Duran em Ter Abr 25, 2017 7:04 pm

Khamaseen traduziu a conversa para os companheiros. Agora eles tinham que decidir se aceitariam ou não o convite de Boris.

"Uma boa refeição e um abrigo é o que precisamos por agora, e não tenho pq desconfiar desse cara, até que ele me dê um motivo."

Luke olha para Boris e acena com a cabeça para baixo uma só vez, em sinal de aceitação.
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Re: Renascer no Inverno

Mensagem por Crios em Ter Abr 25, 2017 11:18 pm

Katerine estava exausta. Seu corpo tremulava enquanto marchava. Ela mentia para si mesma, dizendo que estava indo na direção dos filhote, mas a verdade é que seguia para sabe deus onde. Passou a noite toda caminhando sem rumo, a um ritimo mais lento, uivando na esperança de que fosse encontrada. Porem, era inútil. A Rosensotck começou a pensar que talvez tivesse sido uma má ideia ter vindo até aqui. Pensava no que iria dizer aos anciões, como reagiriam? . Ela era tão filhote quanto eles, e sabia disso.

Por mais que o vento frio batesse a porta, ela resistia firme. A pele artificial estava sendo de grande ajuda. Ela viajou em meio a uma tempestade de neve quase que sem parar para não perder a trilha dos filhotes, porem tudo parecia ser inútil. Afinal, se perdeu de sua colega, e agora estava sem rumo, exausta e sozinha. Ela caminha pela estepe piscando o olho, de sono.

Até que...Próximo dali, havia algum tipo de construção humana. Imediatamente, Kat levanta o rosto, e observa atenta. Talvez um abrigo? Talvez inimigos. Seja como for, antes de prosseguir até o suposto galpão, ela começa a rondear o local, para descobrir quem poderia estar lá. Aproveitando seus sentidos lupinos, iria procurar ao longe. Antes de tomar qualquer decisão, precisava avaliar o cenário.

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Re: Renascer no Inverno

Mensagem por Lua em Sex Abr 28, 2017 10:54 am

Khamaseen, Lucian e Luke:

Luke olha para Boris e acena com a cabeça para baixo uma só vez, em sinal de aceitação.


Khamaseen e Lucian hesitaram.*

- Se quiserem vir depois é só seguir nosso rastro. Serão bem-vindos. - disse Boris a Khamaseen.

Então pôs-se em marcha, fazendo um gesto para que Luke o seguisse. Caminharam em ritmo lento, pois o trajeto era bem mais fácil para Luke em crinos do que para o homem que ele acompanhava. Ainda assim, não tardou muito e avistaram uma desolada construção de madeira em meio à estepe gelada.

O sol da manhã já começava a aquecer o ar, fazendo elevar-se um tênue vapor ao redor da cabana. Boris afastou um pouco de neve com um pá e abriu a porta de madeira sem pintura. Luke precisou abaixar-se para entrar. Para sua surpresa, o interior da cabana era cálido, extremamente bem arrumado e limpo.

Boris acendeu a lareira e um agradável calor começou a envolver o corpo de Luke. A luz alaranjada das chamas aumentou a sensação de conforto e permitiu-lhe ver os detalhes da moradia: o caldeirão de ferro sustentado pela alça sobre o fogo, as paredes de toras, os móveis rústicos de madeira e corda, o tapete de peles e, sobre um cavalete em um dos cantos da sala, um quadro inacabado retratando um almasty.

Mesmo sem terminar, a pintura já era belíssima. Dos olhos do ser retratado emergiam uma doçura e uma serenidade que em nada lembravam a criatura que os havia atacado. Chegava a ser perturbador encará-lo.

Um cheiro delicioso de carne cozida com batatas começou a sair do caldeirão. Luke sentiu seu estômago roncar. Boris tirou um prato de metal esmaltado de um armário, encheu-o com uma generosa porção do guisado e estendeu-o para Luke. Depois apanhou uma colher e mostrou-a com uma expressão inquisitiva, como a perguntar se Luke não preferia passar a hominídeo e comer como uma pessoa normal.

Longe dali, Khamaseen sentia o sol aquecer suas orelhas e fochinho ao mesmo tempo em que o vento voltava a roçar sua pelagem. Ainda devia decidir que caminho tomar.


Off:
* Kuro, não posso deixar a história parada mais tempo por isso postei para o Luke. Como parou de nevar e a cabana não está tão longe, o Khamaseen pode perfeitamente seguir o rastro e unir-se a eles, se você desejar. Senão eu abro uma nova cena para seu personagem.
Não estou vendo mais o Lucian no fórum por isso vou separá-lo de vocês. Se voltar, faço uma cena para ele também ou dou um jeito de juntar todos, dependendo do tempo que tenha passado.

Continua…
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Re: Renascer no Inverno

Mensagem por Kurosatsunomori em Sab Abr 29, 2017 1:17 am

— Esqueci de me apresentar — disse, esboçando um sorriso— Meu nome é Boris Bruzov.

