CELEBRAÇÃO DE RITUAL DE PASSAGEM (Zonas da Cidade)

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Re: CELEBRAÇÃO DE RITUAL DE PASSAGEM (Zonas da Cidade)

Mensagem por Alexyus em Dom Out 08, 2017 6:00 pm

Alex ficou assistindo enquanto o ritual evoluía.

Ninguém tinha lhe explicado o que os detalhes significavam, mas mesmo assim ele se esforçava para gravar cada detalhe de cada etapa de tudo que ocorria, decorando tudo que era possível.

Ao final, quando todos apaludiram, ele também aplaudiu junto, percebendo que o ritual tinha acabado e que os dois cliaths agora tinham sido reconhecidos por seus postos.
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Re: CELEBRAÇÃO DE RITUAL DE PASSAGEM (Zonas da Cidade)

Mensagem por Klauss K. em Seg Out 09, 2017 8:53 am

*yasha observou a forma como o ritual havia sido executado e avaliou cuidadosamente os novos cliaths, a forma como o Filho de Gaia fez seu discurso diretamente para seu irmão e como o Senhor das Sombras fez desdem do cliath e esse apesar do desdem esse faz pose como se fosse uma vitoria enorme. Embora mal lembrasse do seu próprio ritual de passagem sabia que aquele era um momento raro e apesar das reações dos senhores das sombras deveria ser comemorada e valorizada então naturalmente volta a sua forma humana e juntasse aos aplausos.*
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Re: CELEBRAÇÃO DE RITUAL DE PASSAGEM (Zonas da Cidade)

Mensagem por Luke Duran em Seg Out 09, 2017 6:48 pm

A brincadeira:
Nádia, então, abraçou LUKE, que estava à sua direita, e Amanda, à sua esquerda. Amanda entendeu a brincadeira e abraçou Mão Sangrenta, que, por sua vez, abraçou SHAÍRA. Ao lado de Shaíra estava Ahmed e, do outro lado de Ahmed, KATERINE. Os demais já estavam se amontoando, como se fossem fazer uma selfie do pessoal que ia ao bar. Nádia fazia sinal para que SHAÍRA e KATERINE se tocassem também mas, entre elas, estava Ahmed, que não sabia da história do bar e parecia estar muito constrangido com a situação. Ele procurava afastar-se ao máximo de SHAÍRA, talvez por medo de que suas deformidades a tocassem.

Luke assentiu e logo mostrou a língua para o outro grupo enquanto era abraçado, posterior a um sorriso que havia esboçado assim que havia entendido a brincadeira.

Uivos:
O Uivo de Abertura era uma mistura perfeita de arte e selvageria, possível apenas para criaturas duais como os garous. Gerava um clima de êxtase e harmonia espiritual que preparava para a fase seguinte, a chegada do totem.

(livre para interpretarem seus uivos e sensações, se desejarem)

Quando então começaram os uivos, sua alma foi tomado por uma alegria e intensa vontade em uivar o mais forte e alto que podia, transformando-se em Crinos deixou que sua selvageria demonstrasse toda sua felicidade.

"Lobinrin:
Iobinrin tomou a vasilha nos braços e ergueu-a até a cabeça, equilibrando-a como uma mulher africana faria e apoiando-a delicadamente com uma das mãos, em um movimento que era mais de beleza do que de necessidade. Parecia uma pintura. Com a mesma graça de antes caminhou até perder-se de novo na folhagem. O farfalhar da vegetação foi ficando cada vez mais distante até que se ouviu seu mergulho nas águas.
Mantinha os olhos tão fixos em lobinrin que parecia estar hipnotizado, por um momento havia esquecido tudo a sua volta. Era algo tão intenso como uma paixão a primeira vista, sentiu-se novamente em sua juventude, quando os nervos estavam a flor da pele. Somente após sua partida, aos poucos foi retomando a consciência novamente.

Vigia:
— Seja bem-vindo entre os adultos ahrouns, Luke Duran. "Nós somos guerreiros entre lutadores, oficiais entre soldados, os heróis do campo de batalha". De você esperamos nada menos que proteger Gaia com garras, glória, dentes e sangue — Kamau fez surgir uma garra de crinos em seu próprio dedo, sem nenhuma dificuldade. Em seguida espetou o dedo da outra mão e depositou uma grossa gota de sangue na testa de Luke. Sorriu com altivez e afastou-se. Luke sabia que o Vigia do caern estava muito satisfeito com ele e com sua capacidade de luta.

