A Casa da Morte

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A Casa da Morte

Mensagem por GAIA em Sex Mar 31, 2017 10:07 am

A CASA DA MORTE




A luz dos relâmpagos rasgava o céu noturno acompanhada de um estrondo. Por uns segundos tudo ficava azul e os riscos da chuva se viam mais nítidos.

Eyota saltava a cada trovão com um medo impossível de controlar. O pior, no entanto, era o constante movimento do monstro de ferro e o chacoalhar de tudo ao seu redor. Seu corpo chocava-se contra a caixa em que a haviam colocado e ela perdia o equilíbrio e quase caía a cada vez que o céu ribombava ou o monstro fazia uma curva.

Até que um estrondo diferente e muito forte soou e a caixa rodopiou com ela dentro, chocando-se contra a parede do monstro de ferro, com outras caixas com lobos, correias de couro, sacos de comida, tudo se misturando e rodando até ela sentir um impacto nas costas e ver suas patas para cima, tocando o piso da caixa, agora transformado em teto, e perceber que todo o monstro metálico estava rolando sobre si mesmo, ao ritmo dos raios que não paravam de estrondear.

Acordou.

Tudo estava molhado e o vento fazia a chuva entrar em sua caixa virada de cabeça para baixo. Eyota sentia seu corpo ferido mas o que lhe chamou a atenção foi que a porta da caixa estava aberta…

***

- Vamos… já é hora… já é hora… - a voz sussurrante de Kiara chamava-o docemente - Você já está pronto…

Seus lábios se aproximavam tanto dos dele que Alex podia sentir seu hálito delicioso e o calor das chamas que ela emanava alastrando-se por seu corpo e provocando as sensações mais deliciosas que já havia sentido, até que…

- AAAAAAHHHHHH!!! - um terrível grito de mulher rasgou a noite ao mesmo tempo em que a luz e o estrondo de um raio caindo ali perto.

Alex percebeu que estava deitado sobre o controle remoto da tv do quarto de hotel. Tentou apagar a mulher que gritava mas só conseguiu mudar para um canal onde um estridente apresentador animava um show de talentos em algum idioma repleto de erres.

BLAM! A porta abriu-se com um estrondo.

- Não se preocupe! - disse Ronan entrando ruidosamente, saltando em sua cama e tomando o controle remoto para, finalmente, silenciar a mulher.

Em seguida fitou Alex longamente com sua costumeira expressão de autoconfiança. Estava adorável com seu cabelo ruivo despenteado e o pijama azul e amarelo de ursinhos. Mas era inconveniente. Alex percebeu, constrangido, que precisava de banho. Uma onda de vergonha, raiva e frustração inundou-o e a presença de Ronan não ajudava em nada.

- Não precisa ter medo da tempestade. - disse o pequeno - Nem dos pesadelos. Eu fico aqui com você.

Em seguida acomodou a cabeça no travesseiro ao lado do de Alex e sorriu com uma segurança de si mesmo que dava vontade abraçá-lo e de arrancar-lhe a cabeça, ao mesmo tempo.

Rovan mudou de canal e aumentou o som. Passava o anime favorito de ambos, uma história que já haviam visto mil vezes. Era engraçado ouvi-lo em outro idioma e Alex acalmou-se um pouco. Mas ainda não sabia muito bem o que fazer.

Dentro e fora, a tempestade soava.
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Re: A Casa da Morte

Mensagem por GAIA em Sex Mar 31, 2017 10:08 am

Alex já estava acostumado com sonhos como aquele, sempfycom a mesma mulher em chamas, falando sensualmente com ele ao mesmo tempo que usava um tom impaciente e apressado. Foi a primeira mulher que viu nua, ou seminua, embora tecnicamente ela não fosse uma mulher. O fato de estar envolta em chamas não assustava o jovem Willians, na verdade aumentava o calor e a excitação. O avô dizia que ela era uma fada, um espírito guardião para cuidar dele; Alex não sabia se era verdade ou só outra das histórias folclóricas do vovô, mas sentia uma atração irresistível por Kiara, num nível muito mais que sexual, uma verdadeira comunhão espiritual.

Mas nunca tinha ouvido aquele grito de mulher! Aquilo mudou totalmente o rumo normal do sonho, virando um pesadelo inédito. Alex sentou na cama com um pulo, de olhos arregalados, suando, pelo fogo e pelo gelo que lhe tomavam o corpo. Não se lembrava de nunca na vida ter ouvido algo assim...

A.entrada de Ronan foi um chamado à realidade, mas Alex ainda precisava se esforçar para esquecer do que aconteceu em sua mente.


- Não precisa ter medo da tempestade. - disse o pequeno - Nem dos pesadelos. Eu fico aqui com você.

- Ah, claro! Você vai bater nos pesadelos e nos trovões também, né, valentão? - o tom de Alexander era debochado, mas Ronan sabia que ele não estava zangado de verdade. Ninguém dá família conseguia se zangar com ele muito tempo, e essa era uma das razões que faziam Ronan ser como era.

Já Alex gostava mais de ficar sossegado. Mesmo sabendo que precisava de um banho urgente, ele ainda ficou vendo pela milésima vez o mesmo anime, mesmo numa versão diferente, até esquecer o sonho é a tempestade. Foi só quando o desenho acabou que ele levantou dá cama,avisando que ia tomar um banho. Se tivesse trovões, era melhor tomar um banho frio mesmo.