Depois, olhando para o céu e para a cabana semidestruída dos filhotes, acrescentou:

— Sabem, o tempo melhorou mas vai voltar a nevar forte. A minha cabana não fica longe daqui. Vocês não gostariam de abrigar-se por lá? É rústica, mas lhes garanto boas refeições quentes e lugares confortáveis para descansar em suas formas naturais. Podem ficar até passar de vez a nevasca, se quiserem. Eu vivo sozinho e seria bom ter um pouco de companhia. Que acham?

Khamaseen fecha os olhos da criatura com cuidado, embora para ele seja bobagem conhece o valor simbólico que esse gesto tem para os humanos. Em seguida se aproxima de Boris e *fareja suas mãos* por ser lupino essa é uma importante maneira de interagir com alguém que se apresenta como amigo ou aliado

--Meu nome é Khamaseen, aquele é Luke e o esfomeado alí é o Lucian.

Luke olha para Boris e acena com a cabeça para baixo uma só vez, em sinal de aceitação.
Khamaseen e Lucian hesitaram.*

Para Luke:
--Vou logo atrás de você.
Para Boris:
--Vão na frente, eu acordei faz pouco tempo, vou ali escovar os dentes mas alcanço vocês rapidinho.
*Kham foi dar uma cagada*

Khamaseen sentia o sol aquecer suas orelhas e fochinho ao mesmo tempo em que o vento voltava a roçar sua pelagem. Ainda devia decidir que caminho tomar.
"Eles ja foram faz um tempo, ahhh que gostoso é sentir o sol"

Kham avisa Lucian que poderia vir junto se achar uma boa ideia, em seguida se espreguiça e respira fundo sentindo o sol no rosto.
"hora de correr!!"
E sai em direção à Boris e Luke

"chegar lá em forma lupina pode fazer com que Boris não me reconheça, e eu também sou o único capaz de falar o idioma dele"

Ao chegar na cabana ja é capaz de sentir o cheiro da comida mas pouco antes de bater na porta um pensamento invade sua mente

"espera.... ele não não apresentou Delírio, mas também não falou em Garou. Mas que merda como não pensei nisso antes!? o que diabos é esse cara? Não deve ser Garou mas vou falar com ele assim para ver os tipos de reações que eu desperto"

Na lingua Garou enquanto bate na porta de leve com a ponta das garras:
--Boris? Estou aqui fora, abra a porta por favor.
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Re: Renascer no Inverno

Mensagem por Luke Duran em Sab Abr 29, 2017 3:31 am

- Se quiserem vir depois é só seguir nosso rastro. Serão bem-vindos. - disse Boris a Khamaseen.
Então pôs-se em marcha, fazendo um gesto para que Luke o seguisse.

Para Luke:
--Vou logo atrás de você.
Para Boris:
--Vão na frente, eu acordei faz pouco tempo, vou ali escovar os dentes mas alcanço vocês rapidinho.

Luke olha para Kham e acena com a cabeça da mesma forma que fizera a Boris.
Em seguida olha para Lucian que está ao lado,  e fixa o olhar nele por 2 segundos... e acena a cabeça igualmente, sem saber se era um "adeus" ou "te vejo lá".

Em seguida *parte na companhia de Boris*.

"Espero que não seja uma armadilha, mas fico feliz de estar vendo essa construção de madeira! Por que esse cara está nos ajudando afinal?!

Luke estava ansioso, e ao entrar na camada se surpreendeu com tamanha arrumação, o ambiente de cara o agradou! Ao que Boris acendeu a lareira sentiu seu corpo tão aquecido e confortável que foi tomado por uma felicidade que tentou conter para não demonstrar a Boris, já não lembrava como era a sensação de estar aquecido. Já relaxado, passou a analisar o lugar, atento a detalhes e objetos, apesar de ter admirado todo interior daquele local, algo em especial chamou sua atenção, um retrato de um almasty que por um momento o fez sentir remorso.

"Essa criatura... será que é a mesma que eu matei ? Ele não me parece tão perverso agora, não como eu havia sentido anteriormente"

Um cheiro delicioso de carne cozida com batatas começou a sair do caldeirão. Luke sentiu seu estômago roncar. Boris tirou um prato de metal esmaltado de um armário, encheu-o com uma generosa porção do guisado e estendeu-o para Luke. Depois apanhou uma colher e mostrou-a com uma expressão inquisitiva, como a perguntar se Luke não preferia passar a hominídeo e comer como uma pessoa normal.