Luke apreciou as palavras do Vigia, e antes que se afastasse o reverenciou com a cabeça e bateu com o punho fechado em seu próprio peito* demonstrando respeito e gratidão, o que estava nítido também em seu olhar.
"Serei o melhor que eu puder ser irmão"

Índigo:
— Olá, Luke Duran, meu nome é Índigo "Ária à Luna", galliard dos Filhos de Gaia. Venho para saudar e cantar a chegada de mais um defensor de Gaia. Não é fácil ser um ahroun em nossa tribo mas já me disseram que você equilibra muito bem grandes quantidades de fúria com força de vontade. Rogo à nossa Mãe Gaia que essa harmonia esteja presente em toda sua vida de guerreiro e que você não se esqueça de que muitas vezes o verdadeiro heroísmo está na compaixão. Que a violência seja apenas uma ferramenta usada quando necessário e nunca um fim em si mesmo. Que sua vida seja longa o bastante para moldá-lo como um sábio guerreiro. Bem-vindo à idade adulta, Luke Duran! Bem-vindo à tribo dos Filhos de Gaia.
De imediato pode sentir a compaixão e cumplicidade que um Filho de Gaia tinha a oferecer, viu graça em seus olhos e alegrou-se em agora ser oficialmente parte da tribo. No fundo Luke sabia que não era forte para ferir por desencargo, mas sim para proteger os injustiçados. Novamente reverenciou com a cabeça enquanto levava seu punho direito cruzado ao peito esquerdo.
-- Agradeço Índigo-rhya!! Conte comigo!

*OFF: A postura que Luke tomou ao bater com os punhos fechados no peito é similar a postura adotada ao cantar o hino nacional.

Final do Ritual:
— A partir desse momento a Nação Garou reconhece como lobisomens maduros a Luke "Fúria de Gaia" Duran e Khamaseen "Fúria da Tempestade"!!!

Uivos, palmas e gritos de alegria soaram. Kham e Luke eram oficialmente cliaths!
Luke olhou para cima, fechou os olhos, e deu um intenso suspiro de alivio e alegria! Seu sorriso começou a brotar levemente no canto de seus lábios, até que sua gargalhada começou a ser ouvida por quem estava ao seu redor.
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Re: CELEBRAÇÃO DE RITUAL DE PASSAGEM (Zonas da Cidade)

Mensagem por Lua em Ter Out 10, 2017 12:53 pm

Quando as palmas e saudações terminaram, o próprio Anton levantou-se e começou a narrar a histórias dos dois únicos filhotes que regressaram de um ritual de passagem em tudo tinha dado errado.

Relato de Anton:
Contou como diversas seitas mandaram filhotes aos caerns sob a proteção do suposto rei Vladi para um ritual de passagem, recebendo em troca filhotes dos presas de prata. De como os jovens presas de prata tinham sido misteriosamente assassinados nas seitas e que a reação dos garous de Vladi não tinha sido outra que vingar-se, abandonando os filhotes que hospedavam à própria sorte. De como Fonte Fria não tinha sido poupada do castigo, mesmo tendo ajudado muito ao rei Vladi em um passado recente. Contou como Khamaseen, Luke e os outros filhotes sofreram um frio atroz, criado por forças sobrenaturais. De como os outros filhotes, um a um tinham se perdido, fosse por  individualismo, fosse por estupidez, e que seus corpos provavelmente jaziam sob camadas de neve no Cazaquistão.

Com orgulho nos olhos, Anton narrou como Khamaseen e Luke aprenderam a controlar suas fúrias e egos, a trabalhar em conjunto, a enfrentar e também a confiar em criaturas diferentes. De como trouxeram um antigo gurahl ao conhecimento da seita Fonte Fria.

Anton não se esqueceu dos valentes esforços de Katerine que, mesmo sozinha e pouco preparada para o ambiente selvagem, mantivera-se firme na busca dos filhotes abandonados por Vladi. Cantou que, mesmo sem ter encontrado Khamaseen e Luke, a jovem theurge brilhara ao revelar lacayos da Wyrm ainda desconhecidos naquela região.

Khamassen, Luke e Katerine sentiram os olhos da seita pousados sobre eles, com aprovação.