"Talvez isso até ajude a esfriar a cabeça mesmo..."
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Re: A Casa da Morte

Mensagem por GAIA em Sex Mar 31, 2017 10:09 am

Eyota ouvia os gritos do céu, aquilo a assustava...não por nunca tê-los ouvidos antes... suas orelhas retraiam, não queria mais ouvir os gritos do céu, mais para seu terror eles insistiam em  lhe atormentar... seu rabo se encolhi ficando entre as duas patas traseiras... Eyota se encolhia no canto da caixa sem entender o por quê dela ser tão fria. Ela olhava os riscos de chuva de forma tentadora, estava com sede, mas a água não entrava no monstro barulhento... ela via a água mas não conseguia toca-la e isso a frustrava. A cada curva seu pequeno casulo se movia e se chocava com outros lobos, ela os olhava assustada, não estava acostumada a lidar com outros lobos e por isso eles a assustavam, Eyota se encolhia como podia e começava a puxar um ganido incômodo quase como um choro. Porém os ganidos delas se silenciavam quando um estrondo forte se fez ouvir, Eyota via as paredes de seu casulo girarem... ela batia com força no chão e tudo se fez escuro... Ela apenas sentia o cheiro de comida se misturando com delicioso odor de chuva... no fim tudo era escuridão...

sniff... sniff "Cheiro... de chuva..." Eyota abria os olhos e notava que seu casulo estava quebrado, ela ameaçava alguns para fora... estava assustada e sentia o frio da liberdade tocar-lhe os pelos. A pequena loba olhava para atrás... e notava os outros lobos alvoriçados e logo ela se colocava à correr sem rumo... ela provava o ar tentando encontrar um cheiro familiar... a água da chuva a deixava gelada... enquanto a loba assustada andava pelas ruas molhadas com o seu rabo entre as patas e um olhar assustado....
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Re: A Casa da Morte

Mensagem por GAIA em Sex Mar 31, 2017 10:09 am

Gostando ou não, a presença de Ronan (e também o banho frio) tinham ajudado Alex a dormir tranquilo. Ele acordou descansado, sentindo o cheiro de uma manhã fresca a entrar pela janela.

Ronan não estava no quarto mas Alex ouvia uma voz infantil do lado de fora do hotel. Abriu a janela do antigo edifício, que dava para as ruas daquela cidade medieval que, com sua névoa permantente, ruelas estreitas, becos escuros, moinhos d'água, velhos nas portas e rechonchudas mulheres com lenços amarrados na cabeça, ora parecia de contos de fada, ora de pesadelo.

Mas aquela era uma manhã fria e bela.

O que Alex viu abaixo, no entanto, foi uma cena saída de uma pintura surreral.

Ronan estava agachado com um frango inteiro nas mãos, oferecendo-o a um lobo de verdade. Um pouco mais atrás duas crianças com roupas antiquadas olhavam entretidas.

Eyota:

Alex não sentiu medo por Ronan. Em vez disso, foi tomado por uma sensação muito estranha. Uma atração enorme por aquele animal. Quase invejou o irmão por estar tão próximo dele. Uma angústia esquisita atingiu-lhe o estômago como um soco e todo seu corpo doeu com a sensação mais absurda que ele já havia sentido na vida. Era como se sua pele fosse pequena demais para conter seu corpo e algo quisesse sair de dentro dele. Algo que, ao mesmo tempo era ele. Quis vomitar.

Durou alguns segundos, mas a atração pelo lobo permaneceu. Queria ardentemente juntar-se a Ronan e ele. Era uma loucura mas, ilusoriamente ou não, aquele animal parecia melhorar o sentimento de vazio que cada vez mais o acometia. Aquele desejo de pertencer a algo, a um grupo que ele nem sabia o que era.

Sentiu suas mãos crispadas e percebeu que enterrara as unhas no parapeito de madeira da janela até marcá-lo.

Eyota só sentia fome.

Havia corrido um bom tempo por um bosque até chegar às ruas de uma cidade. Estava escuro, frio e enevoado e ela caminhou sorrateiramente até amanhecer. Sentia-se cansada e, sobretudo, faminta. Ninguém aparecera para dar-lhe comida.

Então veio aquele humano filhote.

Ronan:

Era agradável. Ele desapareceu e voltou a aparecer com comida. Mostrava para ela, fazendo-a salivar.

O filhote era confiável e ela poderia comer o que ele lhe dava. Ele cheirava muito bem, um odor cálido e familiar, como um ninho. O filhote ruivo era como seus irmãos, queria estar perto dele. Queria brincar com ele. Persegui-lo, derrubá-lo, morder-lhe sem força e depois correr para que ele a perseguisse.

Olhou para cima, identificando um segundo filhote humano de pelo vermelho.

Alex:

Teve vontade de ganir. O cheiro que o vento trazia até ela era ainda melhor. Era cheiro de duas patas misturado com cheiro de lobo. Ele era como seu irmãos lobos mais velhos! Ele cuidaria dela se ela fosse obediente, sentiu.

Então as outras duas crianças se aproximaram.

Lille e Theo:

Tinham olho sérios e inteligentes e parecia que ali se formava um delicioso grupo para brincadeiras, até que a menina disse:

- Tem um monstro no nossa casa.

E apontou um velho sobrado, alto e rústico, recobertos por tijolos aparentes.

Um trovão retumbou.

Off:
Postando de novo para acertar a frequência. As atualizações serão às segundas e quintas. Sexta-feira será o dia da sua quest, Alexyus.
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Re: A Casa da Morte

Mensagem por GAIA em Sex Mar 31, 2017 10:10 am

Eyota caminhou sem rumo pelo bosque, ela não conseguia se orientar devido ao cheiro das plantas... por incrível que parecesse Eyota procurava o cheiro podre dos carros. Ela notara um cheiro conhecido... era dos dos monstros rangedores, a loba aumentava os seus passos inicialmente tímidos e incertos à fortes e decisivos. Ao amanhecer Eyota chegara a um lugar estranho, livre de mata e cheia de cavernas de madeira onde os Duas-Patas viviam. A loba andava pelo chão escuro e duro quando avistara um filhote dos Duas-Patas.
Fome... cansaço... o cheiro dos monstros rangedores me fizeram caminhas muitas distâncias... minhas patas doem...
Era agradável. Ele desapareceu e voltou a aparecer com comida. Mostrava para ela, fazendo-a salivar.


Eyota salivava quando vira a comida que o filhote trazia... ela estava com fome e o filhote Duas-Patas parecia confiável. A loba se aproximava com cautela... ela mantinha a cauda abaixada porém balançando-a levemente... Eyota demonstrava sua posição de submissão enquanto comia o que ele lhe dava, a loba sentia o cheiro do filhote e ele lembrava um odor familiar de lobo. Ela se sentia como se estivesse entre amigos, ela queria brincar com ele.
-- Auu auu!... grrr
* Eyota se inclinava chamando o filhote para brincar, não somente ele mas também o outro que somente observava. A lobinha ficava balançando a cauda animadamente quando sentia o cheiro do filhote de pelo vermelho que a observava... o cheiro dele lembrava os dos seus irmãos mais velhos. Uma sensação nostálgica lhe tomava a mente... ela o observava e gania levemente alto para que o filhote lhe escutasse, Eyota queria brincar com ele.. cheirá-lo... e claro correr atrás dele. *

Então as outras duas crianças se aproximaram. Tinham olho sérios e inteligentes e parecia que ali se formava um delicioso grupo para brincadeiras, até que a menina disse:
- Tem um monstro no nossa casa.