Aquele cheiro o agradava mais do que o suficiente para que a fome se mostrasse novamente, agora com mais força. Não teve como recusar, pegou o prato que lhe foi estendido, e uma colher com a mão direita, colocou-os sobre a mesa, e deu 2 passos para trás em um espaço mais aberto para que pudesse se transformar voltando a sua forma racial.
Sentando a mesa, deu 3 colheradas rapidamente, sem se preocupar com etiquetas, sua fome falará mais alto, ao finalizar a terceira colherada, estava mais calmo, se deu conta que conseguiria se alimentar, mas algo ainda o preocupava.
Arriscou falar com Boris na lingua garou, sem nem mesmo saber se ele estava apto para entender, ou responder:
-- Obrigado!
*Apontou para o quadro que esteve olhando*
-- Sinto um pesar ao olhar para esse quadro, aquele é o que matamos ?...
-- E quem realmente é você? Por que está nos ajudando ?
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Re: Renascer no Inverno

Mensagem por Lua em Seg Maio 15, 2017 11:26 am

Khamaseen e Luke:
Khamaseen deixou um montinho mal cheiroso sobre a neve e depois avisou Lucian para que se juntasse a eles se quisesse; então começou a correr, seguindo o rastro recente de Luke e de Boris, ainda na forma crinos.


Ao chegar na cabana ja é capaz de sentir o cheiro da comida mas pouco antes de bater na porta um pensamento invade sua mente

"espera.... ele não não apresentou Delírio, mas também não falou em Garou. Mas que merda como não pensei nisso antes!? o que diabos é esse cara? Não deve ser Garou mas vou falar com ele assim para ver os tipos de reações que eu desperto"

Na lingua Garou enquanto bate na porta de leve com a ponta das garras:
--Boris? Estou aqui fora, abra a porta por favor.


Enquanto isso, Luke saciava seu apetite com o guisado que, naquelas condições, parecia-lhe a comida mais gostosa que já havia comido.



Boris pareceu um tanto perturbado diante das duas manifestações em garou. Luke viu-o hesitar um segundo, como a evocar algo há muito esquecido. Então, com dificuldade, Boris emitiu algumas palavras em um mal garou, com uma pronúncia bem pior do que a que seria esperada de um lobisomem na forma hominídea.

- Sim, mataram - disse ele, movendo a cabeça em sinal positivo e olhando para o quadro do almasty. Hesitou muito mais diante da pergunta de quem realmente ele era e respondeu a ela e à seguinte, sobre porque os estava ajudando, somente com a palavra garou para "amigo".

Ao pedido de Khamaseen para entrar, respondeu também com apenas um som mal pronunciado: o ganido garou que indicava a um recém-chegado que ele era bem-vindo. Em seguida, abriu a porta para Khamaseen com um sorriso e dizendo, com evidente alívio, no idioma russo:

- Entre, meu jovem, que a casa é sua.

Em seguida começou a servir-lhe um bom prato do guisado, sem dizer nada mais.

Katerine:

Ela caminha pela estepe piscando o olho, de sono.

Até que...Próximo dali, havia algum tipo de construção humana. Imediatamente, Kat levanta o rosto, e observa atenta. Talvez um abrigo? Talvez inimigos. Seja como for, antes de prosseguir até o suposto galpão, ela começa a rondear o local, para descobrir quem poderia estar lá. Aproveitando seus sentidos lupinos, iria procurar ao longe. Antes de tomar qualquer decisão, precisava avaliar o cenário.


Katerine estava exausta. Sentiu que se chegasse ao final do dia sem dormir começaria a ter problemas. *

O urgente, porém, era identificar o que eram aquelas construções. Começou a rondar o local e a investigar seu entorno, recorrendo aos sentidos lupinos.

Rolagem:
Katerine rolou 6 dados de 10 lados com dificuldade 4 para Investigar local e obteve: 6 4 1 8 10 7
Katerine obteve 4 sucessos!

Katerine conseguiu uma posição de onde podia ver além dos galpões e a cena que se descortinou diante de seus olhos de loba foi esta:

Spoiler:

Era uma espécie de mina a céu aberto, entendeu rapidamente.

Uma lufada de ar frio, repentinamente, trouxe até suas narinas o odor de seres humanos. Katerine, então, viu uma profusão de trabalhadores em trajes de neve saindo dos galpões e observando os arredores, gesticulando profusamente. Não a identificaram, porém. Pareciam mais preocupados com outras coisas. Então, de repente, todas as instalações, maquinarias, trabalhadores e até mesmo a cratera da mina desapareceram diante da vista de Katerine, deixando diante dela só a paisagem desolada da estepe nevada.

Rolagem:
Katerine rolou 5 dados de 10 lados com dificuldade 7 para Manobra Especial e obteve: 10 6 5 5 4
Katerine obteve 1 sucesso!

Felizmente a percepção na forma lupina era mais aguçada e Katerine conseguiu voltar a ver os contornos da mina, ainda que com grande dificuldade, como se fosse uma miragem quase transparente.

Com certeza, aquela não era uma empresa mineradora normal. As coisas se estavam complicando bastante. Apesar disso, um longo bocejo escapou do focinho de Katerine, lembrando-lhe o quanto estava cansada. Que faria ela então?


* perda de vigor.
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