O ancião galliard tinha experiencia em escolher as palavras, de modo que o sentimento de orgulho pelos cliaths de Fonte Fria, o repúdio à injustiça sofrida na Ásia Central e o ódio pela Wyrm foram crescendo.

Todos sentiam que a seita e seus verdadeiros aliados eram fortes e superavam todos os desafios. Sentiam que o Mal era intenso, mas eles estavam vencendo as batalhas!

A energia e a paixão foram crescendo e quando atingiram seu ápice, estalou o Festim.

Maiara saltou no centro da roda, uivando selvagemente. Estava em hominídeo, mas a agressividade emanada pela ahroun uktena era tal que disparava os corações dos garous.  Muitos foram a hispo ou crinos. Estêvão e Lorcan, de repente, lançaram-se ao que parecia ser uma batalha ritual mas que, ao fim, revelou-se uma luta de verdade. Pior para os dois.

Maiara lançou os demais a uma corrida desgovernada ao redor das divisas.

Em pouco tempos os grupos se dividiram. Ahmed simplesmente desapareceu na Penumbra tão pronto começou a corrida. Dmitri guiou VOLG e ALEX e os três passaram tão velozmente ao lado de Nádia que a galliard quase caiu. Depois, aproveitando a liberação coletiva de gnose que alimentava o caern, saltaram para à Umbra facilmente.

Nádia por sua vez liderou o grupo formado por Mão Sangrenta, Khamaseen, Luke, Shaíra e Yasha a um corrida que bordeava o rio, descendo rumo à saída do caern que levava à cidade.

VIRGÍNIA e KATERINE correram com os demais garous da seita. VIRGÍNIA galopou ao lado de Julián, que mudara à típica forma lupina semelhante a um chacal. Ao final da corrida se separaram do outros, buscando a Umbra.

KATERINE ficou sozinha quando, depois de muito correr, os garous finalmente se cansaram e começaram a debandar em direção às suas casas, onde parentes os aguardavam para que terminassem de saciar a paixão do Festim.

Katerine:
Katerine sentou-se sobre a relva da falsa ilha em que ficava o santuário e repousou, cercada por brumas e pela luz dos espíritos-vagalumes que vinham caçar chispas de gnose. Entrou em um estado de transcendência e acabou avistando um belo avatar do Pégaso, que baixou do ar para tomar água tranquilamente diante dela.

Alex, Volg e Virgínia:
Alex, Volg e Dmitri vasculharam a umbra mas não conseguiram encontrar a horta de plantas de poder do Julián. Não seria daquela vez que os cliaths mais jovens realizariam sua travessura suprema.

Voltaram aos aposentos um pouco decepcionados, sem saber que isso os salvara do perigo, pois era justamente para a horta que Julián e Virgínia estavam indo.

Julián pretendia apresentar à theurge amiga das plantas alguns de seus espíritos vegetais aliados mas estes se recusaram em aparecer, certamente incomodados pelas buscas dos três cliaths. Sem saber disso, envergonhado e intrigado, Julián acabou desculpando-se com Virgínia, prometendo mostrar-lhe suas plantas em outra ocasião e oferecendo-se para ensinar-lhe um pouco de herborismo quando ela quisesse.

Luke, Khamaseen, Shaíra e Yasha - bar:
Nádia, Shaíra, Amanda, Mão Sangrenta, Luke, Khamaseen e Yasha correram ao lado do rio até saírem das divisas e aproximarem-se da cidade o suficiente para necessitarem a forma hominídea. Transformaram-se, então, e foram caminhando até o recém-inaugurado bar de um parente das fúrias negras chamado Giorgio.

No bar, o  telão mostrava o show de uma cantora sertaneja, cujas canções deixaram Shaíra ainda mais triste.



O grupo sentou-se na varanda do bar,  local em que costumavam instalar-se os garous e parentes. Estavam em sete, o que lhes dava direito a uma rodada especial de bebidas chamada Joanópolis. Nádia ia explicar-lhes o que era, quando apareceu Brian, meio-irmão dos membros da matilha de Nádia e namorado de Mão Sangrenta. Dmitri o havia avisado sobre os planos etílicos das duas.  "Pirralho de merda", resmungara Nádia entre os dentes, referindo-se a Dmitri. Agora eram oito, estava perdida a rodada de bebidas. E Brian sorria com cara de parente que pode dedurar qualquer excesso dos garous.