Eyota notava o cheiro de mais dois filhotes, ela se virava encará-los... ela ficava diante do filhote que lhe dera comida como se quisesse protegê-lo. A loba levantava suas orelhas e ficava observando os filhotes falaram, não sabia se eram amigos ou não então preferia ficar apenas atenta... porém quando o trovão retumbou, a loba se encolhia toda e corria para debaixo das pernas do filhote que lhe alimentara... Os trovões ainda estavam frescos na memória da lobinha e aquele som alto lhe assustava profundamente....
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Re: A Casa da Morte

Mensagem por GAIA em Sex Mar 31, 2017 10:10 am

Alex acordou disposto e foi até a janela para ver o que eram aqueles barulhos que ele escutava.

Sentiu o frio da manhã fresca daquela cidade pacata e pitoresca. Era estranho estar de volta a terra de seus ancestrais, a terra onde nascera mas da qual saíra havia muito tempo. Mas ao olhar para baixo, viu Ronan dando comida para um lobo!

Alex entendia o porquê de Ronan ser amigável com aquele animal. Ele mesmo se sentia atraído a ele, como e fosse parte de uma família que não conhecia, diferente da família que ele já tinha. Alexander procurou se controlar, mas aquela sensação continuava. Sem perceber, enterrou as unhas no parapeito, só notando o estrago quando viu as marcas. Mas como tinha feito aquilo?

Decidiu descer e ver o que estava acontecendo. Vestiu-se rapidamente com uma roupa qualquer e foi encontrar o irmão e o lobo.

- Hey, Ronan, parece que você fez um novo amigo, hum? - disse Alex, aproximando-se sem sentir medo (embora ele não entendesse porque não sentia), e levando a mão à cabeça do lobo para coçar-lhe as orelhas num afago.

Aí as duas crianças se aproximaram e disseram:

- Tem um monstro no nossa casa.

- Um monstro? Que tipo de monstro?

Alex ainda era bastante criança e se alguém dizia que havia um monstro, bem, então devia mesmo haver um!
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Re: A Casa da Morte

Mensagem por GAIA em Sex Mar 31, 2017 10:11 am

Quando Alex saiu do hotel, viu Ronan e o lobo brincando animadamente.

De barriga cheia, Eyota sentia-se mais feliz. Seu convite para brincar foi prontamente aceito pelo pequeno duas-patas ruivo, que corria atrás dela, tentando alcança-la, rindo e gritando "vem aqui!" quando ela saía em disparada depois ter deixado que ele chegasse bem perto.

As outras duas crianças só observavam.


- Hey, Ronan, parece que você fez um novo amigo, hum? - disse Alex, aproximando-se sem sentir medo (embora ele não entendesse porque não sentia), e levando a mão à cabeça do lobo para coçar-lhe as orelhas num afago.


Então as outras duas crianças se aproximaram. Tinham olho sérios e inteligentes e parecia que ali se formava um delicioso grupo para brincadeiras, até que a menina disse:
- Tem um monstro no nossa casa.


Eyota adotara uma posição defensiva frente às crianças, procurando proteger Ronan de algo que ela era ainda muito inexperiente para saber o que era. Mas quando o céu rugiu, seu medo foi tal que ela foi para baixo das pernas de Ronan. Foi a vez dele inflar o peito e acariciá-la como se fosse um valoroso herói protegendo um ser indefeso. Mas Ronan não temia os garotos. Em sua valentia inocente, havia poucas coisas que o pequeno Ronan temesse.

- Um monstro? Que tipo de monstro? - perguntou Alex às duas crianças.

- Não sabemos. - disse a menina - Papai e mamãe deixam ele trancado no porão e nós nem podemos chegar perto. Mas ele grita e uiva de noite.

O menino começou a imitar horríveis uivos e lamentos.

- E nosso irmãozinho está sozinho no berço lá em cima. - completou ela, apontando para o terceiro andar da casa.

O sol começa a atingir a casa, fazendo com que a umidade de suas paredes evaporasse. O mesmo ocorria com as outras casas velhas ao redor, formando uma neblina cada vez mais espessa.

Rolagem:
Eyota rolou 6 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Sensações Viscerais e obteve: 2 1 10 10 6 8
Eyota obteve 3 sucessos!

Alex rolou 3 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Entender Eyota e obteve: 9 6 8
Alex obteve 3 sucessos!

Eyota sentia que algo estava errado com aqueles dois garotos. Não eram como os dois meninos ruivos. Não gostava deles.

Alex percebeu que a loba desconfiava das crianças mas, antes que pudesse fazer qualquer coisa, Ronan já estava correndo em direção à porta da casa.

- Não se preocupe, nós vamos salvar o bebê! E matar o monstro! - gritou como um super-herói.

Diante dele estava uma grande porta de madeira com um ferrolho antiquíssimo. Estava fechada mas sem cadeado.

Spoiler:

Ronan colocou-se na ponta dos pés e começou a abrir o ferrolho, que rangeu em suas mãos.

off:
Cetz, sua ficha acabou ficando sem pontos em linguística. E Eyota tem 0 em empatia. Assim que ela não vai compreender o que as pessoas dizem ou expressam. Faça com que ela se oriente pelas ações de Ronan e Alex, nos quais confia.

Tenha em mente, também, que essa incompreensão pode fazer as coisas bem mais assustadoras para ela. Por outro lado, como está livre da interferência da linguagem, a lobinha pode prestar atenção a outros detalhes da cena. Vocês se completam, aproveitem isso.
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Re: A Casa da Morte

Mensagem por GAIA em Sex Mar 31, 2017 10:11 am

De barriga cheia, Eyota sentia-se mais feliz. Seu convite para brincar foi prontamente aceito pelo pequeno duas-patas ruivo, que corria atrás dela, tentando alcança-la, rindo e gritando "vem aqui!" quando ela saía em disparada depois ter deixado que ele chegasse bem perto.