Um ronco de motores, então, chamou a atenção de todos. Três motos circularam várias vezes ao redor do quarteirão do bar. Giorgio disse que isso jás estava virando rotina: os pumonca haviam incluido o bar em suas rondas, para intimidá-lo.

— Isso vai dar merda. — rosnou Mão Sangrenta, crispando os dedos.

Mas não seria naquela noite. As motos se foram, as canções sertanejas se sucederam e as latas de cerveja se esvaziaram, tudo em uma paz santa e, ao mesmo tempo monótona. Talvez o silêncio antes da tempestade.

Shaíra:
Shaíra chegou à casa de hóspedes disposta a tomar um banho e dormir. Abriu a porta do quarto e seus instintos rapidamente alertaram-na de que havia algo estranho ali. Era Ahmed que a esperava. Estava em trajes ocidentais, sob a camisa apenas um grande curativo, nada de membros extras.

A princípio Ahmed mostrou-se enciumado por ela ter ido ao bar, usando uma argumentação sobre a modéstia de uma mulher muçulmana que não tinha muito sentido entre os garous. Depois Shaíra compreendeu que na verdade ele estava era muito triste. Entendeu que a rejeição na hora da assembléia tinha sido porque ele temia que os outros garous percebessem que havia algo entre eles, pelo constrangimento que sentia em ser um impuro em um caern de fertilidade e, sobretudo, pela vergonha que sentia por estar mostrando seu corpo deformado a Shaíra.

Ahmed era um homem bonito, calejado pelo assédio feminino que recebia quando estava "normal" e a repulsa quando deixava aparecer sua marca de impuro. Ao longo dos anos, apartara-se do amor das parentes, pois seria incapaz de dar-lhes um descendente garou — ou qualquer descendente. Ao contrário, contou que passara sua vida seduzindo mulheres humanas, como um desses machos estéreis que os homens soltam para reduzir a população de mosquitos — isso em suas palavras. Havia seduzido  sobretudo mulheres muçulmanas, pois sabia que qualquer deslize delas poderia condená-las a nunca se casarem e terem filhos. Até que Leyda o convencera de que era uma forma muito cruel de ajudar Gaia.

Contou também que era um mercenário. Um ahroun do campo dos Caminhantes, que alugava suas garras para outras tribos em troca de dinheiro e da permanência temporária em caerns — única maneira de livrar-se dos fantasmas que atormentam ainda mais intensamente os peregrinos silenciosos impuros.

Disse que era uma vida ingloriosa mas satisfatória, se comparada à dos outros impuros. Até o momento em que Shaíra chegara.

Ahmed confessou que desde então não pensava em mais nada que não fosse ela, que Shaíra estava em tudo o que ele fazia e sonhava. Que então seus sossego acabara, pois o que estavam fazendo era errado, mesmo não gerando um filhote impuro, era errado. Justamente por ele ser infértil e desgraçado, era errado. Disse que havia escapado durante o Festim por medo de que acabassem se amando dentro da área do caern, profanando-o. Que não se importava em perder sua vida, mas que não queria arruinar a de Shaíra.

Ao fim,  disse que pretendia afastar-se dela. Mas, enquanto sua boca proferia as palavras, seu corpo se aproximava do de Shaíra, os lábios entreabertos mesmo nos silêncios, ansiando roubar-lhe um beijo. Parecia confuso, vencido. Nem no dia em ele estivera às portas da morte, Shaíra o vira tão frágil e desamparado. Ahmed estava totalmente aberto diante dela, mais dilacerado do que se tivesse sido cortado por garras. Acabara de contar toda sua vida de tristeza e pecados a Shaíra. Naquela noite, Ahmed confessou que a amava.
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Re: CELEBRAÇÃO DE RITUAL DE PASSAGEM (Zonas da Cidade)

Mensagem por Cetza em Qua Out 11, 2017 4:35 pm

Com o início do festim Shaira tentava se livrar da tristeza que lhe assolava através do suor e do vento noturno em seu rosto. Correr para ela, uma Peregrina Silenciosa, era como um doce alento para qualquer coisa que sentia. Shaira seguia com Nádia, Mão Sangrenta, Khamaseen, Luke e Yasha até a cidade onde passariam o final daquela noite num barzinho de parentes. A bela música sertaneja que tocava enchia Shaira de tristeza, mesmo sendo bela. Brian, um meio-irmão de algum membro da alcateia de Nádia se juntara ao grupo para beber com eles e faze-los perder a rodada gratuita, mas isso pouco importava para a jovem que preferia afastar a tristeza com a bebida. Ela nem mesmo gostava do sabor daquele líquido que descia amarga por sua garganta, mas de alguma forma afastava um pouco sua tristeza.