Eyota corria do filhote Duas-Patas como se fosse uma pequena perseguição de 'gato e rato', ela fugia e parava esperando ser pega pelo filhote de Duas-Patas e voltava a correr sentindo-se triunfante sobre ele, já que ele nem conseguia acompanha-la. Eyota ficava com sua língua para fora e abanando a cauda para ele esperando o filhote vir pega-la.  Quando outros filhotes chegavam Eyota, por não reconhecer um cheiro agradável tomava uma postura defensiva e corajosa... até um trovão retumbar. A lobinha se encolhia debaixo das pernas de Ronan assustada com o barulho, quando sentia ele lhe fazer um carinho por entre as orelhas... aquilo a acalmava um pouco ao menos tempo necessário para esquecer o trovão. Eyota notava que Alex, o Duas-Patas que tinha o cheiro dos seus irmãos mais velhos, chegara para juntos dela e do outro filhote que lhe dera comida. O filhote de cheiro de lobo lhe fazia um afago gostoso que Eyota logo respondeu com leves lambidas em sua mão, a lobinha se empolgava, por um momento pensou estar junto com um de seus irmãos lobos... ao menos um que não mostrasse as pressas. Eyota seguia atrás de Alex, ela via no Duas-Patas como se fosse o seu Alpha, a lobinha ficava sentindo o cheiro dele.. era bom cheira-lo pois a fazia lembrar de seus irmãos. " Irmão Lobo... cheiro bom..."

O menino começou a imitar horríveis uivos e lamentos. Eyota sentia que algo estava errado com aqueles dois garotos. Não eram como os dois meninos ruivos. Não gostava deles.

Eyota olhava cautelosamente para os dois Filhotes que se aproximaram, a loba  apenas os observava e somente reagiria se o seu Alpha fizesse alguma coisa. Ela ouvia o filhote fazer sons estranhos que lhe pareciam bem estranhos ainda mais vindo de um filhote de Duas-Patas ( OUVIDO PARA MÚSICA), a Lobinha se aproximava acanhada dos  irmãos, pois não se sentia segura perto deles, e começava a cheirá-los pois queria saber quem eles eram....

- Não se preocupe, nós vamos salvar o bebê! E matar o monstro! - gritou como um super-herói.
Diante dele estava uma grande porta de madeira com um ferrolho antiquíssimo. Estava fechada mas sem cadeado.

Eyota via Ronan correndo e por puro instinto ela corria atrás dele, a corrida de Ronan despertava na loba uma espécie de 'gatilho' de caçada, ela corria até Ronan e lhe dava um esbarrão seguido de algumas lambidas dizendo para ele que gostara da brincadeira... Eyota parava diante da porta de madeira e começava a farejar a parte de baixo da porta. Eyota não era boa farejadora porém seus ouvidos eram bem sensíveis ainda mais com o treinamento que recebera dos Duas-Patas, ela se mantinha atenta... Alex e Ronan eram seus irmãos de cheiro... e ela ficaria com eles e mostraria seu valor.
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Re: A Casa da Morte

Mensagem por GAIA em Sex Mar 31, 2017 10:12 am

- Um monstro? Que tipo de monstro? - perguntou Alex às duas crianças.

- Não sabemos. - disse a menina - Papai e mamãe deixam ele trancado no porão e nós nem podemos chegar perto. Mas ele grita e uiva de noite.

O menino começou a imitar horríveis uivos e lamentos.

- E nosso irmãozinho está sozinho no berço lá em cima. - completou ela, apontando para o terceiro andar da casa.

Alex gostava de saber toda a história. Ele era o ouvinte mais atento dos casos que seu avô contava e se concentrava no significado de cada detalhe. As narrativas eram sua paixão, o fogo que alimentava e diferenciava as histórias de meras notícias.

Mas Ronan era totalmente diferente. Era impulsivo e agia duas vezes antes de pensar. Antes mesmo que Alex pudesse fazer qualquer pergunta, ele já tinha saído correndo, a loba em seu encalço (porque Alex sabia que era uma loba, embora não soubesse como sabia o que sabia).

- Não se preocupe, nós vamos salvar o bebê! E matar o monstro! - gritou como um super-herói.

Se fosse acostumado a xingamentos, Alex xingaria Ronan naquela hora. Mas ele era já bem acostumado com o jeito do caçula e não se precipitou em persegui-lo. Em vez disso falou para os dois irmãos:

- Onde estão seus pais? Saíram e deixaram o bebê sozinho em casa?

Alex não ia procurar por encrencas invadindo a casa dos outros, matando o que devia ser o cachorro eles no porão e tirando um bebê de casa sem a mãe saber. Seus pais ficariam furiosos se descobrissem que ele andava fazendo isso. E o Ronan também não ia escapar dessa!
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Re: A Casa da Morte

Mensagem por GAIA em Sex Mar 31, 2017 10:13 am

Eyota se cansou um pouco ao brincar com o menino. Começava a sentir sede.

Ela se aproximou do casal de crianças e cheirou-os. A menina não reagiu mas o garoto mais novo encolheu-se todo como se Eyota fosse comê-lo e começou a choramingar. A menina maior tranquilizou-o com um afago.

Eyota não sentiu nenhum odor neles, o que lhe pareceu muito estranho. Não era como quando os humanos se molhavam e começavam a cheirar como flores esquisitas. Aquelas crianças simplesmente não cheiravam a nada.

Então Ronan correu para a porta da casa das crianças e começou a abrir o ferrolho.


Eyota via Ronan correndo e por puro instinto ela corria atrás dele, a corrida de Ronan despertava na loba uma espécie de 'gatilho' de caçada, ela corria até Ronan e lhe dava um esbarrão seguido de algumas lambidas dizendo para ele que gostara da brincadeira...


- Pare com isso. – disse Ronan no tom que usam as crianças quando fantasiam que estão fazendo algo muito importante – Isso é uma coisa séria, vamos salvar um bebê.


Eyota parava diante da porta de madeira e começava a farejar a parte de baixo da porta. Eyota não era boa farejadora porém seus ouvidos eram bem sensíveis ainda mais com o treinamento que recebera dos Duas-Patas, ela se mantinha atenta...


Eyota não ouviu nada, só sentiu um cheiro de casa. Não de pessoas, mas de casa. Cheiro de estofados, cortinas e tapetes, de fogueira apagada (lareira), parafina de velas, madeira encerada e um longínquo odor de comida guardada.

Alex observava-os.


Alexyus escreveu:Se fosse acostumado a xingamentos, Alex xingaria Ronan naquela hora. Mas ele era já bem acostumado com o jeito do caçula e não se precipitou em persegui-lo. Em vez disso falou para os dois irmãos:

- Onde estão seus pais? Saíram e deixaram o bebê sozinho em casa?


- Nós não vamos voltar pra lá enquanto o monstro estiver… - disse a menina resoluta para si mesma, sem  responder à pergunta de Alex. O menino chacoalhou a cabeça lentamente, reforçando a negativa.

Então Alex viu que alguém os observava de uma janela do hotel.

Spoiler:

Anton acompanhava a cena já há algum tempo. Seu pai havia saído antes de amanhecer, deixando-o aos cuidados de uma senhora gorducha que roncava estrepitosamente em uma poltrona, com um livro a ponto de cair-lhe das mãos.

Anton estava entediado e com uma vontade louca de unir-se às crianças lá embaixo. Elas tinham um lobo! Um lobo de verdade, mansinho e que brincava! Sentia uma forte atração por aquele animal e os dois meninos ruivos que o cercavam. Era algo estranho e indefinível. Como se os três fossem seus irmãos. Como se, de algum modo, aqueles desconhecidos pudessem preencher o vazio deixado pela morte de sua mãe.

Os olhos de Alex encontraram os do menino e ele também sentiu um elo entre os dois. De um modo muito mais forte que Anton. De novo, algo saltou dentro dele. Aquilo já estava incomodando.

A neblina nas ruas subia rapidamente, em lugar de ceder. Já começava a encobrir as crianças, gelando seus ossos e enchendo seus pulmões de umidade. Alex sentiu-se sufocar.

Então, com um rangido de dobradiças, Ronan finalmente conseguiu abrir o portão de madeira.

Eyota escutou sons de correntes e vislumbrou pares de olhos brilhando na escuridão. Mas Ronan entrou mesmo assim!
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Re: A Casa da Morte

Mensagem por GAIA em Sex Mar 31, 2017 10:13 am

Eyota se cansou um pouco ao brincar com o menino. Começava a sentir sede.
Ela se aproximou do casal de crianças e cheirou-os. A menina não reagiu mas o garoto mais novo encolheu-se todo como se Eyota fosse comê-lo e começou a choramingar. A menina maior tranquilizou-o com um afago.

Eyota não sentiu nenhum odor neles, o que lhe pareceu muito estranho. Não era como quando os humanos se molhavam e começavam a cheirar como flores esquisitas. Aquelas crianças simplesmente não cheiravam a nada.

Eyota brincara com o filhote de Duas-Patas e acabara ficando com sede, ela colocava um belo par de língua para fora enquanto arfava olhando para os Duas-Patas, ela se dirigia aos filhotes estranhos e os cheirava, ela levantava as orelhas e os olhava sem entender... pois eles não tinham cheiro e isso a deixava confusa e sem saber o que pensar sobre aqueles dois filhotes. Eyota se recolhia para junto dos filhotes com cheiro conhecido...

Eyota não ouviu nada, só sentiu um cheiro de casa. Não de pessoas, mas de casa. Cheiro de estofados, cortinas e tapetes, de fogueira apagada (lareira), parafina de velas, madeira encerada e um longínquo odor de comida guardada.
Eyota escutou sons de correntes e vislumbrou pares de olhos brilhando na escuridão. Mas Ronan entrou mesmo assim!

Eyota sentia cheiro de comida vindo da casa, o que significava que ali dentro haveria água. A lobinha se agitava animada...queria comer mais porém quando o filhote abria a porta da caverna ela podia ver um par de luzes, porém o que mais lhe chamava a atenção era o som metálicos que vinham do interior. Eyota se colocava atrás do filhote e começava a rosnar levemente... esperando que seu Alpha a liderasse.
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Re: A Casa da Morte

Mensagem por GAIA em Sex Mar 31, 2017 10:14 am

Anton acompanhava a cena já há algum tempo. Seu pai havia saído antes de amanhecer, deixando-o aos cuidados de uma senhora gorducha que roncava estrepitosamente em uma poltrona, com um livro a ponto de cair-lhe das mãos.

Anton estava curioso pra saber,  o que aquelas crianças estavam fazendo a essa hora da manha.Ficou imaginando o que elas estariam procurando, enquanto o ronco da senhora que ficou cuidando dele parecia cada vez mais alto.

Anton estava entediado e com uma vontade louca de unir-se às crianças lá embaixo. Elas tinham um lobo! Um lobo de verdade, mansinho e que brincava! Sentia uma forte atração por aquele animal e os dois meninos ruivos que o cercavam. Era algo estranho e indefinível. Como se os três fossem seus irmãos. Como se, de algum modo, aqueles desconhecidos pudessem preencher o vazio deixado pela morte de sua mãe.

Anton queria ir la, com aquela lobo e o resto das crianças.Parecia que isso iria encher o vazio que sentia dentro de si.
Desde que se lembra Anton sempre achava os lobos criaturas magnificas.



Tenho que me juntar a eles de algum jeito, parece divertido, e é muito melhor que ficar com essa velha aqui.


A neblina nas ruas subia rapidamente, em lugar de ceder. Já começava a encobrir as crianças, gelando seus ossos e enchendo seus pulmões de umidade. Alex sentiu-se sufocar.
Então, com um rangido de dobradiças, Ronan finalmente conseguiu abrir o portão de madeira.

Anton ja nao estava mais conseguindo ver as crianças por causa da neblina.E como eles tinham conseguido abrir o portão.Anton foi para a porta bem devagarzinho para não acordar a velha.Na hora que conseguia abrir a porta iria correndo o maximo que podia até onde as crianças estavam.
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Re: A Casa da Morte

Mensagem por GAIA em Sex Mar 31, 2017 10:14 am

Alex acenou para o garoto na janela para que ele descesse para junto deles. Tinha um sentimento bom sobre ele.