-- Oi Brian.. vai nos pagar uma rodada?
Shaira brincava com o parente, inegavelmente ela estava mais animada, mas não o suficiente para se sentir vontade de alguma de ter uma conquista noturna. O som dos motores deixava todos atentos, pois poderiam ser um grupo de Pumoncas, Shaira nunca tinha visto um porém sabia que eles poderiam causar problemas... por sorte eles iam embora, o que deixava os ânimos mais calmos.

* * *
Shaira chegava em casa, estava cansada e por estar um pouco zonza queria um banho mais do que qualquer coisa, quando ela sentia que havia alguém ali. Ela se virava e se deparava com Ahmed, ela após passado do susto sorria para ele.

A princípio Ahmed mostrou-se enciumado por ela ter ido ao bar, usando uma argumentação sobre a modéstia de uma mulher muçulmana que não tinha muito sentido entre os garous. Depois Shaíra compreendeu que na verdade ele estava era muito triste. Entendeu que a rejeição na hora da assembléia tinha sido porque ele temia que os outros garous percebessem que havia algo entre eles, pelo constrangimento que sentia em ser um impuro em um caern de fertilidade e, sobretudo, pela vergonha que sentia por estar mostrando seu corpo deformado a Shaíra.

-- Ahmed... eu sei muito bem da nossa situação, mas é o que eu sinto... é a Wyld pulsando dentro de mim. Ahmed, eu o amo..
eu quero ficar do seu lado você, eu não me importo se é proibido ou se algum ancião proíbe... eu não ligo, se puder ficar ao seu lado. Eu não me importo com suas deformidades... as pessoas são mais do que apenas corpos bonitos... você, para mim, é bem mais do que isso.


Shaira se declarava para Ahmed, porém ouvir sobre o passado de Ahmed a deixava triste, pois ela não imaginava que ele fosse algum tipo de cafajeste. Porém um lampejo em sua mente clareou seus seus pensamentos.
"Isso foi antes... provavelmente ele se sentia solitário e excluído... coitado...

Ahmed confessou que desde então não pensava em mais nada que não fosse ela, que Shaíra estava em tudo o que ele fazia e sonhava. Que então seus sossego acabara, pois o que estavam fazendo era errado, mesmo não gerando um filhote impuro, era errado. Justamente por ele ser infértil e desgraçado, era errado. Disse que havia escapado durante o Festim por medo de que acabassem se amando dentro da área do caern, profanando-o. Que não se importava em perder sua vida, mas que não queria arruinar a de Shaíra.

-- Ahmed... me leve... eu não ligo se ser mercenária seja uma vida inglória ou difícil, se estiver do seu lado... todo e qualquer farod será nada...
Seu rosto corava com as palavras de Ahmed e com a ideia de se jogar na vida ao lado de seu amado, seria a primeira vez que ela tomaria as rédias do seu destino assim como ela já o fizera antes ao atravessar o deserto e fugir para o Brasil. Shaira sempre teve coragem para fazer o impossível... e agora mais do que nunca ela queria fazer o impossível novamente.

Ao fim, disse que pretendia afastar-se dela. Mas, enquanto sua boca proferia as palavras, seu corpo se aproximava do de Shaíra, os lábios entreabertos mesmo nos silêncios, ansiando roubar-lhe um beijo. Parecia confuso, vencido. Nem no dia em ele estivera às portas da morte, Shaíra o vira tão frágil e desamparado. Ahmed estava totalmente aberto diante dela, mais dilacerado do que se tivesse sido cortado por garras. Acabara de contar toda sua vida de tristeza e pecados a Shaíra. Naquela noite, Ahmed confessou que a amava.