O mesmo não era verdade sobre aquele casal de irmãos. A resposta evasiva deles deixou o jovem Willians intrigado e insatisfeito. Parecia que estavam prestes a cair em algum trote local.

A loba seguia Ronan como se o considerasse seu novo dono. Ou como o vovô dizia, o alfa de sua alcatéia. Mesmo sendo mais velho, Alexander não se importava com isso, a posição de Beta não era ruim, tinha um papel importante na grande ordem natural das coisas...Em geral, para ajudar a evitar que o alfa fizesse besteira.

Quando viu os dois olhos no vão dá porta que Ronan, Alex sentiu o peso de ser o Beta de um alfa impulsivo. Saiu correndo imediatamente e gritando para o irmão:

- Ronan! Pra trás! Volte já! É perigoso, cuidado, atrás de você!!!
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Re: A Casa da Morte

Mensagem por GAIA em Sex Mar 31, 2017 10:15 am

Alexyus escreveu:Alex acenou para o garoto na janela para que ele descesse para junto deles. Tinha um sentimento bom sobre ele.
miltonvisiak escreveu:Anton ja nao estava mais conseguindo ver as crianças por causa da neblina.E como eles tinham conseguido abrir o portão.Anton foi para a porta bem devagarzinho para não acordar a velha.Na hora que conseguia abrir a porta iria correndo o maximo que podia até onde as crianças estavam.
Lua escreveu:Eyota escutou sons de correntes e vislumbrou pares de olhos brilhando na escuridão. Mas Ronan entrou mesmo assim!
Eyota escreveu:Eyota sentia cheiro de comida vindo da casa, o que significava que ali dentro haveria água. A lobinha se agitava animada...queria comer mais porém quando o filhote abria a porta da caverna ela podia ver um par de luzes, porém o que mais lhe chamava a atenção era o som metálicos que vinham do interior. Eyota se colocava atrás do filhote e começava a rosnar levemente... esperando que seu Alpha a liderasse.
Alexyus escreveu:Quando viu os dois olhos no vão dá porta que Ronan, Alex sentiu o peso de ser o Beta de um alfa impulsivo. Saiu correndo imediatamente e gritando para o irmão:

- Ronan! Pra trás! Volte já! É perigoso, cuidado, atrás de você!!!

Ronan não respondeu a Alex nem esperou por Eyota, simplesmente continuou adentrando à casa, sem se preocupar com a escuridão reinante nem dar mostras de estar assustado com nada. Apenas o rangido das velhas portas e o som de seus passinhos sobre o assoalho eram ouvidos, sobretudo por Eyota.

Do lado de fora, no entanto, a neblina se tornava cada vez mais espessa e ameaçadora. Anton mal tinha conseguido se aproximar dos garotos e se viu engolfado por ela. Ele, Alex e Eyota já não eram capazes de ver mais do que meio metro adiante e começaram a sufocar com o vapor gelado, que tinha cheiro de mofo.

Algo tóxico deveria estar disperso naquela neblina, pois os três começaram a ter tonturas e a sensação de que estavam prestes a desmaiar.
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Re: A Casa da Morte

Mensagem por GAIA em Sex Mar 31, 2017 10:16 am

Alex viu Ronan entrar.na casa e atribuiu mentalmente alguns nomes pouco elogiosos ao irmão, que se a mãe soubesse, iria lavar-lhe a língua com sabão.

Ele já tinha começado a correr atrás dele quando percebeu aquela névoa fétida baixando sobre eles. Ele enfiou o nariz e a boca sobre a camisa e avançou agachado, mais baixo que a lojinha alcançava com o nariz erguido. Esperava que aquela tática rudimentar adiantasse alguma coisa, pois ele tinha que salvar o parafuso solto do Ronan.
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Re: A Casa da Morte

Mensagem por GAIA em Sex Mar 31, 2017 10:23 am

Com a neblina cada vez mais densa, Anton estava com dificuldades para enxergar um pouco mais longe.Estava começando a sufocar e ficar tonto.

Tampou a o nariz e a boca com as mãos e tentou  apertar o passo para  encontrar com as outras crianças mais rapido.

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Re: A Casa da Morte

Mensagem por GAIA em Sex Mar 31, 2017 10:23 am

* Eyota seguia o seu destemido alpha pela casa, tudo era escuro então a lobinha se utilizava de seu faro para se orientar, ela caminhava apressadamente ao lado de Ronan ignorando o ômega de cheiro bom, ela caminhava praticamente com o focinho no chão e rapidamente ficava com a cara cheia de poeira. Eyota começava a passar a pata no focinho para retirar aquela sujeira incômoda quando sentia um pouco de náusea... o ar fedia por toda a parte, a loba ficava confusa sem saber o que fazer naquela hora... em seu nervosismo ela tentava farejar um ar mais 'puro'*
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Re: A Casa da Morte

Mensagem por GAIA em Sex Mar 31, 2017 10:24 am

A névoa mofada estava por toda a parte.

Alex cobriu o nariz e a boca com a camisa e se agachou até ficar mais baixo do que a loba, na esperança de respirar menos ar tóxico. Assim foi em busca de Ronan.

Anton tapou-se o nariz e a boca com as mãos, apertando o passo em direção às crianças.

Rolagem:
Alex rolou 2 dados de 10 lados com dificuldade 6 para não intoxicar-se e obteve: 8 1 
Que pena, Alex não obteve sucesso!

1 nível de dano letal, sem penalidades.

Ambos chegaram até o portão. Anton tinha conseguido aguentar a respiração por um minuto, o suficiente para alcançar a entrada da casa. Alex foi em um ritmo mais lento e respirou a névoa que atravessou a camisa. Sentia-se um pouco tonto mas nada que o impedisse de raciocinar ou agir. Ou de xingar Ronan mentalmente.

Ambos atravessaram o portão. Do teto do pórtico pendiam lamparinas a óleo, cujas correntes rangiam com o vento. Uma porta de carvalho abria-se de par em par para um vestíbulo. Nele encontraram Eyota, que parecia meio alterada, passando as patas pelo focinho na tentativa de arrancar alguma sujeira imaginária.

Além de Eyota, tudo o que havia no vestíbulo era um brasão de família com o desenho de um moinho de vento dourado sobre um fundo vermelho (cinza para Eyota), flanqueado por antigos retratos de aristocratas, que pareciam encarar os recém chegados com gravidade. Uma porta dupla de mogno adornada com vitrais abria-se para o hall principal da casa. De Ronan, nenhuma pista.

A primeira coisa que chamou-lhes a atenção ao entrar no hall principal foi uma grande escadaria em caracol à direita, revestida por um tapete que Alex e Anton viam vermelho e Eyota como um cinza esverdeado.

À esquerda havia uma lareira apagada, com restos de lenha queimada.  Na parede em frente a eles, duas portas uma ao lado da outra. Depois um recuo na parede com mais duas portas em angulo de 90 graus entre si.

Entre a porta de mogno pela qual passavam e  o começo da escadaria, havia uma porta mais.

Rolagem:
Eyota rolou 6 dados de 10 lados com dificuldade 5 para Manobra Especial e obteve: 5 10 7 5 9 1 
Eyota obteve 4 sucessos!

Eyota sentiu cheiro de madeira queimada e de Ronan atrás da primeira e da terceira porta diante deles; cheiro de roupas e de Ronan vindo da segunda; cheiro de comida e de Ronan atrás da porta mais à direita, aquela em angulo perpendicular às outras e finalmente, cheiro de Ronan no começo da escadaria. Havia ainda uma mistura de vagos odores animais, produtos químicos e Ronan na porta entre a de mogno e a escadaria.
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Re: A Casa da Morte

Mensagem por GAIA em Sex Mar 31, 2017 10:25 am

Eyota demorou um pouco para se acostumar com aquele odor, mesmo o cheiro de suas patas não conseguia mascarar aquele odor de mofo... A loba despertou de seu problema olfativo com o ranges das metálico das bolas de luz que formavam o teto daquele covil, ela se assustava com aqueles sons e o sumiço repentino de Ronan .... Eyota só se acalmou quando ouvira os sons estranhos dos Duas-Patas com cheiro de lobo, a lobinha abanava a cauda em alegria e de certa forma aliviada, ela se aproximava deles e farejava o chão... tinha que achar o filhote perdido.  

Além de Eyota, tudo o que havia no vestíbulo era um brasão de família com o desenho de um moinho de vento dourado sobre um fundo vermelho (cinza para Eyota), flanqueado por antigos retratos de aristocratas, que pareciam encarar os recém chegados com gravidade. Uma porta dupla de mogno adornada com vitrais abria-se para o hall principal da casa. De Ronan, nenhuma pista.

O mundo de Eyota era um mundo cinzento onde ela aprendera a ver vida e beleza em meio àquela escala de cores monocromáticas. Ela olhava para o moinho de forma indiferente, os rostos na paredes lhe chamavam mais a atenção pois os olhavam de forma nada amistosa, para Eyota eles eram os donos do covil e eles os invasores de território, a loba ficava de cabeça baixa enquanto olhava para os quadros em sinal de respeito. A loba começava a andar pela sala atrás do cheiro de Ronan e encontrava um rastro, Eyota levantava suas orelhas e dava um uivo leve uivo como se chamasse Ronan para se reunir com o grupo.

-- au au auuuuuu! "Filhote perdido, volte para sua alcateia..."

Eyota sentiu cheiro de madeira queimada e de Ronan atrás da primeira e da terceira porta diante deles; cheiro de roupas e de Ronan vindo da segunda; cheiro de comida e de Ronan atrás da porta mais à direita, aquela em angulo perpendicular às outras e finalmente, cheiro de Ronan no começo da escadaria. Havia ainda uma mistura de vagos odores animais, produtos químicos e Ronan na porta entre a de mogno e a escadaria.

Eyota começava a seguir a trilha de Ronan, porém ela parecia estar por todo o canto desde madeira queimada à comida... o que fez a barriga da loba roncar, estava com fome e sede e logo imaginou que o filhote de Duas-Patas fora atrás de comida, o que para ela era bastante conveniente. Eyota seguia até a porta que tinha cheiro de comida e começava a arranhar a porta e a ganir para os outros Duas-Patas.
---------
off: Não sei se a Eyota viu o Anton então meio que ignorei ele... mas se eu notar agora vou interagir mais com ele
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Re: A Casa da Morte

Mensagem por GAIA em Sex Mar 31, 2017 10:26 am

Alex sentiu o ar venenoso passar pela camisa enquanto ele se apressava para alcançar Ronan.

Quando entrou na casa atrás dele e da lobinha, não viu mais sinal dele.

Olhando a disposição da casa, Alex achava que o irmão teria subido as escadas, mas a loba arranhava uma das portas do térreo.

- Você acha que tem alguma coisa aqui? Vamos ver então...

Alex deu uma coçadinha na parte de trás das orelhas da loba e tirou a maçaneta da porta que ela indicava.
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Re: A Casa da Morte

Mensagem por GAIA em Sex Mar 31, 2017 10:26 am

Anton respirou aliviado, por ter conseguido atrevessar sem inalar aquela névoa.Anton olhou aqueles brasões, mas aqueles desenhos, pelo menos pra ele, não diziam nada.Apenas continuou seguindo os dois e dentro da casa iria perguntar quem eram e o que queriam.

Dentro da casa junto com o menino e aquele lobo, viu que o outro que entrou na frente deles tinha sumido e parecia que estavam a procura dele.Os dois ficaram em frente a uma porta, imaginou que o lobo tinha farejado que o outro menino estava por ali.

Anton chegou mais perto deles e perguntou ao menino:
Qual seu nome ? E o que vocês estão procurando ?
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Re: A Casa da Morte

Mensagem por GAIA em Sex Mar 31, 2017 10:27 am

A loba começava a andar pela sala atrás do cheiro de Ronan e encontrava um rastro, Eyota levantava suas orelhas e dava um uivo leve uivo como se chamasse Ronan para se reunir com o grupo.

-- au au auuuuuu! "Filhote perdido, volte para sua alcateia..."

Eyota começava a seguir a trilha de Ronan, porém ela parecia estar por todo o canto desde madeira queimada à comida... o que fez a barriga da loba roncar, estava com fome e sede e logo imaginou que o filhote de Duas-Patas fora atrás de comida, o que para ela era bastante conveniente. Eyota seguia até a porta que tinha cheiro de comida e começava a arranhar a porta e a ganir para os outros Duas-Patas.