Shaira não mais ouvia as palavras de Ahmed, pois seus corpos já falavam por si próprios. Shaira encostava sua testa na de Ahmed, ela fechava seus olhos enquanto sua pulsação acelerava. Suas mão tocavam o corpo de Ahmed delicadamente enquanto se aproximava dele, ela encostava seus lábios com os de Ahmed e assim como ele naquela noite, Shaira confessou que o amava acima de qualquer coisa...
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Re: CELEBRAÇÃO DE RITUAL DE PASSAGEM (Zonas da Cidade)

Mensagem por Kurosatsunomori em Sab Out 14, 2017 7:36 pm

Nádia, Shaíra, Amanda, Mão Sangrenta, Luke, Khamaseen e Yasha correram ao lado do rio até saírem das divisas e aproximarem-se da cidade o suficiente para necessitarem a forma hominídea. Transformaram-se, então, e foram caminhando até o recém-inaugurado bar de um parente das fúrias negras chamado Giorgio.

"Ué?? Achei que a ruiva viria junto, hm... ok."

No bar, o  telão mostrava o show de uma cantora sertaneja, cujas canções deixaram Shaíra ainda mais triste.
O grupo sentou-se na varanda do bar,  local em que costumavam instalar-se os garous e parentes. Estavam em sete, o que lhes dava direito a uma rodada especial de bebidas chamada Joanópolis. Nádia ia explicar-lhes o que era, quando apareceu Brian, meio-irmão dos membros da matilha de Nádia e namorado de Mão Sangrenta. Dmitri o havia avisado sobre os planos etílicos das duas.  "Pirralho de merda", resmungara Nádia entre os dentes, referindo-se a Dmitri. Agora eram oito, estava perdida a rodada de bebidas. E Brian sorria com cara de parente que pode dedurar qualquer excesso dos garous.

"Isso é tão deprimente, como alguém consegue se divertir com essa música de fundo?? Ohhh... a voz dela é linda... Ainda assim isso é muito tedioso, escolha ruim Nádia, eu devia ter abandonado esse grupo e ter ido pra uma balada sozinho mesmo, pelo menos espero que tenha algo bom pra comer aqui... vou pegar uma porção de coxinha e ficar só na água mesmo até ver no que vai dar...........................................................................................................................................................................................................................MAS QUE TÉDIO!! EU VOU FICAR SÓ OLHANDO PARA A CARA DE VOCÊS?? FAÇAM ALGUMA COISA PORRA! TERIA SIDO MAIS DIVERTIDO APANHAR DO JULIAN!!"
*olhando para os lados procurando qualquer coisa que divirta*

Um ronco de motores, então, chamou a atenção de todos. Três motos circularam várias vezes ao redor do quarteirão do bar. Giorgio disse que isso jás estava virando rotina: os pumonca haviam incluido o bar em suas rondas, para intimidá-lo.

— Isso vai dar merda. — rosnou Mão Sangrenta, crispando os dedos.

*Kham segura uma coxinha com força contra os dentes da frente* na intenção de que não percebam que está sussurrando rapidamente, várias vezes seguidas, torcendo para que algo agitado aconteça enquanto mordisca a coxinha.

--Venham, venham, venham... alguém faz alguma coisa por favor.... Luke? Mão Sangrenta? Alguem? Puta que pariu eles estão logo alí....

Mas não seria naquela noite. As motos se foram, as canções sertanejas se sucederam e as latas de cerveja se esvaziaram, tudo em uma paz santa e, ao mesmo tempo monótona. Talvez o silêncio antes da tempestade.

--Porra...

Kham termina de comer a carne, joga o osso na boca com a intenção de quebra-lo com os dentes e depois cospe, em seguida coloca um cigarro na boca, mostra o maço cheio oferecendo para quem se interessar, coloca-o sobre a mesa, se levanta e dá alguns passos em direção a uma área aberta onde possa fumar e sem o incômodo do som alto da musica.

"hehe... é uma noite tranquila demais"
*sorri enquanto acende o cigarro* Mas não traga, apenas respira a nicotina que sobe para o seu nariz através da fumaça, as fotos na embalagem o faziam pensar na wyrm. Se sentia no controle enquanto segurava entre os dentes aquele produto que muitos eram viciados e sorria tendo consciência de que usava apenas o necessário para relaxar.
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Re: CELEBRAÇÃO DE RITUAL DE PASSAGEM (Zonas da Cidade)

Mensagem por Nataly em Dom Out 15, 2017 9:03 pm

Virgínia assistiu o ritual com atenção.

Ela era familiar com a parte ritualística da cultura garou, gostava das solenidades e entendia seus significados intínsecos. Mesmo quando os humanos tendiam a divagar e prolongar demais um ritual mais simples, ela entendia a dificuldade deles em expressar-se em poucas palavras.

Quando foi chamada para reconhecer o Khamasseen como garou, Aurora da Esperança chegou bem perto dele, com as orelhas abaixadas, e deu um latido forte e repentino, que significava "Você é forte, confio em você, tome cuidado". Qualquer lobo entenderia aquilo, mas talvez alguns humanos precisassem de explicação. Mas dessa vez, ela não daria nenhuma.

Gostou de ouvir a história dos dois novos cliaths, era bastante capaz da parte deles sobreviver no meio daquela bagunça política que era a Ásia Central.

Quando a assembleia acabou, Julian não conseguiu mostrar os espíritos de planta que ele queria pra Virgínia, mas ela não ficou chateada. Prometeu voltar com mais tempo para tentar falar com eles e aprender mais sobre a flora da América do Sul.

Mas agora era hora de voltar para casa no Canadá.

Ela veria o Brasil novamente quando fosse necessária.
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Re: CELEBRAÇÃO DE RITUAL DE PASSAGEM (Zonas da Cidade)

Mensagem por Crios em Qua Out 18, 2017 10:22 pm

Assistindo tudo com muita atenção, Katerine aproveitava o clima agradável de Fonte Fria. Sua fúria era aplacada pelo aconchego espiritual do local. Toda a cerimonia é acompanhada de forma atenta por Katerine. No momento das palmas, fez questão de aplaudir com toda a força que poderia.

Quando Antom se levantou e começou a narrar, agora sim, o pulsar de Katerine sobe a outro nível. A princípio, não estava se sentindo importante, pois quem realmente merecia os parabéns, era os dois novos Cliaths. Mas no momento que o peso dos olhares bateram, uma pequena lagrima correu pelos olhos de Kat que tentava manter a compostura para não fazer feio, estava um pouco tímida, mas queria dar um gritinho de vitória. Bom, pelo menos para ela era uma vitória. Quem dera Sylvanndis ou sua seita estar vendo aquilo. Sentia-se satisfeita, com a sensação de dever cumprido.

No momento em que todos se exaltam e debandam na correria, Katerine a princípio segue junto de nadia, e dos outros em forma lupina. Até pensava em ir para o bar, mas então começa a desacelerar. Começa a mudar de curso. Talvez saudade da umbra, ou em parte timidez, por não saber lidar com essa galera dos tupiniquim. Mas ela atravessa a película. Esse caern lhe intrigava por algum motivo. Talvez devesse ir falar com Khan e Luke mais tarde sobre eles adotarem um totem. Ela queria ajudar.



Quando adentava a umbra, mudava para a forma hominídea. Se sentia mais confortável desta forma. Caminhava lentamente entre as brumas umbrais, sendo guiada unicamente pelo seu instinto. Uma mente uktena é inquieta, e Katerine estava curiosa para explorar estas terras umbrais. Estranhamente, aqui, se sentia mais em comunhão com o brasil, do que estar fisicamente no brasil. Mas se tratando de um theurge, dar preferência por estar na umbra não seria algo tão estranho assim.

Achando um local agradável, sentiu vontade de sentar-se. Tirou os sapatos para sentir melhor a grama etérea enquanto caminhava, até achar um pequeno leito de agua, onde colocou os pés. Apenas quem repousa os pés sobre aguas sabe o prazer e satisfação que isso da. Deitou-se na grama olhando apenas para os espirito vagalumes próximos. Eles eram engraçadinhos de se acompanhar com os olhos. Começou a brincar com estes pequenos e graciosos espiritinhos. Até que se perdeu nos olhares, ficando apenas deitada, em estado meditativo. Estava já perdida em um transe quando de repente...

Um Pégaso aparece bem diante de seus olhos. Já havia vistos espíritos pegasos na europa, mas nunca tão de perto. Seu transe foi quebrado pela surpresa de inicio. Se levantou devagar, ficando agora sentada na grama, com os pés descalços, enquanto olhava o espirito com atenção e muita admiração. Abria sua boca e falava de maneira suave usando o dom “comunicação com espíritos”.