Olhando a disposição da casa, Alex achava que o irmão teria subido as escadas, mas a loba arranhava uma das portas do térreo.

- Você acha que tem alguma coisa aqui? Vamos ver então...

Alex deu uma coçadinha na parte de trás das orelhas da loba e tirou a maçaneta da porta que ela indicava.

Anton chegou mais perto deles e perguntou ao menino: Qual seu nome ? E o que vocês estão procurando ?


Alex já abria a maçaneta neste momento. Então algo fez que todos se paralisassem. De algum lugar soou uma espécie de grito abafado, como em resposta ao uivo de Eyota.

Rolagem:
Eyota rolou 5 dados de 10 lados com dificuldade 7 para Manobra Especial e obteve: 5 5 4 9 9 
Eyota obteve 2 sucessos!

Alex rolou 3 dados de 10 lados com dificuldade 7 para Manobra Especial e obteve: 10 6 10 
Alex obteve 2 sucessos!

Anton rolou 4 dados de 10 lados com dificuldade 7 para Manobra Especial e obteve: 8 8 3 5 
Anton obteve 2 sucessos!

Era a voz de Ronan!  - Alex e Eyota a reconheceram de imediato. Mas nenhum dos três poderia dizer de onde ela tinha vindo. Parecia que de todos os lados, tão ubíqua quanto o cheiro de Ronan para olfato de Eyota. De fato, o grito abafado dera a todos a impressão de estar saindo do próprio âmago da casa, como se ela tivesse engolido Ronan!

Alex terminou de abrir a porta. A cozinha surgiu diante deles como um lugar organizado, com louças, utensílios e demais objetos bem dispostos em prateleiras. Tudo tinha um aspecto antigo mas bem conservado e limpo.

Encostada na parede em frente a eles, havia uma mesa com uma tábua de cortar, um rolo de massa, uma travessa e um grande jarro de porcelana com água.

Na parede à esquerda, estavam encostados um fogão de lenha feito de ferro esmaltado e um forno de pedra em forma de cúpula com uma pequena chaminé entrando no teto.  Ao lado do fogão, uma porta entreaberta dava acesso a uma dispensa bem abastecida. Nela havia sacos de farinha, batata e milho na parte de baixo das prateleiras. Acima, mas perfeitamente ao alcance de Eyota, reluziam grossos embutidos de carne suína e bovina, assim como ovos e uma infinidade de alimentos secos. Do teto pendiam linguiças, pernis e salames defumados.

Na parede oposta à mesa, havia um pequeno móvel com gavetas. Sobre ele estava uma lata de biscoitos aberta tendo ao lado uma bolacha de chocolate mordida pela metade.

Rolagem:
Eyota rolou 5 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Manobra Especial e obteve: 4 9 5 9 3 
Eyota obteve 2 sucessos!  

Alex rolou 3 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Manobra Especial e obteve: 1 4 9 
Que pena, Alex não obteve sucesso!

Anton rolou 4 dados de 10 lados com dificuldade 6 para Manobra Especial e obteve: 2 2 2 10 
Anton obteve 1 sucesso!

Então Eyota e Anton notaram algo estranho na parede à direita de quem entra na cozinha: uma espécie de portinhola a um metro de altura do chão.

Spoiler:
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Re: A Casa da Morte

Mensagem por GAIA em Sex Mar 31, 2017 10:28 am

Anton chegou mais perto deles e perguntou ao menino: Qual seu nome ? E o que vocês estão procurando ?

Eyota sentia o cheiro de alguém se aproximando e logo voltava-se para menino novo sentindo o cheiro de lobo dele no ar... ela se aproximava cautelosamente e abanava o rabo ao outro menino com cheiro de lobo e ficara cheirando ele... após isso Eyota ficava dando algumas voltas ao redor dele e lambia os dedos da mão dele animadamente quando a lobinha ouvia um grito abafado, Eyota não teve dúvidas... era o filhote que cheirava levemente à lobo e por isso tinha se separado da alcateia, Eyota saiu em disparada quando Alex abria a porta.

Alex já abria a maçaneta neste momento. Então algo fez que todos se paralisassem. De algum lugar soou uma espécie de grito abafado, como em resposta ao uivo de Eyota.

Ao entrar naquela parte do ovil, a loba se deparava com um sonho... muita comida farta e fácil, sem pensar duas vezes a loba se dirigia às prateleiras baixas quando sentia o cheiro de carne suína, ela se lembrava daqueles rolinhos de carne macia que os duas patas lhe davam (salsicha). A loba comia aquela carne com gosto. " Achei o cheiro do filhote... humm comida... fome... "

Após comer Eyota começava a farejar quando notava a portinho-la para cães, ela ia até ela cheirando tudo em volta
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Re: A Casa da Morte

Mensagem por GAIA em Sex Mar 31, 2017 10:29 am

Alex tomou um susto com aquele grito abafado. Tinha que achar logo o Ronan.

Ao entrar naquela cozinha, ele olhou rapidamente tudo e concluiu:

- É, não tem nada aqui! Vamos pela escada então!

E já se virou para o caminho de volta para procurar logo o irmão.
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Re: A Casa da Morte

Mensagem por GAIA em Sex Mar 31, 2017 10:30 am


Eyota sentia o cheiro de alguém se aproximando e logo voltava-se para menino novo sentindo o cheiro de lobo dele no ar... ela se aproximava cautelosamente e abanava o rabo ao outro menino com cheiro de lobo e ficara cheirando ele... após isso Eyota ficava dando algumas voltas ao redor dele e lambia os dedos da mão dele animadamente...


Anton viu que o lobo estava vindo para perto dele,  parecia que ja o considerava um amigo, com tudo o que o lobo fez.Con isso Anton fez um carinho na cabeça do lobo e quando ia dar um abraço, se assustou com aquele grito abafado, vindo de repente do nada.

Eles entraram na outra parte da casa e chegaram na cozinha, um monte de comida, até bolachas e inclusive algumas com marcas de mordidas.
Anton percebeu um portinhola.  


- É, não tem nada aqui! Vamos pela escada então!

Ei, espera um pouco, eu e o lobo notamos um portinha aqui, e ele esta farejando algo tambem, vamos seguir por ali ?
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