Kat por dentro:


“olá majestoso espirito. Como vai?”
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Re: CELEBRAÇÃO DE RITUAL DE PASSAGEM (Zonas da Cidade)

Mensagem por Luke Duran em Qua Out 18, 2017 10:46 pm

Ida ao bar:

Nádia, Shaíra, Amanda, Mão Sangrenta, Luke, Khamaseen e Yasha correram ao lado do rio até saírem das divisas e aproximarem-se da cidade o suficiente para necessitarem a forma hominídea. Transformaram-se, então, e foram caminhando até o recém-inaugurado bar de um parente das fúrias negras chamado Giorgio.
Luke corria com entusiasmo até chegar a cidade, mal podia esperar  pra bebedeira começar.

Ao adentrar o ambiente:

No bar, o  telão mostrava o show de uma cantora sertaneja, cujas canções deixaram Shaíra ainda mais triste.
Em outra ocasião apesar da aparência de turrão, aquele tipo de música não incomodava-o, até apreciava, mas não era o que esperava ouvir para celebrar seu novo posto de cliath.
"Gostei da música, mas mal posso esperar pro bom e velho rock'n roll começar!"

Chegada de Brian:

O grupo sentou-se na varanda do bar,  local em que costumavam instalar-se os garous e parentes. Estavam em sete, o que lhes dava direito a uma rodada especial de bebidas chamada Joanópolis. Nádia ia explicar-lhes o que era, quando apareceu Brian, meio-irmão dos membros da matilha de Nádia e namorado de Mão Sangrenta. Dmitri o havia avisado sobre os planos etílicos das duas.  "Pirralho de merda", resmungara Nádia entre os dentes, referindo-se a Dmitri. Agora eram oito, estava perdida a rodada de bebidas. E Brian sorria com cara de parente que pode dedurar qualquer excesso dos garous.
"Não fui muito com a cara desse bundão..." pensava Luke enquanto começava a se perguntar se a noite seria realmente divertida, eis que...

Um ronco de motores, então, chamou a atenção de todos. Três motos circularam várias vezes ao redor do quarteirão do bar. Giorgio disse que isso jás estava virando rotina: os pumonca haviam incluido o bar em suas rondas, para intimidá-lo.

— Isso vai dar merda. — rosnou Mão Sangrenta, crispando os dedos

*Kham segura uma coxinha com força contra os dentes da frente* na intenção de que não percebam que está sussurrando rapidamente, várias vezes seguidas, torcendo para que algo agitado aconteça enquanto mordisca a coxinha.
--Venham, venham, venham... alguém faz alguma coisa por favor.... Luke? Mão Sangrenta? Alguem? Puta que pariu eles estão logo alí....
O olhar de Luke na mesma hora se avivou, *encarou um por um dos motoqueiros, em especial, o que estava mais próximo, e cerrou os punhos esperando apenas uma brecha que justificasse sua intervenção física"

Ao mesmo tempo ele sabia que o mais prudente a fazer era apenas observar... por enquanto. Ele não parecia confortável com a presença de Brian, e estava evitando fazer qualquer coisa que pudesse resultar em ser dedurado por má conduta.

Começar uma briga não era tipico de sua tribo, mas algum tipo de vandalismo, ameaça ou violência por parte dos motoqueiros seria o suficiente para incentiva-lo à tomar a frente.

--Me deem só um motivo... para acabar com vocês. Susurrou Luke, em altura suficiente para que todos da mesa escutassem. Enquanto fitava seus possíveis inimigos com um olhar de raiva, quase que mostrando os dentes mesmo na forma hominídea.

Mas não seria naquela noite. As motos se foram, as canções sertanejas se sucederam e as latas de cerveja se esvaziaram, tudo em uma paz santa e, ao mesmo tempo monótona. Talvez o silêncio antes da tempestade.
Kham escreveu:--Porra...
-- É... não foi dessa vez Kham.

*Luke então termina sua refeição, se despede de todos que restavam na mesa, e caminha em meio sua tediosa sobriedade ao balcão do bar.*

-- Me vê 2 litrões de Skol por gentileza, pode já abrir os dois também.

*Paga as bebidas, e se aproxima de Kham, levando 1 garrafa em cada mão*

-- Eu é que não vou deixar de beber hoje, por causa de um mala que veio de intruso.

-- Não preciso que cuidem de mim, e você?
*Disse piscando e oferecendo uma das garrafas que havia em sua mão*

*Luke brindou sua garrafa e voltou para casa cantarolando e bebendo pelo caminho*
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Luke Duran

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